O domínio de si mesmo (εγκράτεια) como condição ético-existencial na filosofia de Platão

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Rocha, Gabriel Rodrigues
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Filosofia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6371
Resumo: A partir da compreensão de duas particulares sentenças da Carta VII (331 d): “Viver cada dia de modo a que fosse senhor de si mesmo (ἐγκρατῂς αὐτὸς αὑτοὗ), o mais possível; ” e (324 c): “Quando eu era jovem, senti o mesmo que muitos: pensei, logo me tornasse senhor (κύριος) de mim mesmo, ir direto à política; ” a tese pretendera propor o quanto o conceito de εγκράτεια (domínio de si) é de excepcional importância no conjunto da filosofia platônica, em distintas etapas, na produção escrita-dialógica do filósofo ateniense. Sugestiona-se que Platão evidencia uma real intencionalidade filosófica, não somente com a formação do domínio de si aos que intencionam “ir” a política, mas, também estendendo esta formação ao interior de cada individualidade partícipe na comunidade política; da mesma forma, propôs-se que o domínio de si acaba por se apresentar como o corolário do conhecimento e do cuidado de si, tomando-os a estes, como conceitos essencialmente integrantes do platonismo. Conclui-se que o domínio de si mesmo é uma potência da faculdade superior da ψυχή, e por isso é uma virtude e uma purificação de si passíveis de serem formados/configurados em cada individualidade psíquica, constituindo-se assim como exercício espiritual por excelência. O objetivo desta prática de si nunca se apresenta como pura formação teórica, mas também é sempre uma atividade, um movimento contínuo que prepara a melhor conduta ético-político-existencial humanamente possível.
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