Vozes trans : um estudo etnográfico sobre a construção da identidade de gênero das pessoas trans

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2014
Autor(a) principal: Robalo, Diego
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/5914
Resumo: O que é esse corpo estranho que habita o diverso de uma sociedade heteronormativa, patriarcal e machista? Toda a vez que ligamos a televisão, somos tomados por inúmeras e diversas identidades sociais. Porém, permanecemos inertes à questão social das pessoas trans e ante todo o emaranhado de questões que emergem em torno de suas imagens, de seus perfis e de seus nomes. Ligadas ao sexo, à identidade e ao gênero, não se tratam apenas de categorias sociais, elementos sociais ou ações individuais. São bem mais que categorias da sociedade. Quando falamos da realidade trans, são instrumentos que, fundidos, remodelam, remontam e reconstroem o que se tem formatado como certo ou errado na sociedade. Que normas são as que nos ligam e quais são as que nos distanciam das pessoas trans? Há uma mulher, dentro de um corpo masculino, assim como elas constroem suas identidades? É a ruptura que emerge do diferente, do outro, do exótico, que rompe com a normalidade, que trinca a vida social, provocando reflexão e debate. O que movimenta socialmente esse grupo? Há um empoderamento de cidadania destas menin@s? O mundo trans, com suas dificuldades, realidades e caminhos, o descaminho das pessoas trans no espaço social, o processo de lutas e batalhas de um diferente que busca um novo para si, indo de encontro a toda a sociedade. Os diálogos trans emergem de espaços de empoderamento, de espaços de ruptura, de debates cotidianos desse diferente. As vozes trans presentes nesta dissertação emergem de espaço que ainda está em formação, de menin@s que, em seus percursos sociais, de alguma forma, são o demonstrativo do empoderamento político de cada uma, da realidade que não atinge a todas. Convido todos ao diálogo, a conversar sobre as pessoas trans, suas histórias de vida, suas falas e suas revindicações, observando o outro não apenas como um invisível em nossa sociedade, mas como um que participa, está presente e promove a reflexão do que temos como certo ou errado, como normal ou anormal, como bom ou mau. Vamos desmistificar por meio da fala do indivíduo, usando elementos que emergem de todos os campos sociais, como organizações não governamentais, redes sociais, jornais, espaços políticos, movimentos sociais e vida cotidiana de nossas informantes.
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Há uma mulher, dentro de um corpo masculino, assim como elas constroem suas identidades? É a ruptura que emerge do diferente, do outro, do exótico, que rompe com a normalidade, que trinca a vida social, provocando reflexão e debate. O que movimenta socialmente esse grupo? Há um empoderamento de cidadania destas menin@s? O mundo trans, com suas dificuldades, realidades e caminhos, o descaminho das pessoas trans no espaço social, o processo de lutas e batalhas de um diferente que busca um novo para si, indo de encontro a toda a sociedade. Os diálogos trans emergem de espaços de empoderamento, de espaços de ruptura, de debates cotidianos desse diferente. As vozes trans presentes nesta dissertação emergem de espaço que ainda está em formação, de menin@s que, em seus percursos sociais, de alguma forma, são o demonstrativo do empoderamento político de cada uma, da realidade que não atinge a todas. Convido todos ao diálogo, a conversar sobre as pessoas trans, suas histórias de vida, suas falas e suas revindicações, observando o outro não apenas como um invisível em nossa sociedade, mas como um que participa, está presente e promove a reflexão do que temos como certo ou errado, como normal ou anormal, como bom ou mau. Vamos desmistificar por meio da fala do indivíduo, usando elementos que emergem de todos os campos sociais, como organizações não governamentais, redes sociais, jornais, espaços políticos, movimentos sociais e vida cotidiana de nossas informantes.What is this strange body that inhabits a diverse heteronormative, patriarchal and sexist society? Every time we turn on the television we see numerous social identities. However, we remain inert to the social issue of trans people and before the whole tangle of issues around their images, their profiles and their names. Identity and gender are not only social categories, social elements or individual stocks. Are more than categories of society. When we speak of trans reality these are the tools that reshape, back and reconstruct what is right or wrong for society. What rules bind us and which distance us transgender people? There is a woman in a male body as they construct their identities? It emerges from the break that different from each other, the exotic, that breaks the normalcy that crack social life, provoking thought and debate. What moves this group socially? There is an empowerment of citizenship of these people? The trans world, with his difficulties, realities and paths, the embezzlement of trans people in the social space, the process of struggles and battles of a different seeking a new, going against the whole society. The trans dialogues emerge from spaces of empowerment, breaking and daily debates that different. The trans voices present in this dissertation emerge from space that is still in training, people in their social paths, somehow, are demonstrative of political empowerment, the reality that not all hits. I invite everyone to dialogue about trans people, their life stories, their speech and their claim, watching the other not only as an invisible in our society, but as someone who participates is present and promotes reflection of what we consider right or wrong, normal or abnormal, good or bad. Let's demystify through the speech of individuals, using elements that emerge from all social fields, such as non-governmental organizations, social networks, newspapers, political spaces, social movements and everyday life of our informants.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de Filosofia e Ciências HumanasBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Ciências SociaisRibeiro, Fernanda Bittencourt539.482.890-34Robalo, Diego2015-04-17T16:50:28Z2014-03-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/5914porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-17T20:34:29Zoai:tede2.pucrs.br:tede/5914Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-17T20:34:29Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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