Perfil epidemiológico de uma UTI pediátrica no sul do Brasil
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1454 |
Resumo: | Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos pacientes internados na UTI Pediátrica do Hospital São Lucas da PUCRS com ênfase na influência do estado nutricional e das falências orgânicas na mortalidade. Métodos: Estudo de coorte contemporâneo realizado na UTI Pediátrica do Hospital São Lucas da PUCRS de maio de 2005 a abril de 2006. Estudou-se as variáveis demográficas, o tipo de leito, procedência, doença aguda ou crônica, status clínico ou cirúrgico, principal disfunção orgânica (DO) e grau de nutrição. Para o diagnóstico na admissão utilizou-se a principal DO.Para avaliação da nutrição dados relacionados ao sexo, peso por idade e estatura por idade e peso por estatura foram comparados a curva do NCHS. Um escore Z menor que duas derivações standarts (Z<-2) foi utilizado para definir três tipos de desnutrição: peso baixo para a idade, peso baixo para a estatura ou estatura baixa para idade. As variáveis de desfecho foram: motivo da alta (alta ou óbito). Para o diagnóstico na alta utilizou-se o registro de múltiplas ocorrências de disfunções orgânicas. Na avaliação estatística foram utilizados médias ou medianas, o teste qui-quadrado, e risco relativo, o teste T, ANOVA e regressão logística e sua respectiva razão de chance (OR). Diferenças foram consideradas significantes para um p<0.05. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição. Resultados: no período houve 432 internações com 31 óbitos (7,2%). Mediana de idade 31 meses(IIQ 9-88). 222 (51,4%) pacientes eram oriundos do próprio hospital. A mediana do tempo de internação foi 4 dias (IIQ 2-7,5). Até o 7º dia internaram 75% dos pacientes. A media do peso foi de 15,9±11,4 kg e a media da estatura foi de 94,2±31. As características dos pacientes associadas a mortalidade foram paciente clínico 247(57,2%), óbitos 25(10%) e uso de ventilação mecânica em 182(42,1%), óbitos 28(15,4%). Todos os tipos de desnutrição associaram-se significativamente com a mortalidade (p<0,05). A estatura baixa para a idade 127(29,4%) óbitos 14(45,2%). O peso baixo para idade 115 (26,6%) óbitos 15 (48,4%). O peso baixo para estatura 74 pacientes (17,1%) óbitos 13 (41,9%). As seguintes DO associaram-se significativamente com a mortalidade (p<0,05): disfunção respiratória em 288(66,7%), óbitos 30 (10,4%); neurológica em 136(31,5%) óbitos 15(11,0%); cardíaca em 97(22,5%) óbitos 18(18,6%); hematológica 54 (12,5%) óbitos 16(29,6%), renal 48 (11,1%) óbitos11(22,9%);hepática 20 (4,6%) óbitos 6(30,0%). A disfunção gastrointestinal 81 (18,7) óbitos 7(8,6%) não se relacionou com mortalidade p=0,571. Em uma análise multivariada observou-se que cinco DO: Respiratória, Neurológica, Cardíaca, Hematológica, Hepática; Paciente Clinico e Peso baixo para estatura (Z <-2) relacionavam-se com a mortalidade de forma independente (p<0,05). Conclusões: A presença de Pacientes clínicos, com Disfunção Respiratória, Neurológica, Cardíaca, Hematológica, Hepática e Peso baixo para estatura (Z<- 2) representam um fator decisivo e independente no desfecho em UTI pediátrica, aumentando significativamente a mortalidade |
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