Avaliação da arquitetura e qualidade do sono em crianças com epilepsia refratária

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2011
Autor(a) principal: Pereira, Alessandra Marques
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Medicina
BR
PUCRS
Programa de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da Saúde
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/1641
Resumo: INTRODUÇÃO : Existe um interesse crescente no estudo das relações bidirecionais entre sono e epilepsia. Os estágios do sono e sua privação podem influenciar a expressão da epilepsia, assim como as descargas epileptogênicas podem alterar a arquitetura do sono e alimentar um ciclo deletério de privação de sono levando a um aumento global na frequência das crises. Essa relação depende, também, da síndrome epiléptica, tipo de crise e uso de drogas antiepilépticas. O objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre estrutura do sono (macro e microarquitetura) e epilepsia na infância com suas diferentes etiologias a fim de melhor compreender os mecanismos envolvidos e estabelecer um melhor diagnóstico e tratamento para crianças e adolescentes. MÉTODOS : Foram avaliadas 31 crianças e adolescentes com epilepsia refratária relacionada ou não a lesão estrutural (identificada por RNM). A arquitetura do sono foi comparada entre estes pacientes e outros dois grupos (controles normais e epilepsia benigna rolândica). Todos foram submetidos a registro polissonográfico de noite inteira. A macroarquitetura foi avaliada através dos parâmetros clássicos de estágios do sono. A microarquitetura foi avaliada através do padrão alternante cíclico (CAP). Pacientes com epilepsia foram divididos em dois grupos conforme a presença de lesão: lesional e não lesional e, posteriormente, o grupo lesional foi subdivido conforme a etiologia em: lesional por malformação cortical (subgrupo 1) e lesional por outras causas (subgrupo 2). O subgrupo 3 foi constituído por crianças com epilepsia refratária sem lesão. As comparações entre os parâmetros do sono foram realizadas através de testes não paramétricos (Mann-Whitney e Kruskal-Wallis) e teste de Tukey como post-hoc (para múltiplas comparações). As correlações foram analisadas através do Coeficiente de Correlação de Spearman. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do HSL-PUCRS. RESULTADOS : Tempo na cama, tempo total de sono, percentagem de sono REM e eficiência de sono estavam reduzidos nos pacientes com epilepsia refratária quando comparados ao controle. Por outro lado, a percentagem de tempo acordado após início do sono foi significativamente maior nestes pacientes. Observou-se, também, aumento do início da latência de sono no subgrupo 1 e eficiência do sono reduzida em ambos os subgrupos lesionais. A microestrutura mostrou uma redução da instabilidade NREM demostrada pela diminuição do índice A1 em ondas lentas em todos os grupos de pacientes com epilepsia refratária. Os índices A2 e A3 também estavam reduzidos nos pacientes com epilepsia refratária, quando comparados ao grupo controle (A2 index 1,1 vs 7,6 p<0,001; A3 index 2,2 vs 4,6 p<0,001) e com resultados semelhantes aos pacientes com epilepsia benigna. Os pacientes com epilepsia refratária, quando comparados ao grupo com epilepsia benigna, apresentaram redução no número de trocas de estágios, menor tempo total de sono e redução da eficiência de sono. Além disso apresentaram tempo de sono REM reduzido. Apesar do uso de benzodiazepínico, em todos os pacientes com epilepsia refratária, não houve diferença na latência de início do sono entre os grupos estudados. 69,2% das crianças com epilepsia refratária apresentavam déficit cognitivo e a análise do CAP, nestas crianças mostrou redução do A1 index em sono de ondas lentas. CONCLUSÃO : Crianças com epilepsia refratária apresentam maior incidência de problemas de sono relacionados ao aspectos qualitativos, de macroestrutura e de CAP. A microestrutura, avaliada pelo CAP, mostrou uma redução da instabilidade NREM relacionada à influência da atividade epiléptica e do efeito estabilizador das drogas antiepiléticas
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MÉTODOS : Foram avaliadas 31 crianças e adolescentes com epilepsia refratária relacionada ou não a lesão estrutural (identificada por RNM). A arquitetura do sono foi comparada entre estes pacientes e outros dois grupos (controles normais e epilepsia benigna rolândica). Todos foram submetidos a registro polissonográfico de noite inteira. A macroarquitetura foi avaliada através dos parâmetros clássicos de estágios do sono. A microarquitetura foi avaliada através do padrão alternante cíclico (CAP). Pacientes com epilepsia foram divididos em dois grupos conforme a presença de lesão: lesional e não lesional e, posteriormente, o grupo lesional foi subdivido conforme a etiologia em: lesional por malformação cortical (subgrupo 1) e lesional por outras causas (subgrupo 2). O subgrupo 3 foi constituído por crianças com epilepsia refratária sem lesão. As comparações entre os parâmetros do sono foram realizadas através de testes não paramétricos (Mann-Whitney e Kruskal-Wallis) e teste de Tukey como post-hoc (para múltiplas comparações). As correlações foram analisadas através do Coeficiente de Correlação de Spearman. Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética do HSL-PUCRS. RESULTADOS : Tempo na cama, tempo total de sono, percentagem de sono REM e eficiência de sono estavam reduzidos nos pacientes com epilepsia refratária quando comparados ao controle. Por outro lado, a percentagem de tempo acordado após início do sono foi significativamente maior nestes pacientes. Observou-se, também, aumento do início da latência de sono no subgrupo 1 e eficiência do sono reduzida em ambos os subgrupos lesionais. A microestrutura mostrou uma redução da instabilidade NREM demostrada pela diminuição do índice A1 em ondas lentas em todos os grupos de pacientes com epilepsia refratária. Os índices A2 e A3 também estavam reduzidos nos pacientes com epilepsia refratária, quando comparados ao grupo controle (A2 index 1,1 vs 7,6 p<0,001; A3 index 2,2 vs 4,6 p<0,001) e com resultados semelhantes aos pacientes com epilepsia benigna. Os pacientes com epilepsia refratária, quando comparados ao grupo com epilepsia benigna, apresentaram redução no número de trocas de estágios, menor tempo total de sono e redução da eficiência de sono. Além disso apresentaram tempo de sono REM reduzido. Apesar do uso de benzodiazepínico, em todos os pacientes com epilepsia refratária, não houve diferença na latência de início do sono entre os grupos estudados. 69,2% das crianças com epilepsia refratária apresentavam déficit cognitivo e a análise do CAP, nestas crianças mostrou redução do A1 index em sono de ondas lentas. CONCLUSÃO : Crianças com epilepsia refratária apresentam maior incidência de problemas de sono relacionados ao aspectos qualitativos, de macroestrutura e de CAP. A microestrutura, avaliada pelo CAP, mostrou uma redução da instabilidade NREM relacionada à influência da atividade epiléptica e do efeito estabilizador das drogas antiepiléticasPontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de MedicinaBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em Medicina e Ciências da SaúdeNunes, Magda Lahorguehttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4780143E6Pereira, Alessandra Marques2015-04-14T13:35:17Z2011-10-182011-09-16info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisapplication/pdfPEREIRA, Alessandra Marques. Avaliação da arquitetura e qualidade do sono em crianças com epilepsia refratária. 2011. 125 f. 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