Salvia officinalis (Lamiaceae) Lin. : caracterização química, atividade citotóxica e apoptótica em células de mamíferos
| Ano de defesa: | 2014 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.ucs.br/handle/11338/880 |
Resumo: | Salvia officinalis (Lamiaceae), conhecida popularmente como sálvia, tem sido muito utilizada no sul do Brasil como condimento nos alimentos, tintura hidroalcoólica e chá para o tratamento de vários distúrbios de saúde. As propriedades dessa planta são estudadas por apontar possíveis mecanismos de ação antioxidante e antitumoral. Neste trabalho, o extrato hidroalcoólico e aquoso de sálvia foram analisados quimicamente por meio de cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas (GC-MS) e electrospray de alta resolução acoplada a espectrômetro de massas (ESI-QTOF MS/MS) em modo negativo. A identificação química mostrou a presença de ácidos como caféico, rosmarínico, málico, succínico, tartárico, cítrico, ursólico e compostos como luteolina-7-O-glucoronide, eucaliptol, β-tujona, β-cariofileno, α-cariofileno, α- tujona, cânfora viridiflorol, mannol, rosmanol e seus isômeros metilcarnosato e ácido 12-metoxicarnosinico. Os extratos apresentaram compostos polifenólicos com capacidade de varrer os radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•) e 2,2’- azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico) (ABTS•+), além de atividade catalase (CATlike) e superóxido dismutase (SOD-like). Ambos os extratos apresentaram menor citotoxicidade em linhagens não tumorais (HeK-293 e MRC-5) e seletividade para linhagens tumorais (Hep-2, HeLa, A-549, HT-29, A-375 e HepG2). Além disso, verificou-se que o aumento do tempo de exposição ao extrato hidroalcoólico diminuiu a viabilidade em linhagens tumorais. Foram observadas alterações morfológicas por coloração de Giemsa e a avaliação da apoptose com anexina V e iodeto de propídeo mostraram a maioria das células tumorais em estágios finais do processo de apoptose e necrose após 24h de tratamento em ambos os extratos. Sugere-se que o extrato de Salvia officinalis (L.) possui atividade biológica em células tumorais, podendo ser objetivo de mais estudos com a finalidade de comprovar sua eficácia como possível agente para o tratamento do câncer. |
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Garcia, Charlene Silvestrin CeliSaffi, JeniferGuecheva, Temenouga NikolovaSchwambach, JoséliEly, Mariana Roesch2015-02-12T12:00:17Z2015-02-12T12:00:17Z2015-02-122014-09-05https://repositorio.ucs.br/handle/11338/880Salvia officinalis (Lamiaceae), conhecida popularmente como sálvia, tem sido muito utilizada no sul do Brasil como condimento nos alimentos, tintura hidroalcoólica e chá para o tratamento de vários distúrbios de saúde. As propriedades dessa planta são estudadas por apontar possíveis mecanismos de ação antioxidante e antitumoral. Neste trabalho, o extrato hidroalcoólico e aquoso de sálvia foram analisados quimicamente por meio de cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas (GC-MS) e electrospray de alta resolução acoplada a espectrômetro de massas (ESI-QTOF MS/MS) em modo negativo. A identificação química mostrou a presença de ácidos como caféico, rosmarínico, málico, succínico, tartárico, cítrico, ursólico e compostos como luteolina-7-O-glucoronide, eucaliptol, β-tujona, β-cariofileno, α-cariofileno, α- tujona, cânfora viridiflorol, mannol, rosmanol e seus isômeros metilcarnosato e ácido 12-metoxicarnosinico. Os extratos apresentaram compostos polifenólicos com capacidade de varrer os radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•) e 2,2’- azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico) (ABTS•+), além de atividade catalase (CATlike) e superóxido dismutase (SOD-like). Ambos os extratos apresentaram menor citotoxicidade em linhagens não tumorais (HeK-293 e MRC-5) e seletividade para linhagens tumorais (Hep-2, HeLa, A-549, HT-29, A-375 e HepG2). Além disso, verificou-se que o aumento do tempo de exposição ao extrato hidroalcoólico diminuiu a viabilidade em linhagens tumorais. Foram observadas alterações morfológicas por coloração de Giemsa e a avaliação da apoptose com anexina V e iodeto de propídeo mostraram a maioria das células tumorais em estágios finais do processo de apoptose e necrose após 24h de tratamento em ambos os extratos. Sugere-se que o extrato de Salvia officinalis (L.) possui atividade biológica em células tumorais, podendo ser objetivo de mais estudos com a finalidade de comprovar sua eficácia como possível agente para o tratamento do câncer.Salvia officinalis (Lamiaceae), popularly known as sage, has been used in south of Brazil as a condiment in foods, as tincture and tea for the treatment various health disorders. The properties of this plant have been studied and suggest possible mechanisms of antioxidant and antitumor action. Here, the sage hydroalcoholic and aqueous extract were chemically analyzed by gas chromatography-mass spectrometry (GC-MS) and by high-resolution electrospray ionization mass spectrometry (ESI-HRMS) in negative mode. The chemical identification showed the presence of acids as caffeic, rosmarinic, malic, succinic, tartaric, citric, ursolic and compouns like luteolin-7-O-glucoronide, eucalyptol, β-thujone, β-caryophyllene, α-caryophyllenen and α-thujone, camphor, viridiflorol, mannol, rosmanol and its isomers methylcarnosate and 12-methoxycarnosinic acid. The extracts showed the content of polyphenolic compounds, ability to scavenge the free radical 2,2-diphenyl-1-picrylhydrazyl (DPPH•) and 2,2'-azino-bis(3-ethylbenzothiazoline-6-sulfonic acid) (ABTS•+), moreover catalase (CAT-like) and superoxide dismutase (SOD-like) activity. Both extracts showed lower cytotoxicity in non-tumor lines (HEK-293 and MRC-5) and selectivity for tumor cell lines (Hep-2, HeLa, A-549, HT-29, A-375 e HepG2). Furthermore, it was found that increasing the treatment exposure time of the hydroalcoholic extract decreases the tumor cell viability. Morphological changes by giemsa were observed and staining for annexin V and propidium iodide showed majority of tumor cells at late stages of the apoptotic process and necrosis after 24h treatment with both extracts. The results of this study suggest that the extract of Salvia officinalis (L.) has biological activity against tumor cell and may be the objective of further studies in order to prove its effectiveness as a possible agent for the treatment of cancer.Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio Grande do Sul, FAPERGSQuímica analítica qualitativaSálviaCromatografia a gásAntioxidantesCâncer - TratamentoLamiaceaeSalviaCancer - TreatmentLamiaceaeChemistry, Analytic qualitativeGas chromatographyAntioxidantsSalvia officinalis (Lamiaceae) Lin. : caracterização química, atividade citotóxica e apoptótica em células de mamíferosinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttp://lattes.cnpq.br/9353471105487355GARCIA, C. S. C.Programa de Pós-Graduação em BiotecnologiaHenriques, João Antonio PêgasTEXTDissertacao Charlene Silvestrin Celi Garcia.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2026-02-03T15:07:31Z (GMT).Extracted texttext/plain102854https://repositorio.ucs.br/bitstreams/c9f6b509-af6a-40d2-bc1a-bfcbcb61242f/downloadbbe73631b08cf6cfafbd0dec11eca2d9MD55falseAnonymousREADTHUMBNAILDissertacao Charlene Silvestrin Celi Garcia.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2026-02-03T15:07:31Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg3543https://repositorio.ucs.br/bitstreams/b9ab8352-d9b3-453e-b96f-a4ffd166913a/download5d60a51a89b22b5b6c3a5ae63bf97660MD56falseAnonymousREADORIGINALDissertacao Charlene Silvestrin Celi Garcia.pdf/ucsdspace/upload/Dissertacao Charlene Silvestrin Celi Garcia.pdfapplication/pdf2151872https://repositorio.ucs.br/bitstreams/774ed76d-6bee-497f-987b-1e608fd72528/download7bfd73bdf5fd152982466e3f75044d21MD51trueAnonymousREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-8279https://repositorio.ucs.br/bitstreams/a9e2b15a-d622-4ca5-94b0-1f5a75c75eb6/downloaddeeb8fa550aaa0758114cbdeb0c0955dMD52falseAnonymousREAD11338/8802026-02-03 12:07:31.709open.accessoai:repositorio.ucs.br:11338/880https://repositorio.ucs.brBiblioteca Digital de Monografiahttp://repositorio.ucs.br/oai/requestopendoar:2026-02-03T15:07:31Repositório Institucional da UCS - Universidade de Caxias do Sul (UCS)falseIERlY2xhcmEgcXVlIG8gZG9jdW1lbnRvIGVudHJlZ3VlIMOpIHNldSB0cmFiYWxobyBvcmlnaW5hbCwgZSBxdWUgZGV0w6ltIG8gZGlyZWl0byBkZSBjb25jZWRlciBvcyBkaXJlaXRvcyBjb250aWRvcyBuZXN0YSBsaWNlbsOnYS4gCiBEZWNsYXJhIHRhbWLDqW0gcXVlIGEgZW50cmVnYSBkbyBkb2N1bWVudG8gbsOjbyBpbmZyaW5nZSwgdGFudG8gcXVhbnRvIGxoZSDDqSBwb3Nzw612ZWwgc2FiZXIsIG9zIGRpcmVpdG9zIGRlIHF1YWxxdWVyIG91dHJhIHBlc3NvYSBvdSBlbnRpZGFkZS4K |
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Salvia officinalis (Lamiaceae), conhecida popularmente como sálvia, tem sido muito utilizada no sul do Brasil como condimento nos alimentos, tintura hidroalcoólica e chá para o tratamento de vários distúrbios de saúde. As propriedades dessa planta são estudadas por apontar possíveis mecanismos de ação antioxidante e antitumoral. Neste trabalho, o extrato hidroalcoólico e aquoso de sálvia foram analisados quimicamente por meio de cromatografia gasosa acoplada a espectrômetro de massas (GC-MS) e electrospray de alta resolução acoplada a espectrômetro de massas (ESI-QTOF MS/MS) em modo negativo. A identificação química mostrou a presença de ácidos como caféico, rosmarínico, málico, succínico, tartárico, cítrico, ursólico e compostos como luteolina-7-O-glucoronide, eucaliptol, β-tujona, β-cariofileno, α-cariofileno, α- tujona, cânfora viridiflorol, mannol, rosmanol e seus isômeros metilcarnosato e ácido 12-metoxicarnosinico. Os extratos apresentaram compostos polifenólicos com capacidade de varrer os radicais 2,2-difenil-1-picrilhidrazil (DPPH•) e 2,2’- azino-bis(3-etilbenzotiazolina-6-ácido sulfônico) (ABTS•+), além de atividade catalase (CATlike) e superóxido dismutase (SOD-like). Ambos os extratos apresentaram menor citotoxicidade em linhagens não tumorais (HeK-293 e MRC-5) e seletividade para linhagens tumorais (Hep-2, HeLa, A-549, HT-29, A-375 e HepG2). Além disso, verificou-se que o aumento do tempo de exposição ao extrato hidroalcoólico diminuiu a viabilidade em linhagens tumorais. Foram observadas alterações morfológicas por coloração de Giemsa e a avaliação da apoptose com anexina V e iodeto de propídeo mostraram a maioria das células tumorais em estágios finais do processo de apoptose e necrose após 24h de tratamento em ambos os extratos. Sugere-se que o extrato de Salvia officinalis (L.) possui atividade biológica em células tumorais, podendo ser objetivo de mais estudos com a finalidade de comprovar sua eficácia como possível agente para o tratamento do câncer. |
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