Exploração de sistemas in vitro para desenvolvimento larval de Angiostrongylus costaricensis e de A. cantonensis (Nematelminthes, Angiostrongylidae)

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Silva, Letícia Fonseca da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Zoologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/200
Resumo: Dentre os angiostrongilídeos, há duas espécies que têm sido extensamente estudadas por constituírem problemas de saúde humana: Angiostrongylus costaricensis e A. cantonensis. Enquanto existem numerosos estudos sobre a manutenção e desenvolvimento in vitro de trematódeos, são poucas as tentativas registradas na literatura do mesmo esforço em relação aos nematódeos. Através do desenvolvimento de cultivos e co-cultivos com células embrionárias de B. glabrata buscou-se encontrar a forma mais adequada para a produção de larvas nas fases intramolusco dos dois parasitos em estudo. Em um trabalho anterior foi utilizada a axenização das larvas de primeiro estágio, este método foi adaptado especialmente quanto à concentração de hipoclorito de sódio que foi utilizado a 0,25% de modo eficiente. Verificou-se que nos cultivos enriquecidos com extrato protéico do corpo de B. glabrata, houve uma maior recuperação de larvas de segundo estágio. A fim de se investigar a possibilidade de uma diferença quanto à expressão de proteínas entre caramujos infectados e não infectados, foi realizada a eletroforese bidimensional. Uma proteína de 37 kDa no ponto isoelétrico de 4,2 foi expressa apenas nos tecidos dos caramujos infectados. Para se ter um estoque de larvas de primeiro estágio, testou-se formas de criopreservá-las com diferentes concentrações de dimetil-sulfóxido (DMSO) e de soro fetal bovino (SFB). Para ambos nematódeos, o uso de 1% de DMSO em meio enriquecido com 5% de SFB, incubação prévia de 60 minutos com o criopreservante em temperatura ambiente, seguido pelo congelamento rápido em nitrogênio líquido, apresentou os melhores índices de larvas ativas recuperadas.Embora os experimentos não tenham tido êxito para produzir in vitro larvas de terceiro estágio (L3), vários aspectos foram analisados e todo o conhecimento resultante representa o início do caminho para, com esforço contínuo, se estabelecer um sistema in vitro capaz de produzir em grande quantidade e regularmente essas formas parasitárias. Os resultados apresentados contribuem para uma melhor compreensão da complexa tarefa de manipulação in vitro desses nemátodeos e dos desafios para o melhor entendimento de sua biologia.
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