Estudo do crânio de ovinos: anatomia normal e patológica.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: ROCHA, Ediane Freitas.
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Federal de Campina Grande
Brasil
Centro de Saúde e Tecnologia Rural - CSTR
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIA E SAÚDE ANIMAL
UFCG
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://dspace.sti.ufcg.edu.br:8080/jspui/handle/riufcg/35860
Resumo: Foram conduzidos dois estudos para descrever a anatomia radiográfica e tomográfica do neurocrânio e viscerocrânio de ovinos Santa Inês associado a anatomia macroscópica. Estabeleceram-se medidas craniométricas da espécie e determinaram-se a partir da estereologia o volume e densidade de volume da cabeça e de estruturas importantes que a compõe. Em um terceiro trabalho, descreveram-se os aspectos epidemiológicos, clínicos e patológicos de cisto odontogênico em rebanho de ovinos. Um total de 32 ovinos adultos foram utilizados, sendo 18 crânios macerados para a análise macroscópica, doze animais para os exames de raio X e dois para exame tomográfico. Os animais foram sedados durante os exames de raio X e anestesiados para os exames tomográficos. Os ossos do neurocrânio e viscerocrânio foram documentados com câmera fotográfica digital e as estruturas descritas com base na Nomina Anatomica Veterinaria. Imagens radiográficas e tomográficas foram analisadas através de softwares específicos, identificando as estruturas ósseas. Quanto ao primeiro estudo, a morfologia geral do neurocrânio de ovinos Santa Inês seguiu o padrão da espécie. Observou-se espessura óssea aumentada para proteção do cérebro, principalmente na parte dorsal do osso parietal. Identificaram-se estruturas importantes através das imagens de raio X e com maior precisão, estruturas como o contorno do forame magno, os côndilos occipitais e os processos paracondilares, através da tomografia computadorizada. As medidas craniométricas obtidas foram compatíveis com o encontrado para a espécie em outros trabalhos. No segundo trabalho, as imagens radiográficas e de tomografia do viscerocrânio mostraram estruturas ósseas nítidas para a identificação. Foram demonstradas projeções oblíquas com boca aberta para visibilizar região de maxila, mandíbula, dentes e raízes dentárias, o que possibilitará a identificação de lesões nas regiões acometidas. A nitidez das imagens radiográficas e tomográficas da cavidade nasal e seios paranasais, mostrou ser possível a identificação imediata de qualquer afecção nessas regiões. Os dados estereológicos de volume e densidade de volume normais em ovinos Santa Inês permite utilizá-los como referência para detectar alterações nessa espécie a partir de imagens tomográficas. No terceiro trabalho, coletaram-se amostras para o cultivo microbiológico de cinco animais, em dois ovinos foram realizados exames radiológicos e um animal foi necropsiado. O rebanho apresentou queixa clínica de aumento de volume nas regiões mandibulares e maxilares. No animal necropsiado observou-se aumento de volume na hemimandíbula esquerda e orifício fistuloso na hemimandíbula direita. Os fragmentos mandibulares revelaram áreas císticas revestidas por epitélio pavimentoso estratificado queratinizado. No exame radiológico observou-se lesão radioluscente, expansiva e unilocular, localizada na hemimandíbula esquerda, com perda da delimitação da cortical óssea mandibular. Na hemimandíbula direita identificou-se área circular radioluscente com lise óssea e reabsorção e diminuição da densidade óssea mandibular na região ventral aos dentes molares. Conclui-se que o conhecimento sobre os dados anatômicos e de imagem detalhados do neurocrânio e viscerocrânio de ovinos e os parâmetros craniométricos e estereológicos da cabeça de ovinos poderá contribuir na execução de procedimentos clínico-cirúrgicos, anestesias regionais em pequenos ruminantes e para futuros estudos experimentais e ainda, cisto odontogênico, mesmo considerado raro, deve ser incluso em diagnóstico diferencial de afecções da cavidade oral de ovinos.
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