Efeitos de polímeros não iônicos adicionados a surfactante in vitro e em modelo experimental de aspiração de mecônio
| Ano de defesa: | 2010 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1339 |
Resumo: | Introdução: a síndrome da aspiração de mecônio (SAM) é uma das doenças respiratórias mais importantes no período neonatal. O tratamento com surfactante exógeno apresenta uma resposta muito modesta. O mecônio é um potente inibidor da função surfactante. Polímeros não iônicos adicionados ao surfactante neutralizam a inibição causada pelo mecônio in vitro. Os resultados do uso de surfactante em modelos experimentais não apresentam respostas consistentes. Objetivo: avaliar o efeito de polímeros não iônicos na função surfactante in vitro e em modelo experimental de síndrome de aspiração de mecônio. Método: a medidas da adsorção e da tensão superficial mínima de soluções de surfactante contendo dextran e polietilenoglicol (PEG) foram avaliados pelo surfactômetro da bolha cativa. O experimento in vivo, foi realizado com 16 porcos recém-nascidos nos quais a aspiração de mecônio foi provocada pela instilação de 5 ml/kg de mecônio a 20%. Os animais foram divididos em três grupos: l. controle (n=5); ll. surfactante 100mg/kg (n=5); lll. surfactante-polietilenoglicol 7,5% (n=6). O período de observação foi de 6 horas. A resposta aos diversos tratamentos foi avaliada por gasometrias arteriais seriadas. Resultados: a adição de dextran e PEG melhorou o desempenho do surfactante avaliado pelo surfactômetro da bolha cativa. Os valores da PaO2 (média ± desvio padrão) aos 30 minutos após o tratamento da SAM foram: Grupo l= 66,8 ± 21,12 mmHg; Grupo ll= 68,12 ± 19,41 mmHg; e no Grupo lll= 61,33 ± 16,18 mmHg (P= 0,817 ). Com 3 horas após tratamento os valores foram: Grupo l= 90,60 ± 68,12 mmHg; Grupo ll= 72,18 ± 34,83 mmHg; Grupo lll= 69,00 ± 24,46 (P= 0,711 ). Com 6 horas após tratamento, os valores foram: Grupo l= 76,60 ± 48,04 mmHg; Grupo ll= 99,00 ± 94,17 mmHg; Grupo lll= 60,83 ± 19,18 mmHg (P= 0,586). ANOVA multivariada xvi modificada para medidas repetidas não demonstrou diferença significativa entre os três grupos (P= 0,560). Conclusão: adição de PEG ao surfactante não modificou o quadro de insuficiência respiratória hipoxêmica grave causada pela SAM, apesar de melhorar o desempenho do surfactante in vitro. |
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Efeitos de polímeros não iônicos adicionados a surfactante in vitro e em modelo experimental de aspiração de mecônioMEDICINAASPIRAÇÃO DE MECÔNIOSURFACTANTES PULMONARESAGENTES ATIVOS DE SUPERFÍCIESTENSOATIVOSPOLÍMEROSRECÉM-NASCIDOCNPQ::CIENCIAS DA SAUDE::MEDICINAIntrodução: a síndrome da aspiração de mecônio (SAM) é uma das doenças respiratórias mais importantes no período neonatal. O tratamento com surfactante exógeno apresenta uma resposta muito modesta. O mecônio é um potente inibidor da função surfactante. Polímeros não iônicos adicionados ao surfactante neutralizam a inibição causada pelo mecônio in vitro. Os resultados do uso de surfactante em modelos experimentais não apresentam respostas consistentes. Objetivo: avaliar o efeito de polímeros não iônicos na função surfactante in vitro e em modelo experimental de síndrome de aspiração de mecônio. Método: a medidas da adsorção e da tensão superficial mínima de soluções de surfactante contendo dextran e polietilenoglicol (PEG) foram avaliados pelo surfactômetro da bolha cativa. O experimento in vivo, foi realizado com 16 porcos recém-nascidos nos quais a aspiração de mecônio foi provocada pela instilação de 5 ml/kg de mecônio a 20%. Os animais foram divididos em três grupos: l. controle (n=5); ll. surfactante 100mg/kg (n=5); lll. surfactante-polietilenoglicol 7,5% (n=6). O período de observação foi de 6 horas. A resposta aos diversos tratamentos foi avaliada por gasometrias arteriais seriadas. Resultados: a adição de dextran e PEG melhorou o desempenho do surfactante avaliado pelo surfactômetro da bolha cativa. Os valores da PaO2 (média ± desvio padrão) aos 30 minutos após o tratamento da SAM foram: Grupo l= 66,8 ± 21,12 mmHg; Grupo ll= 68,12 ± 19,41 mmHg; e no Grupo lll= 61,33 ± 16,18 mmHg (P= 0,817 ). Com 3 horas após tratamento os valores foram: Grupo l= 90,60 ± 68,12 mmHg; Grupo ll= 72,18 ± 34,83 mmHg; Grupo lll= 69,00 ± 24,46 (P= 0,711 ). Com 6 horas após tratamento, os valores foram: Grupo l= 76,60 ± 48,04 mmHg; Grupo ll= 99,00 ± 94,17 mmHg; Grupo lll= 60,83 ± 19,18 mmHg (P= 0,586). ANOVA multivariada xvi modificada para medidas repetidas não demonstrou diferença significativa entre os três grupos (P= 0,560). Conclusão: adição de PEG ao surfactante não modificou o quadro de insuficiência respiratória hipoxêmica grave causada pela SAM, apesar de melhorar o desempenho do surfactante in vitro.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da CriançaFiori, Renato Machadohttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4783043Y3Luz, Jorge Hecker2015-04-14T13:32:43Z2010-04-232010-01-28info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfLUZ, Jorge Hecker. Efeitos de polímeros não iônicos adicionados a surfactante in vitro e em modelo experimental de aspiração de mecônio. 2010. 146 f. Tese (Doutorado em Pediatria e Saúde da Criança) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2010.http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1339porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-17T20:09:43Zoai:tede2.pucrs.br:tede/1339Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-17T20:09:43Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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