Associação do estado nutricional e ingestão alimentar com os sintomas depressivos e ansiosos em idosos institucionalizados

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Lockmann, Adriana da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Instituto de Geriatria e Gerontologia
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6765
Resumo: Este estudo teve o objetivo de verificar a associação da ingestão alimentar e do estado nutricional com os sintomas depressivos e ansiosos em idosos institucionalizados. Foram selecionados 80 idosos que apresentaram estado cognitivo normal pelo Miniexame do Estado Mental de três instituições de longa permanência atendidas pelo Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul. Foram coletados dados sociodemográficos através de um curto questionário. O estado nutricional foi avaliado pela Miniavaliação Nutricional (MNA®) na forma completa, incluindo o cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O consumo de nutrientes foi analisado pelo cálculo da média de três Inquéritos Recordatórios de 24 horas e os sintomas depressivos e ansiosos foram investigados pelos Inventários de Depressão de Beck (BDI e BAI). Os sintomas depressivos e ansiosos foram encontrados em 45 (56,3%) e 42 (52,5%) idosos, respectivamente. Houve associação positiva entre o estado nutricional, pela pontuação da MNA®, e os sintomas depressivos e ansiosos, apontando risco nutricional maior em idosos com esses sintomas (média do escore da MNA® de 23,74±3,41 e 23,54±3,35 respectivamente). Houve diferença estatística quando associados os nutrientes gordura monoinsaturada (p=0,039), cálcio (p=0,025), fósforo (p=0,001), potássio (p=0,002) e ácido ascórbico (p=0,024) às categorias de classificação para os sintomas depressivos (BDI). Os idosos com sintomas depressivos (BDI ≥10) mostraram maior ingestão de cálcio e menor ingestão de gordura monoinsaturada, fósforo, potássio e ácido ascórbico em relação aos idosos sem sintomas depressivos (BDI ≤9). Comparando a ingestão alimentar em relação às categorias de classificação para sintomas ansiosos (BAI), houve um indicativo de significância da niacina (p=0,059). Concluímos que estado nutricional e ingestão alimentar estão diretamente associados ao estado de humor (sintomas depressivos e ansiosos), sendo necessários mais esforços para incentivar a ingestão desses nutrientes em idosos institucionalizados.
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O consumo de nutrientes foi analisado pelo cálculo da média de três Inquéritos Recordatórios de 24 horas e os sintomas depressivos e ansiosos foram investigados pelos Inventários de Depressão de Beck (BDI e BAI). Os sintomas depressivos e ansiosos foram encontrados em 45 (56,3%) e 42 (52,5%) idosos, respectivamente. Houve associação positiva entre o estado nutricional, pela pontuação da MNA®, e os sintomas depressivos e ansiosos, apontando risco nutricional maior em idosos com esses sintomas (média do escore da MNA® de 23,74±3,41 e 23,54±3,35 respectivamente). Houve diferença estatística quando associados os nutrientes gordura monoinsaturada (p=0,039), cálcio (p=0,025), fósforo (p=0,001), potássio (p=0,002) e ácido ascórbico (p=0,024) às categorias de classificação para os sintomas depressivos (BDI). Os idosos com sintomas depressivos (BDI ≥10) mostraram maior ingestão de cálcio e menor ingestão de gordura monoinsaturada, fósforo, potássio e ácido ascórbico em relação aos idosos sem sintomas depressivos (BDI ≤9). Comparando a ingestão alimentar em relação às categorias de classificação para sintomas ansiosos (BAI), houve um indicativo de significância da niacina (p=0,059). Concluímos que estado nutricional e ingestão alimentar estão diretamente associados ao estado de humor (sintomas depressivos e ansiosos), sendo necessários mais esforços para incentivar a ingestão desses nutrientes em idosos institucionalizados.This study aimed to investigate the association between dietary intake and nutritional status with depressive and anxiety symptoms in institutionalized elderly. They selected 80 elderly people with normal cognitive status by the Mini-Mental State three long-term care facilities served by the Bank of the Rio Grande do Sul Food. We collected demographic data through a short questionnaire. Nutritional status was assessed by Miniavaliação Nutrition (MNA®) in full, including the calculation of body mass index (BMI). The nutrient intake was analyzed by averaging three dietary recalls Surveys 24 hours and depressive and anxiety symptoms were investigated by Beck Depression Inventory (BDI and BAI). Depressive and anxiety symptoms were found in 45 (56.3%) and 42 (52.5%) elderly, respectively. There was a positive association between nutritional status, the score MNA®, and depressive and anxiety symptoms, indicating greater nutritional risk in elderly patients with these symptoms (MNA® the score average of 23.74±3.41 and 23.54±3.35 on). There were statistical differences associated nutrients monounsaturated fat (p=0.039), calcium (p=0.025), phosphorus (p=0.001), potassium (p=0.002) and ascorbic acid (p=0.024) of the classification categories for the symptoms depression (BDI). Seniors with depressive symptoms (BDI ≥10) showed higher calcium intake and lower intake of monounsaturated fat, phosphorus, potassium and ascorbic acid compared to those without depressive symptoms elderly (BDI ≤9). Comparing food intake in relation to classification categories for anxiety symptoms (BAI), there was an indication of the significance of niacin (p = 0.059). We conclude that nutritional status and food intake are directly associated with mood (depressive and anxiety symptoms), more efforts are needed to encourage the intake of these nutrients in institutionalized elderly.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulInstituto de Geriatria e GerontologiaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Gerontologia BiomédicaPortuguez, Mirna Wetters389.329.460-00http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4765068Y6Lockmann, Adriana da Silva2016-06-10T17:07:06Z2016-03-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6765porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2016-06-10T23:00:29Zoai:tede2.pucrs.br:tede/6765Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2016-06-10T23:00:29Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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