Efeito da exposição a extratos parasitários na indução de rinite alérgica em camundongos

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2008
Autor(a) principal: Brum, Charles Ornelas
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1318
Resumo: Introdução: diversos estudos têm demonstrado que infecções helmínticas são capazes exercer um efeito modulador na expressão de doenças alérgicas. O aumento do número de eosinófilos no epitélio nasal é uma das principais características da rinite alérgica (RA). O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito de extratos de diferentes parasitos adultos na resposta alérgica de vias aéreas superiores, utilizando-se um modelo murino. Métodos: camundongos BALB/c foram sensibilizados intraperitonealmente (i.p) com ovalbumina (OVA, nos dias 0 e 14). Após a sensibilização, nos dias 25, 26 e 27 do protocolo, os animais foram submetidos a instilações intranasais (i.n) de OVA. Extratos de vermes adultos de Angiostrongylus costaricensis (A. costaricensis), Angiostrongylus cantonensis (A. cantonensis) e Ascaris lumbricoides (A. lumbricoides) foram administrados através de injeção i.p em três diferentes grupos, respectivamente, no dia 7. Um quarto grupo, no qual não foi administrado extrato parasitário, foi usado como controle. Vinte quatro horas após o último desafio com OVA i.n, os camundongos foram eutanaziados. O epitélio nasal foi removido e a análise histológica foi realizada em microscopia óptica. Resultados: a média do número de eosinófilos por mm2 (células/ mm2) no grupo controle foi de 25,74 ± 3,06. Enquanto a média de eosinófilos nos grupos A. costaricensis, A. lumbricoide e A. cantonensis foi significativamente menor que no grupo controle (1,88 ± 0,60; 2,37 ± 0,66 e 2,31 ± 0,56, respectivamente, p = 0,001). Não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos de tratamento com extrato parasitário (p > 0,05). Conclusão: os resultados sugerem que a exposição sistêmica a extratos de diferentes vermes adultos pode suprimir a inflamação eosinofílica em um modelo murino de rinite alérgica.
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