Ecologia e comportamento de um grupo de bugios-pretos (Alouatta caraya) habitante de um pomar em Alegrete, RS, Brasil
| Ano de defesa: | 2007 |
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| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul
Faculdade de Biociências BR PUCRS Programa de Pós-Graduação em Zoologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/298 |
Resumo: | Os bugios (gênero Alouatta) se destacam entre os primatas neotropicais pela tolerância ecológica que lhes permite sobreviver em hábitats com diferentes graus de perturbação. Esta tolerância está relacionada a uma dieta folívoro-frugívora eclética e flexível aliada à capacidade de dispersão através da matriz existente entre fragmentos florestais. Nesta pesquisa foram avaliadas as estratégias (composição da dieta, orçamento de atividades e uso do espaço) adotadas por um grupo de bugios-pretos, Alouatta caraya, para sobreviver em um hábitat marginal (pomar com 0,7 ha) caracterizado por uma baixa riqueza florística (sete espécies arbóreas nativas e sete exóticas) no município de Alegrete, Estado do Rio Grande do Sul. No período de agosto/2005 a julho/2006 foram coletados 26474 registros de comportamento pelo método de amostragem de varredura instantânea ao longo de 699 horas de observação (60 dias de amostragem) dos animais. O tamanho do grupo variou de 12 a 14 indivíduos (1-2 machos adultos, 3-4 fêmeas adultas, 1 macho subadulto, 1 fêmea subadulta, 1 macho juvenil, 0-1 fêmea juvenil, 0-1 macho infante e 4 fêmeas infantes). A dieta do grupo foi basicamente folívora (82,4%) e complementada com frutos (12,3%), flores (2,7%), ramos (1,4%) e cascas (1,2%). Apenas o consumo de frutos maduros foi influenciado por sua oferta no pomar. Nove espécies vegetais nativas e cinco exóticas foram utilizadas como fonte de alimento (dez arbóreas, duas parasitas, uma epífita e uma herbácea). Parapiptadenia rigida (38,6% dos registros de alimentação) foi a principal fonte de folhas, enquanto Citrus sinensis (espécie dominante do pomar; 25,6%) foi a principal fonte de frutos. A terceira espécie mais utilizada, Phytolacca dioica (18,8%), foi uma importante fonte de folhas e pecíolos. O orçamento de atividades foi dividido em descanso (56,5% dos registros, uma das menores porcentagens registradas para Alouatta spp.), locomoção (23,4%, a mais alta porcentagem já registrada para o gênero), alimentação (14,9%), interações sociais (3,9%) e outros (beber, defecar e urinar; 1,3%). Toda a área do pomar foi utilizada e nenhuma correlação significativa foi encontrada entre o tempo gasto em locomoção ou o percurso diário e a contribuição de frutos, folhas ou flores para a dieta, a riqueza de espécies e a diversidade de itens consumidos. Uma análise sexo-etária do orçamento de atividades e do comportamento postural indicou que todas as classes deslocaram-se principalmente por quadrupedalismo (caminhada, 38%) e utilizaram à postura sentado durante a alimentação (61%) e o descanso (52%). Enquanto a composição da dieta das classes sexo-etárias foi muito semelhante, diferenças ontogenéticas significativas foram observadas no orçamento de atividades e no comportamento postural. À postura sentado foi mais utilizada durante o forrageio pelos indivíduos infantes do que pelos adultos, enquanto o contrário ocorreu em relação às posturas em ponte e pendurado. Durante o descanso, os adultos utilizaram mais à postura sentado do que os infantes, enquanto estes fizeram um maior uso da postura em bola. Os adultos e subadultos caminharam mais do que os infantes, enquanto os infantes usaram mais a escalada e a ponte. Essa pesquisa confirmou que os bugios são capazes de viver em situações de limite sem apresentar alterações significativas em seus padrões comportamentais, o que reforça a hipótese de que Alouatta spp. são pré-adaptados para sobreviver em ambientes com diferentes graus de alteração. |
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Ecologia e comportamento de um grupo de bugios-pretos (Alouatta caraya) habitante de um pomar em Alegrete, RS, BrasilPRIMATASMACACOS - RIO GRANDE DO SULCNPQ::CIENCIAS BIOLOGICAS::ZOOLOGIAOs bugios (gênero Alouatta) se destacam entre os primatas neotropicais pela tolerância ecológica que lhes permite sobreviver em hábitats com diferentes graus de perturbação. Esta tolerância está relacionada a uma dieta folívoro-frugívora eclética e flexível aliada à capacidade de dispersão através da matriz existente entre fragmentos florestais. Nesta pesquisa foram avaliadas as estratégias (composição da dieta, orçamento de atividades e uso do espaço) adotadas por um grupo de bugios-pretos, Alouatta caraya, para sobreviver em um hábitat marginal (pomar com 0,7 ha) caracterizado por uma baixa riqueza florística (sete espécies arbóreas nativas e sete exóticas) no município de Alegrete, Estado do Rio Grande do Sul. No período de agosto/2005 a julho/2006 foram coletados 26474 registros de comportamento pelo método de amostragem de varredura instantânea ao longo de 699 horas de observação (60 dias de amostragem) dos animais. O tamanho do grupo variou de 12 a 14 indivíduos (1-2 machos adultos, 3-4 fêmeas adultas, 1 macho subadulto, 1 fêmea subadulta, 1 macho juvenil, 0-1 fêmea juvenil, 0-1 macho infante e 4 fêmeas infantes). A dieta do grupo foi basicamente folívora (82,4%) e complementada com frutos (12,3%), flores (2,7%), ramos (1,4%) e cascas (1,2%). Apenas o consumo de frutos maduros foi influenciado por sua oferta no pomar. Nove espécies vegetais nativas e cinco exóticas foram utilizadas como fonte de alimento (dez arbóreas, duas parasitas, uma epífita e uma herbácea). Parapiptadenia rigida (38,6% dos registros de alimentação) foi a principal fonte de folhas, enquanto Citrus sinensis (espécie dominante do pomar; 25,6%) foi a principal fonte de frutos. A terceira espécie mais utilizada, Phytolacca dioica (18,8%), foi uma importante fonte de folhas e pecíolos. O orçamento de atividades foi dividido em descanso (56,5% dos registros, uma das menores porcentagens registradas para Alouatta spp.), locomoção (23,4%, a mais alta porcentagem já registrada para o gênero), alimentação (14,9%), interações sociais (3,9%) e outros (beber, defecar e urinar; 1,3%). Toda a área do pomar foi utilizada e nenhuma correlação significativa foi encontrada entre o tempo gasto em locomoção ou o percurso diário e a contribuição de frutos, folhas ou flores para a dieta, a riqueza de espécies e a diversidade de itens consumidos. Uma análise sexo-etária do orçamento de atividades e do comportamento postural indicou que todas as classes deslocaram-se principalmente por quadrupedalismo (caminhada, 38%) e utilizaram à postura sentado durante a alimentação (61%) e o descanso (52%). Enquanto a composição da dieta das classes sexo-etárias foi muito semelhante, diferenças ontogenéticas significativas foram observadas no orçamento de atividades e no comportamento postural. À postura sentado foi mais utilizada durante o forrageio pelos indivíduos infantes do que pelos adultos, enquanto o contrário ocorreu em relação às posturas em ponte e pendurado. Durante o descanso, os adultos utilizaram mais à postura sentado do que os infantes, enquanto estes fizeram um maior uso da postura em bola. Os adultos e subadultos caminharam mais do que os infantes, enquanto os infantes usaram mais a escalada e a ponte. Essa pesquisa confirmou que os bugios são capazes de viver em situações de limite sem apresentar alterações significativas em seus padrões comportamentais, o que reforça a hipótese de que Alouatta spp. são pré-adaptados para sobreviver em ambientes com diferentes graus de alteração.Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do SulFaculdade de BiociênciasBRPUCRSPrograma de Pós-Graduação em ZoologiaBicca-marques, Júlio Césarhttp://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4787541Z6Prates, Helissandra Mattjie2015-04-14T13:09:52Z2007-09-182007-06-14info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfPRATES, Helissandra Mattjie. Ecologia e comportamento de um grupo de bugios-pretos (Alouatta caraya) habitante de um pomar em Alegrete, RS, Brasil. 2007. 95 f. Dissertação (Mestrado em Zoologia) - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, 2007.http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/298porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RSinstname:Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)instacron:PUC_RS2015-04-30T11:15:27Zoai:tede2.pucrs.br:tede/298Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttp://tede2.pucrs.br/tede2/PRIhttps://tede2.pucrs.br/oai/requestbiblioteca.central@pucrs.br||opendoar:2015-04-30T11:15:27Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da PUC_RS - Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)false |
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