Avaliação do perfil de células iNKT em crianças com asma severa

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Antunes, Liana
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da Criança
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6464
Resumo: Introdução: Células invariante de células NK (iNKT) desempenham funções complexas no sistema imune, liberando citocinas do tipo Th1 e Th2. O papel das células invariante de células NK (iNKT) na asma em humanos ainda é controverso e nunca foi descrito em crianças com asma grave resistente à terapia (AGRT). Objetivo: Analisar a frequência de células iNKT no sangue periférico de crianças com asma grave resistente à terapia (AGRT), comparando com crianças com asma leve e controles saudáveis. Métodos: Este é um estudo de caso-controle onde foi coletado sangue de crianças asmáticas com asma leve e AGRT (n=136) com idade entre 11.01±1.69 e controles saudáveis (n=40) com idade entre 11.21±1.16 anos. A fração mononuclear do sangue periférico (PBMC) foi isolada, marcada com anti-CD3+ e anti-iNKT (Vα24Jα18) e analisada no citômetro de fluxo. A atopia foi definida através da medição dos níveis plasmáticos de IgE. A inflamação das vias aéreas foi avaliada através da expectoração induzida. Resultados: As crianças com asma (n = 136) apresentaram um aumento da frequência de células iNKT+CD3+ (média: 2.31%±4.41), quando comparadas com os controles saudáveis (n=40) (média: 0.48%±0.79 p=0.02). Crianças com asma leve (n = 99) apresentaram um aumento da frequência de células iNKT (2.65%±4.91; p = 0.002) quando comparadas com as crianças com AGRT (n = 11) (2.05%±1.62). Crianças com AGRT mostraram uma aumento da frequência das células iNKT (2.05%±1.62) quando comparadas com os controles saudáveis (0.48%±0.79; p = 0.002). O número de células iNKT não foi diferente entre atópicos (n = 127) e não-atópicos (n = 45), com média de 2.25% ± 4.55 e 1.01% ± 1.46 respectivamente. Além disso, as células iNKT não foram associadas com nenhum padrão inflamatório (eosinofílico n = 18; neutrofílico n = 23; misto n = 31; paucicelular n = 5) estudado no escarro induzido (p=0.09). Conclusão e Relevância Clíncia: Nossos dados sugerem que as células iNKT desempenham um papel na asma pediátrica, uma vez que estava aumentada nas crianças asmáticas; entretanto, essas células não estão associadas com a atopia ou com o espectro mais severo da doença.
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A atopia foi definida através da medição dos níveis plasmáticos de IgE. A inflamação das vias aéreas foi avaliada através da expectoração induzida. Resultados: As crianças com asma (n = 136) apresentaram um aumento da frequência de células iNKT+CD3+ (média: 2.31%±4.41), quando comparadas com os controles saudáveis (n=40) (média: 0.48%±0.79 p=0.02). Crianças com asma leve (n = 99) apresentaram um aumento da frequência de células iNKT (2.65%±4.91; p = 0.002) quando comparadas com as crianças com AGRT (n = 11) (2.05%±1.62). Crianças com AGRT mostraram uma aumento da frequência das células iNKT (2.05%±1.62) quando comparadas com os controles saudáveis (0.48%±0.79; p = 0.002). O número de células iNKT não foi diferente entre atópicos (n = 127) e não-atópicos (n = 45), com média de 2.25% ± 4.55 e 1.01% ± 1.46 respectivamente. Além disso, as células iNKT não foram associadas com nenhum padrão inflamatório (eosinofílico n = 18; neutrofílico n = 23; misto n = 31; paucicelular n = 5) estudado no escarro induzido (p=0.09). Conclusão e Relevância Clíncia: Nossos dados sugerem que as células iNKT desempenham um papel na asma pediátrica, uma vez que estava aumentada nas crianças asmáticas; entretanto, essas células não estão associadas com a atopia ou com o espectro mais severo da doença.Background: Invariant natural killer T (iNKT) cells play complex functions in the immune system, releasing both Th1 and Th2 cytokines. The role of iNKT cells in human asthma is still controversy and never described in severe therapy asthmatic children (STRA). Objective: To analyse iNKT frequency in peripheral blood of children with severe therapy-resistant asthma (STRA), comparing with children with milder asthma and healthy controls. Methods: This is a case-control study where blood was collected from asthmatic children (n=136) (milder and STRA) and healthy controls (n=40). Peripheral blood mononuclear cells (PBMC) were isolated, stained with anti-CD3 and anti-iNKT (Vα24Jα18), and analysed through flow cytometry. Atopic status was defined by measuring specific IgE in serum. Airway inflammation was assessed through induced sputum. Results: Children with asthma (n = 136) presented an increased frequency of CD3+iNKT+ cells (mean 2.31% SD 4.41), compared to healthy controls (n = 40) (mean 0.48% SD 0.79) (p = 0.02). Mild-asthmatic children (n = 99) showed an increased frequency of iNKT cells (2.65% SD 4.91; p = 0.002) compared to STRA (n = 11) (2.05% SD 1.62). STRA children have shown an increase frequency of iNKT cells (2.05% SD 1.62) than controls (0.48% SD 0.79; p = 0.002). The number of iNKT cells was not different between atopic (n = 127) and non-atopic (n = 45) children. In addition, iNKT cells were not associated with any inflammatory pattern of induced sputum studied classified as eosinophilic (n = 18), neutrophilic (n = 23), mixed (n = 31) (eosinophilic and neutrophilic) and paucigranulocytic (n = 5). However, iNKT cell numbers were not associated with any airway inflammatory pattern (p=0.09) Conclusion and Clinical Relevance: Our data suggested a role to iNKT in paediatric asthma since it increased in asthmatic children; however these cells are not associated with atopic status or with the more severe spectrum of the disease.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina/Pediatria e Saúde da CriançaPitrez, Paulo Márcio Condessa625.797.970-68http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4763140Y0Duarte, Ana Paulahttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4744769T1Antunes, Liana2016-01-14T17:01:28Z2015-08-31info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/6464porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2016-01-14T22:00:16Zoai:tede2.pucrs.br:tede/6464Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2016-01-14T22:00:16Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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