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Radiofrequência transvaginal no tratamento da incontinência urinária : ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Almeida, Nadiessa Dorneles
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Escola de Medicina
Brasil
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Gerontologia Biomédica
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9297
Resumo: A incontinência urinária (IU) é definida como qualquer perda involuntária de urina. É uma condição clínica extremamente prevalente, com interferência negativa na qualidade de vida. Pode ser classificada como incontinência urinária de esforço (IUE), incontinência urinária de urgência (IUU) e incontinência urinária mista (IUM). Os exercícios de reforço da musculatura pélvica e modificações comportamentais são a primeira linha de tratamento para a IU. Pode-se realizar terapia medicamentosa ou cirúrgica para a IUE, que não são isentas de efeitos colaterais e riscos associados. Em vista disto, aumenta-se a busca por terapêuticas com potencial minimamente invasivo, como a radiofrequência transvaginal. O objetivo deste estudo, foi avaliar a eficácia do uso de radiofrequência transvaginal no tratamento da IU, para melhora da satisfação em relação aos sintomas urinários. Foi realizado um ensaio clínico randomizado, com mulheres pós menopáusicas, que apresentavam IUE ou IUM. As participantes foram divididas em dois grupos: grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). Todas receberam orientações quanto aos exercícios de reforço da musculatura pélvica e orientações comportamentais. Todas as mulheres foram orientadas a realizar o exercício de reforço da musculatura pélvica domiciliar, diariamente. O GC recebeu o transdutor de radiofrequência transvaginal desligado. O GI recebeu o transdutor ligado. Os grupos foram avaliados através de perguntas sociodemográficas e clínicas, questionário de qualidade de vida relacionado à IU (ICIQ-SF), diário miccional de três dias e exame físico do assoalho pélvico vaginal, todos pré e pós intervenção. O tratamento foi realizado uma vez por mês, durante três meses. A reavaliação ocorreu após 30 dias do término do tratamento. Foram randomizadas 36 pacientes, 27 delas concluíram a terapia, 15 no grupo controle e 12 no grupo intervenção. A população em estudo apresentou média de idade de 58,9±5,4 anos, cerca de metade era casada e 63,9% da amostra não perdeu urina no exame físico. O perfil socio demográfico dos grupos foi avaliado antes do tratamento, não havendo diferença estatística entre os grupos. Ambos os grupos apresentaram melhora no escore do ICIQ-SF e redução no número de episódios de IUE no diário miccional, após o tratamento, não havendo diferença estatística entre eles. O parâmetro noctúria, quando avaliado isoladamente, apresentou melhora estatisticamente significativa apenas no GI (3,4±1,8 para 2,0±2,3, p< 0,02). Nosso estudo constatou que a radiofrequência transvaginal não demonstrou superioridade em relação ao tratamento conservador para os sintomas de IUE. Entretanto, observou-se uma melhora dos sintomas de noctúria no grupo que realizou a RF, podendo ser um tratamento promissor, principalmente para a redução deste sintoma. Este achado pode estar relacionado a remodelação tecidual local, secundária ao tratamento.
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O objetivo deste estudo, foi avaliar a eficácia do uso de radiofrequência transvaginal no tratamento da IU, para melhora da satisfação em relação aos sintomas urinários. Foi realizado um ensaio clínico randomizado, com mulheres pós menopáusicas, que apresentavam IUE ou IUM. As participantes foram divididas em dois grupos: grupo controle (GC) e grupo intervenção (GI). Todas receberam orientações quanto aos exercícios de reforço da musculatura pélvica e orientações comportamentais. Todas as mulheres foram orientadas a realizar o exercício de reforço da musculatura pélvica domiciliar, diariamente. O GC recebeu o transdutor de radiofrequência transvaginal desligado. O GI recebeu o transdutor ligado. Os grupos foram avaliados através de perguntas sociodemográficas e clínicas, questionário de qualidade de vida relacionado à IU (ICIQ-SF), diário miccional de três dias e exame físico do assoalho pélvico vaginal, todos pré e pós intervenção. O tratamento foi realizado uma vez por mês, durante três meses. A reavaliação ocorreu após 30 dias do término do tratamento. Foram randomizadas 36 pacientes, 27 delas concluíram a terapia, 15 no grupo controle e 12 no grupo intervenção. A população em estudo apresentou média de idade de 58,9±5,4 anos, cerca de metade era casada e 63,9% da amostra não perdeu urina no exame físico. O perfil socio demográfico dos grupos foi avaliado antes do tratamento, não havendo diferença estatística entre os grupos. Ambos os grupos apresentaram melhora no escore do ICIQ-SF e redução no número de episódios de IUE no diário miccional, após o tratamento, não havendo diferença estatística entre eles. O parâmetro noctúria, quando avaliado isoladamente, apresentou melhora estatisticamente significativa apenas no GI (3,4±1,8 para 2,0±2,3, p< 0,02). Nosso estudo constatou que a radiofrequência transvaginal não demonstrou superioridade em relação ao tratamento conservador para os sintomas de IUE. Entretanto, observou-se uma melhora dos sintomas de noctúria no grupo que realizou a RF, podendo ser um tratamento promissor, principalmente para a redução deste sintoma. Este achado pode estar relacionado a remodelação tecidual local, secundária ao tratamento.Urinary Incontinence (UI) is defined as any involuntary loss of urine. It is an extremely prevalent clinical condition, with negative interference in quality of life. Can be classified as stress urinary incontinence (SUI), urge urinary incontinence (UUI) and mixed urinary incontinence (MUI). Pelvic floor muscle strengthening exercises and behavioral changes are the first line of treatment for UI. Drug or surgical therapy may be performed for SUI, which are not exempt from side effects and associated risks. In view of this, the search for therapeutics with minimally invasive potential, such as transvaginal radiofrequency (RF), is increasing. The aim of this study was to evaluate the effectiveness of using transvaginal radiofrequency in the treatment of UI, to improve satisfaction with urinary symptoms. A randomized clinical trial was conducted with post-menopausal women, with SUI or MUI. The participants were divided into two groups: control group (CG) and intervention group (IG). All received guidance on pelvic floor muscle strengthening exercises and behavioral guidelines. All were instructed to perform the pelvic floor muscle strengthening exercises at home, daily. The CG received the transvaginal radiofrequency transducer off. The IG received the transducer turned on. The groups were evaluated through sociodemographic and clinical questions, UI-related quality of life questionnaire (ICIQ-SF), three-day voiding diary and physical examination of the pelvic floor, all before and after intervention. The treatment was performed once a month for three months. The reevaluation occurred after 30 days from the end of treatment. 36 patients were randomized, 27 concluded the therapy, 15 in the control group and 12 in the intervention group. The study population had a mean age of 58,9±5,4 years, about half were married and 63,9% of the sample didn’t lose urine in the physical exam. The sociodemographic profile of the groups was evaluated before treatment and showed no statistical difference between the groups. Both groups showed an improvement in the ICIQ-SF score and a reduction in the number of SUI episodes in the voiding diary, after treatment, showed no statistical difference between them. The nocturia parameter, when assessed in isolation, showed significantly superior improvement only in the radiofrequency group (3,4±1,8 to 2,0±2,3; p<0,02). Our study found that transvaginal radiofrequency did not demonstrate superiority over conservative treatment for SUI symptoms. However, there was an improvement in nocturia symptoms in the group that used RF, and it can be a promising treatment, especially for the reduction of this symptom. This finding can be related to local tissue remodeling, secundary to treatment.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior - CAPESPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulEscola de MedicinaBrasilPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Gerontologia BiomédicaSchneider, Rodolfo Herbertohttp://lattes.cnpq.br/3981128306152418Almeida, Nadiessa Dorneles2020-10-29T17:02:30Z2020-03-27info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfhttp://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/9297porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2020-10-29T23:00:12Zoai:tede2.pucrs.br:tede/9297Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2020-10-29T23:00:12Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false
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