Leishmaniose felina: revisão sistemática com meta-análise, aspectos clínico- epidemiológicos e de diagnóstico.
| Ano de defesa: | 2022 |
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| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Federal de Campina Grande
Brasil Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL UFCG |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
Não Informado pela instituição
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| País: |
Não Informado pela instituição
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/35894 |
Resumo: | A leishmaniose visceral (LV) é uma zoonose causada pela Leishmania infantum, havendo relatos da participação cada vez mais relevante dos felinos domésticos no ciclo da doença. Diante disso, o presente estudo teve como objetivo avaliar o perfil epidemiológico e identificar as alterações clínicas, hematológicas e bioquímicas em gatos naturalmente infectados por L. infantum e avaliar as técnicas de diagnóstico para leishmaniose felina (LF). Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática, seguida de meta-análise dos dados quantitativos obtidos sobre a LF no Brasil, além de coleta de sangue de 91 gatos do município de Mãe d’Água e de 427 gatos atendidos no Hospital Veterinário Universitário Professor Doutor Ivon Macedo Tabosa, da Universidade Federal de Campina Grande (HVU/UFCG), situado no município de Patos, Estado da Paraíba, Brasil. Os exames hematológicos, sorológicos (teste rápido DPP® LVC, ELISA S7® e VETLISA Leishmaniose Felina IgG (Bioclin) e moleculares (qPCR), foram realizadas a partir da coleta de sangue venoso. Os animais foram considerados positivos quando reagentes em dois ensaios sorológicos ou quando positivos na qPCR. Os fatores associados à doença foram determinados a partir dos dados levantados no questionário epidemiológico e, para a avaliação da distribuição da doença no município, foi empregado o programa QGIS. As amostras de sangue provenientes dos animais atendidos no HVU/UFCG foram utilizadas para análises hematológicas e bioquímicas e testadas pelo DPP® e ELISA/S7®. Além disso, os dados das fichas de atendimento clínico veterinário foram analisadas para obtenção dos dados gerais dos animais e dos aspectos clínicos sugestivos de LF. Na revisão sistemática, 31 trabalhos foram analisados na íntegra e, na meta-análise, observou-se uma prevalência combinada de 11%, com alta heterogeneidade entre os estudos, que foi atribuída às diferenças nos métodos diagnósticos e no desenho amostral utilizados; não foi detectado viés de publicação e os métodos moleculares se mostraram mais eficazes para o diagnóstico da doença em gatos (I2 = 57%). Os estudos identificaram o uso potencial da sorologia em levantamentos epidemiológicos da doença em felinos, especialmente em áreas endêmicas. Os artigos avaliados descreveram, predominantemente, sinais clínicos dermatológicos nos gatos infectados e a maioria identificou L. infantum como agente etiológico. A prevalência de LF em Mãe d’Água foi de 10,9%, sem identificação de fatores de risco, e os casos se concentraram em uma área de expansão urbana. Os animais infectados apresentaram número de hemácias, concentração de hemoglobina, hematócrito, albumina e ureia inferiores e número de monócitos superior aos animais negativos para L. infantum. Houve concordância pobre entre os testes sorológicos e a qPCR; nos animais atendidos no HVU/UFCG a prevalência da doença foi de 2,1%. A maioria dos animais sororreagentes era do sexo masculino, tinha 1 (um) ano de idade e todos apresentavam, pelo menos, um sinal clínico sugestivo da LF. A eritrocitose e trombocitopenia acometeram 28,6% dos animais positivos. O leucograma apresentou, na maioria dos casos, leucocitose por neutrofilia. A necessidade de padronização das técnicas de diagnóstico em felinos e da inclusão da LF como diagnóstico diferencial nas doenças em gatos, principalmente as que cursam com sinais dermatológicos, é ratificada. |
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