Vivências da paternidade em homens que são pais de um filho com diagnóstico de autismo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2010
Autor(a) principal: Smeha, Luciane Najar
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Psicologia
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Psicologia
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/717
Resumo: Nesta tese, aborda-se o tema da paternidade em homens que tem um filho com diagnóstico de autismo. O estudo está composto por três artigos. O primeiro deles foi escrito no modelo de um ensaio temático, e discute, com apoio na psicanálise, a complexidade da parentalidade de um filho com deficiência na contemporaneidade. Após há dois artigos empíricos produzidos com intuito de apresentar e discutir os resultados de uma pesquisa qualitativa, cujo objetivo geral foi conhecer as vivências paternas de homens que são pais de filho com diagnóstico de autismo. Os dados foram trabalhados a partir de uma compreensão biopsicossocial, na qual se buscou dialogar com autores da abordagem psicanalítica e da sistêmica, com o intuito de compreender as diversas variáveis envolvidas no fenômeno estudado, evitando o reducionismo. Participaram do estudo 11 pais, que foram entrevistados com base em roteiro de entrevista semiestruturado. As respostas foram examinadas por meio da análise de conteúdo qualitativo de Bardin (1977). Os resultados, apresentados no primeiro artigo empírico, revelaram que a paternidade de um filho com autismo é uma experiência complexa e desafiadora. O impacto do diagnóstico de autismo na vida dos pais é intenso, eles apontam o desejo do pai de ser melhor do que o seu, mas, por outro lado, sentem dificuldades no exercício da paternidade do filho que apresenta necessidades especificas oriundas do quadro clínico presente no autismo. Os sentimentos mais frequentes estão relacionados a uma profunda sensação de impotência, sobrecarga de responsabilidades, solidão, tristeza, além de medo de morrer e deixar o filho desamparado quanto às necessidades de cuidado, afeto e recursos materiais. Os pais destacam como importantes para o exercício dessa paternidade, a paciência, informação e recursos financeiros. Entre os fatores que dificultam a paternidade desse filho, os pais apontaram os sintomas mais regressivos e, em especial, o comprometimento na habilidade de interação social, bem como a falta de instituições especializadas e o pouco apoio familiar. Os dados, apresentados no segundo artigo empírico, revelam que a confirmação do diagnóstico de autismo no filho determina mudanças e prejuízos na vida social, conjugal e profissional. Os pais atribuem os danos, nas três dimensões estudadas, à fragilidade ou inexistência de suporte social, o que, também, pode ser relacionado à ampliação dos sentimentos de solidão e impotência.
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