A associação da religiosidade / espiritualidade com a percepção de felicidade de idosos longevos
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Orientador(a): | |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Universidade Católica de Brasília
Escola de Saúde e Medicina Brasil UCB Programa Stricto Sensu em Gerontologia |
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
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| Departamento: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/handle/tede/2794 |
Resumo: | Introdução: Com o aumento da expectativa de vida dos longevos, a religiosidade/espiritualidade torna-se uma estratégia para os desafios do processo saúde-doença, visando melhorar a qualidade de vida e o conforto na velhice. A felicidade, quando em harmonia com a religiosidade, possibilita experimetar a vida como uma sinfonia, com sensibilidade e melodia, com momentos intensos, emocionantes e transformadores para o viver. Objetivo: Investigar a compreensão do que é ser feliz na velhice em pessoas idosas longevas (80 anos e mais) e relacioná-la com questões de religiosidade/espiritualidade. Método: Trata-se de um estudo analítico observacional, correlacional, descritivo, quanti-qualitativo e de delineamento transversal. Participaram deste estudo 27 idosos longevos residentes em Brasília/DF nos anos de 2016 e 2017. A amostra foi obtida por conveniência no ambulatório de Geriatria e Medicina Interna do Hospital da Universidade Católica de Brasília, e avaliada por meio de inventário sóciodemográfico, questionário semiestruturado sobre a prática e compreensão de atividades religiosas/espirituais; e questão aberta “O que é ser feliz na velhice?”, cujas respostas foram agrupadas nos temas: saúde, bem-estar, relações interpessoais, recursos materiais e diversos. Os depoimentos dos idosos a respeito da felicidade foram analisados por meio do software Iramuteq e os dados quantitativos foram analisados por meio do teste Qui-Quadrado, estipulando-se um nível de significância de p≤ 0,05. Resultados: A análise do depoimento dos idosos resultou em 1.644 ocorrências de palavras, sendo 417 formas distintas e 245 hápax (14,90% de ocorrências e 58,75% das formas), e o leque semântico de palavras mais frequentes foram “boa saúde”, “família”, “Deus”, “filho” e “viver”. Corroborando com esses dados, a análise da felicidade enquanto variável categórica indicou que saúde física foi o componente mais relatado, seguida por relações familiares, satisfação e prazer (domínio bem-estar psicológico). Não houve associação entre os diferentes domínios de felicidade e a prática, importância, e o uso da religiosidade/espiritualidade como estratégia de enfrentamento e bem-estar. Contudo, observou-se que as mulheres longevas, quando comparadas aos homens, se consideraram mais religiosas e atribuíram maior importância a religiosidade/espiritualidade, bem como maior uso desta como recurso de enfrentamento, atribuição de um sentido à vida. As mulheres longevas também referiram maior prevalência de conotações positivas da felicidade do que negativas. Conclusão: Nos idosos longevos investigados a felicidade se associou a saúde, funcionalidade, recursos sociofamiliares e bem-estar; e a religiosidade/espiritualidade esteve associada ao sexo, sendo mais praticada e valorizada como recurso de enfrentamento e sentido para vida nas mulheres longevas do que nos homens. Embora não tenha sido observada associações entre religiosidade/espiritualidade e os diferentes temas de felicidade relatados pelos idosos, acredita-se que isto se deve ao fato da amostra analisada ser extremamente religiosa/espiritualizada, onde a grande maioria apresenta uma conotação positiva da felicidade ligada à saúde e as relações interpessoais. |
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A associação da religiosidade / espiritualidade com a percepção de felicidade de idosos longevosFelicidadeReligiosidadeEspiritualidadeIdosos longevosLong-lived elderlyHappinessSpiritualityReligiosityCNPQ::CIENCIAS DA SAUDEIntrodução: Com o aumento da expectativa de vida dos longevos, a religiosidade/espiritualidade torna-se uma estratégia para os desafios do processo saúde-doença, visando melhorar a qualidade de vida e o conforto na velhice. A felicidade, quando em harmonia com a religiosidade, possibilita experimetar a vida como uma sinfonia, com sensibilidade e melodia, com momentos intensos, emocionantes e transformadores para o viver. Objetivo: Investigar a compreensão do que é ser feliz na velhice em pessoas idosas longevas (80 anos e mais) e relacioná-la com questões de religiosidade/espiritualidade. Método: Trata-se de um estudo analítico observacional, correlacional, descritivo, quanti-qualitativo e de delineamento transversal. Participaram deste estudo 27 idosos longevos residentes em Brasília/DF nos anos de 2016 e 2017. A amostra foi obtida por conveniência no ambulatório de Geriatria e Medicina Interna do Hospital da Universidade Católica de Brasília, e avaliada por meio de inventário sóciodemográfico, questionário semiestruturado sobre a prática e compreensão de atividades religiosas/espirituais; e questão aberta “O que é ser feliz na velhice?”, cujas respostas foram agrupadas nos temas: saúde, bem-estar, relações interpessoais, recursos materiais e diversos. Os depoimentos dos idosos a respeito da felicidade foram analisados por meio do software Iramuteq e os dados quantitativos foram analisados por meio do teste Qui-Quadrado, estipulando-se um nível de significância de p≤ 0,05. Resultados: A análise do depoimento dos idosos resultou em 1.644 ocorrências de palavras, sendo 417 formas distintas e 245 hápax (14,90% de ocorrências e 58,75% das formas), e o leque semântico de palavras mais frequentes foram “boa saúde”, “família”, “Deus”, “filho” e “viver”. Corroborando com esses dados, a análise da felicidade enquanto variável categórica indicou que saúde física foi o componente mais relatado, seguida por relações familiares, satisfação e prazer (domínio bem-estar psicológico). Não houve associação entre os diferentes domínios de felicidade e a prática, importância, e o uso da religiosidade/espiritualidade como estratégia de enfrentamento e bem-estar. Contudo, observou-se que as mulheres longevas, quando comparadas aos homens, se consideraram mais religiosas e atribuíram maior importância a religiosidade/espiritualidade, bem como maior uso desta como recurso de enfrentamento, atribuição de um sentido à vida. As mulheres longevas também referiram maior prevalência de conotações positivas da felicidade do que negativas. Conclusão: Nos idosos longevos investigados a felicidade se associou a saúde, funcionalidade, recursos sociofamiliares e bem-estar; e a religiosidade/espiritualidade esteve associada ao sexo, sendo mais praticada e valorizada como recurso de enfrentamento e sentido para vida nas mulheres longevas do que nos homens. Embora não tenha sido observada associações entre religiosidade/espiritualidade e os diferentes temas de felicidade relatados pelos idosos, acredita-se que isto se deve ao fato da amostra analisada ser extremamente religiosa/espiritualizada, onde a grande maioria apresenta uma conotação positiva da felicidade ligada à saúde e as relações interpessoais.Introduction: With the increase in longevity life expectancy, religiosity / spirituality becomes a strategy for the challenges of the health-disease process, aiming to improve the quality of life and comfort in old age. Happiness, when in harmony with religiosity, makes it possible to experience life as a symphony, with sensitivity and melody, with intense, exciting and transforming moments to live it. Objective: To investigate the understanding of what it means to be happy in old age in long-lived elderly people (80 years and over) and relate it to issues of religiosity / spirituality. Method: This is an observational, correlational, descriptive, quanti-qualitative and cross-sectional study. Twenty-seven long-lived elderly residents in Brasília / DF participated in this study in the years 2016 and 2017. The sample was obtained by convenience at the Geriatrics and Internal Medicine outpatient clinic of the Hospital da Universidade Católica de Brasília, and evaluated through a socio-demographic inventory, a semi-structured questionnaire on the practice and understanding of religious / spiritual activities; and an open question “What does it mean to be happy in old age?”, whose answers were grouped into the themes: health, well-being, interpersonal relationships, material and diverse resources. The statements of the elderly regarding happiness were analyzed using the Iramuteq software and the quantitative data were analyzed using the Chi-Square test, stipulating a significance level of p≤ 0.05. Results: The analysis of the testimony of the elderly resulted in 1,644 occurrences of words, with 417 distinct forms and 245 hapax (14.90% of occurrences and 58.75% of forms), and the semantic range of words most frequent was “good health” ”,“ Family ”,“ God ”,“ son ”and“ live ”. Corroborating these data, the analysis of happiness as a categorical variable indicated that physical health was the most reported component, followed by family relationships, satisfaction and pleasure (psychological well-being domain). There was no association between the different domains of happiness and the practice, importance, and the use of religiosity / spirituality as a coping and well-being strategy. However, it was observed that long-lived women, when compared to men, considered themselves more religious and attributed greater importance to religiosity / spirituality, as well as greater use of it as a coping resource, attributing a meaning to life. Long-lived women also reported a higher prevalence of positive than negative connotations of happiness. Conclusion: In the investigated long-lived elderly, happiness was associated with health, functionality, social and family resources and well-being; and religiosity / spirituality was associated with sex, being more practiced and valued as a means of coping and meaning for life in long-lived women than in men. Although no associations were observed between religiosity / spirituality and the different themes of happiness reported by the elderly, it is believed that this is due to the fact that the sample analyzed is extremely religious / spiritualized, where the vast majority has a positive connotation of happiness linked to health and interpersonal relationships.Universidade Católica de BrasíliaEscola de Saúde e MedicinaBrasilUCBPrograma Stricto Sensu em GerontologiaAlves, Vicente Paulohttp://lattes.cnpq.br/3894563475713933Carvalho, Adriana Fernandes da Silva2021-08-10T14:39:18Z2020-11-23info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisapplication/pdfCARVALHO, Adriana Fernandes da Silva. A associação da religiosidade / espiritualidade com a percepção de felicidade de idosos longevos. 2020. 111 f. Dissertação (Programa Stricto Sensu em Gerontologia) - Universidade Católica de Brasília, Brasília, 2020.https://bdtd.ucb.br:8443/jspui/handle/tede/2794porinfo:eu-repo/semantics/openAccessreponame:Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UCBinstname:Universidade Católica de Brasília (UCB)instacron:UCB2022-02-20T13:00:53Zoai:bdtd.ucb.br:tede/2794Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://bdtd.ucb.br:8443/jspui/PRIhttps://bdtd.ucb.br:8443/oai/requestsdi@ucb.bropendoar:47812022-02-20T13:00:53Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da UCB - Universidade Católica de Brasília (UCB)false |
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