Como as ruas falam : um estudo sobre as práticas jornalísticas do jornal boca de rua

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Pinheiro, Ana Carolina Oliveira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Comunicação, Arte e Design
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Comunicação Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/11706
Resumo: Esta dissertação reflete sobre as práticas jornalísticas do Boca de Rua, único jornal do mundo feito e vendido por pessoas em situação de rua, entendendo-o como um veículo produtor de jornalismo. Fruto do encontro entre duas jornalistas da Agência Livre para Informação, Cidadania e Educação de Porto Alegre (Alice) e jovens em situação de rua, o jornal foi fundado no ano 2000. Esta pesquisa tem o objetivo de descrever as práticas jornalísticas do Boca de Rua, entendendo-o como um ponto de contato entre o jornalismo hegemônico e a Ruaologia, o saber das ruas, e analisar em que medida ele se apropria e/ou subverte práticas oriundas deste jornalismo, que é regido por normativas positivistas, masculinistas, racistas e classistas (Veiga da Silva, 2015), na produção de um jornal que tem um lado claro: o do povo da rua. Para isso, são mobilizados o referencial teórico de Traquina (2005a; 2005b) e de Silva (2005; 2018) como base para a reflexão sobre práticas jornalísticas e, em contraponto, adota a concepção de gênero como categoria analítica conforme proposto por Veiga da Silva (2010; 2015), como uma chave teórico-epistemológica para pensar os tipos de conhecimento que o jornalismo produz. Considerando a atuação da pesquisadora como colaboradora do jornal desde 2022, esta pesquisa se assenta metodologicamente na pesquisa-intervenção. Para análise, o estudo se desenvolveu a partir do conjunto de 4 tipos de fontes: observações, diário de campo, categorização das principais pautas e uma reflexão do coletivo sobre a sua prática. A partir da análise, foi possível perceber que o Boca de Rua é um jornal que denuncia sua realidade, conta sua própria história e a dos seus
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