AS OFICINAS DE CRIAÇÃO COLETIVA EM SAÚDE MENTAL DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTAS E A QUALIDADE DE VIDA DOS USUÁRIOS DO GRUPO LIBERDADE

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2012
Autor(a) principal: Bertoldi, Nilza Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Universidade Catolica de Pelotas
Social
BR
Ucpel
Mestrado em Política Social
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: http://tede.ucpel.edu.br:8080/jspui/handle/tede/243
Resumo: Esta pesquisa, vinculada ao Mestrado em Política Social da Universidade Católica de Pelotas, objetiva analisar a qualidade de vida dos usuários da Oficina de Criação Coletiva em Saúde Mental e sua inter-relação com a participação destes no Grupo Liberdade do Ambulatório de Saúde Mental da Universidade Federal de Pelotas UFPEL. Para tanto, aborda conceitos de saúde e saúde mental, cidadania, qualidade de vida, reabilitação psicossocial e oficina terapêutica, inseridos no paradigma de desinstitucionalização da Reforma Psiquiátrica brasileira. A inserção profissional da pesquisadora no grupo em questão, bem como os questionamentos sobre os resultados efetivamente produzidos por esse dispositivo de cuidado e atenção na saúde mental, privilegiou a realização dessa pesquisa de ordem qualitativa, classificada como estudo de caso, descritivo, transversal e a utilização dos seguintes instrumentos: aplicação para usuários do questionário WHOQOL bref (OMS), composto de 26 questões, enfocando quatro domínios (físico, psicológico, nível de independência, meio ambiente); realização de grupo focal com usuários e seus familiares; e análise documental de prontuários e registros da Oficina Terapêutica (OT), principalmente, itens relacionados à medicação e hospitalização. O resultado obtido com a pesquisa demonstra que houve uma melhor pontuação no domínio psicológico para aqueles usuários que participavam de atividades de lazer (70,8% p=0,038) e atividades físicas (79,2% p=0,026). Além disso, observa-se que ao se conscientizarem acerca da importância do tratamento medicamentoso e, com o auxílio da OT Grupo Liberdade -, resgatarem a autoestima e a autonomia, os usuários ressignificam sua identidade, buscam seus direitos enquanto cidadãos e, consequentemente, aumentam sua qualidade de vida
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