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Processamento de coloidal de α-Al₂O₃ e a seletividade superficial na adsorção específica de taninos.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Webber, Jaíne
Orientador(a): Cruz, Robinson Carlos Dudley
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.ucs.br/handle/11338/3579
Resumo: As interações superficiais dominam as propriedades de suspensões de partículas coloidais. O equilíbrio entre a superfície, o solvente e as espécies ativas em solução determina as propriedades relacionadas à reatividade e às interações na interface sólido-líquido. O tanino é um composto extraído da casca de acácia e que pode ser utilizado como estabilizante e dispersante em suspensões cerâmicas coloidais de alumina. O controle das propriedades superficiais da alumina e dos mecanismos que governam sua interação com o tanino é fundamental para ajustar seus efeitos no processamento coloidal. Torna-se necessário garantir uma superfície isenta de contaminantes para avaliar o efeito e a contribuição de cada um dos materiais em suspensão. Neste trabalho foi investigada a adsorção de tanino hidrolisável (TH), condensado (TC) e sulfonado (TS) em partículas de α-Al2O3 dialisadas. A correlação entre os resultados obtidos na caracterização da α-Al2O3 indica que coexistem sítios superficiais AlVI-μ¹-OH, AlVI-μ²-OH e AlVI-μ³-OH; adicionalmente, um sítio AlIV-μ¹-OH deve ser considerado. O estado de protonação de cada sítio é controlado pelas condições do meio, essencialmente pelo pH, revelando que a superfície das partículas de α-Al2O3 é heterogênea. A contribuição dos taninos em suspensão foi definida principalmente pelo pH do meio, uma vez que esta propriedade define o estado de protonação dos grupos polares nas moléculas. A adsorção máxima de TH e TC em α-Al2O3 (9,72 m²/g) foi 12,47 e 14,60 mg/g, respectivamente. O TS adquire uma elevada carga elétrica negativa, o que limita a quantidade adsorvida a 7,34 mg/g, principalmente devido à barreira eletrostática que é formada pela sua adsorção. Essa barreira eletrostática proporciona estabilidade de até -65 mV às suspensões quando a superfície está completamente recoberta, conferindo dispersão robusta às partículas (dH=300 nm), a qual não é afetada pelo aumento da força iônica do meio. A estabilidade inicial das suspensões de α-Al2O3 (+60 mV) foi reduzida progressivamente tanto com o aumento da adsorção de TH e TC quanto da força iônica do meio; para suspensões com potencial zeta entre -25 mV e +25 mV, aglomerados de 400 a 700 nm foram formados. A adsorção de TH, TC e TS ocorre predominantemente por ligações de hidrogênio entre os grupos fenólicos nos taninos e os sítios AlVI-μ²-OH na α-Al2O3, i.e., por adsorção específica. Para condições onde o TS recobre parcialmente a superfície da α-Al2O3, é sugerido que a adsorção ocorra por interações eletrostáticas entre os grupos SO3H e os sítios positivos da α-Al2O3, i.e., por adsorção não específica.
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spelling Webber, JaíneTakimi, Antonio ShigueakiEmiliano, José VitórioGiovanella, MarceloBianchi, OtávioCruz, Robinson Carlos Dudley2018-03-22T17:58:11Z2018-03-22T17:58:11Z2018-03-222017-12-19https://repositorio.ucs.br/handle/11338/3579As interações superficiais dominam as propriedades de suspensões de partículas coloidais. O equilíbrio entre a superfície, o solvente e as espécies ativas em solução determina as propriedades relacionadas à reatividade e às interações na interface sólido-líquido. O tanino é um composto extraído da casca de acácia e que pode ser utilizado como estabilizante e dispersante em suspensões cerâmicas coloidais de alumina. O controle das propriedades superficiais da alumina e dos mecanismos que governam sua interação com o tanino é fundamental para ajustar seus efeitos no processamento coloidal. Torna-se necessário garantir uma superfície isenta de contaminantes para avaliar o efeito e a contribuição de cada um dos materiais em suspensão. Neste trabalho foi investigada a adsorção de tanino hidrolisável (TH), condensado (TC) e sulfonado (TS) em partículas de α-Al2O3 dialisadas. A correlação entre os resultados obtidos na caracterização da α-Al2O3 indica que coexistem sítios superficiais AlVI-μ¹-OH, AlVI-μ²-OH e AlVI-μ³-OH; adicionalmente, um sítio AlIV-μ¹-OH deve ser considerado. O estado de protonação de cada sítio é controlado pelas condições do meio, essencialmente pelo pH, revelando que a superfície das partículas de α-Al2O3 é heterogênea. A contribuição dos taninos em suspensão foi definida principalmente pelo pH do meio, uma vez que esta propriedade define o estado de protonação dos grupos polares nas moléculas. A adsorção máxima de TH e TC em α-Al2O3 (9,72 m²/g) foi 12,47 e 14,60 mg/g, respectivamente. O TS adquire uma elevada carga elétrica negativa, o que limita a quantidade adsorvida a 7,34 mg/g, principalmente devido à barreira eletrostática que é formada pela sua adsorção. Essa barreira eletrostática proporciona estabilidade de até -65 mV às suspensões quando a superfície está completamente recoberta, conferindo dispersão robusta às partículas (dH=300 nm), a qual não é afetada pelo aumento da força iônica do meio. A estabilidade inicial das suspensões de α-Al2O3 (+60 mV) foi reduzida progressivamente tanto com o aumento da adsorção de TH e TC quanto da força iônica do meio; para suspensões com potencial zeta entre -25 mV e +25 mV, aglomerados de 400 a 700 nm foram formados. A adsorção de TH, TC e TS ocorre predominantemente por ligações de hidrogênio entre os grupos fenólicos nos taninos e os sítios AlVI-μ²-OH na α-Al2O3, i.e., por adsorção específica. Para condições onde o TS recobre parcialmente a superfície da α-Al2O3, é sugerido que a adsorção ocorra por interações eletrostáticas entre os grupos SO3H e os sítios positivos da α-Al2O3, i.e., por adsorção não específica.Surfaces interactions dominate the properties of colloidal particles suspension. The balance between surface, solvent, and active species in solution determines the properties related to the solid-liquid interface interactions and reactivity. Tannin is a natural compound extracted from acacia bark, which can be used as a stabilizing and dispersing agent in alumina colloidal ceramic suspensions. The control of alumina surface properties and the mechanisms that rules its interactions with alumina is fundamental to adjust its effects on colloidal processing. It becomes necessary to ensure a contaminant-free surface to evaluate the contribution and effect of each suspended species. In this work, it has been investigated the adsorption of hydrolysable (TH), condensed (TC) and sulfonated (TS) tannins on dialyzed α-Al2O3 particles (AD). The correlation between the obtained results for the characterization of α-Al2O3 indicates that surface sites like AlVI-μ¹-OH, AlVI-μ²-OH and AlVI-μ³-OH coexists, and in addition, an extra AlIV-μ¹-OH site must be taken into account. The degree of protonation of such sites is controlled by the conditions of the medium, essentially by pH, displaying that the α-Al2O3 particles surface is heterogeneous. The net contribution of the suspended tannins was mainly defined by the pH of the medium, since this solvent property also defined the state of protonation and deprotonation of the polar groups in the molecules. The maximum adsorption of TH and TC on α-Al2O3 (9.72 m²/g) was 12.47 and 14.60 mg/g, respectively. The TS acquires a high negative electric charge and this, in turn, limits the adsorbed amount to 7.34 mg/g, mainly due to the electrical barrier that is formed by its adsorption. This electrostatic barrier provides stability of up to -65 mV to the suspensions when the surface is fully covered, imparting robust dispersion to the particles (dH=300 nm), which is not affected by the increase in the ionic strength of the medium. The initial stability of the α-Al2O3 suspensions (+60 mV) was progressively reduced both with increasing adsorption of TH and TC as well as ionic strength of the medium; for suspensions with zeta potential between -25 mV and +25 mV, agglomerates from 400 to 700 nm are formed. The adsorption of TH, TC and TS takes place mainly by hydrogen bond between tannin’s phenolic groups and AlVI-μ²-OH on α-Al2O3 by specific adsorption. Under conditions in which the TS partially covers the α-Al2O3 surface, it is suggested that the adsorption takes place only by electrostatic interactions between SO3H groups and positive sites on α-Al2O3, i.e. by non-specific adsorption.Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, CAPESÓxido de alumínioTaninosAdsorçãoAluminum oxideTanninsAdsorptionProcessamento de coloidal de α-Al₂O₃ e a seletividade superficial na adsorção específica de taninos.info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesisporreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttp://lattes.cnpq.br/4244824684699356WEBBER, JaínePrograma de Pós-Graduação em Engenharia e Ciência dos MateriaisZorzi, Janete EuniceTEXTTese Jaíne Webber.pdf.txtTese Jaíne Webber.pdf.txtExtracted texttext/plain298622https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/3579/3/Tese%20Ja%c3%adne%20Webber.pdf.txtfc46d82c5ccb64684438a5285dc26bb2MD53THUMBNAILTese Jaíne Webber.pdf.jpgTese Jaíne Webber.pdf.jpgGenerated Thumbnailimage/jpeg1536https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/3579/4/Tese%20Ja%c3%adne%20Webber.pdf.jpg97eeced02afef37d69e44e01e871712bMD54ORIGINALTese Jaíne Webber.pdfTese Jaíne Webber.pdfapplication/pdf5713678https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/3579/1/Tese%20Ja%c3%adne%20Webber.pdfdfe1a860fc3e157b47e59887bfac27a9MD51LICENSElicense.txtlicense.txttext/plain; charset=utf-81748https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/3579/2/license.txt8a4605be74aa9ea9d79846c1fba20a33MD5211338/35792018-08-17 07:40:30.941oai:repositorio.ucs.br:11338/3579Tk9URTogUExBQ0UgWU9VUiBPV04gTElDRU5TRSBIRVJFClRoaXMgc2FtcGxlIGxpY2Vuc2UgaXMgcHJvdmlkZWQgZm9yIGluZm9ybWF0aW9uYWwgcHVycG9zZXMgb25seS4KCk5PTi1FWENMVVNJVkUgRElTVFJJQlVUSU9OIExJQ0VOU0UKCkJ5IHNpZ25pbmcgYW5kIHN1Ym1pdHRpbmcgdGhpcyBsaWNlbnNlLCB5b3UgKHRoZSBhdXRob3Iocykgb3IgY29weXJpZ2h0Cm93bmVyKSBncmFudHMgdG8gRFNwYWNlIFVuaXZlcnNpdHkgKERTVSkgdGhlIG5vbi1leGNsdXNpdmUgcmlnaHQgdG8gcmVwcm9kdWNlLAp0cmFuc2xhdGUgKGFzIGRlZmluZWQgYmVsb3cpLCBhbmQvb3IgZGlzdHJpYnV0ZSB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gKGluY2x1ZGluZwp0aGUgYWJzdHJhY3QpIHdvcmxkd2lkZSBpbiBwcmludCBhbmQgZWxlY3Ryb25pYyBmb3JtYXQgYW5kIGluIGFueSBtZWRpdW0sCmluY2x1ZGluZyBidXQgbm90IGxpbWl0ZWQgdG8gYXVkaW8gb3IgdmlkZW8uCgpZb3UgYWdyZWUgdGhhdCBEU1UgbWF5LCB3aXRob3V0IGNoYW5naW5nIHRoZSBjb250ZW50LCB0cmFuc2xhdGUgdGhlCnN1Ym1pc3Npb24gdG8gYW55IG1lZGl1bSBvciBmb3JtYXQgZm9yIHRoZSBwdXJwb3NlIG9mIHByZXNlcnZhdGlvbi4KCllvdSBhbHNvIGFncmVlIHRoYXQgRFNVIG1heSBrZWVwIG1vcmUgdGhhbiBvbmUgY29weSBvZiB0aGlzIHN1Ym1pc3Npb24gZm9yCnB1cnBvc2VzIG9mIHNlY3VyaXR5LCBiYWNrLXVwIGFuZCBwcmVzZXJ2YXRpb24uCgpZb3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgdGhlIHN1Ym1pc3Npb24gaXMgeW91ciBvcmlnaW5hbCB3b3JrLCBhbmQgdGhhdCB5b3UgaGF2ZQp0aGUgcmlnaHQgdG8gZ3JhbnQgdGhlIHJpZ2h0cyBjb250YWluZWQgaW4gdGhpcyBsaWNlbnNlLiBZb3UgYWxzbyByZXByZXNlbnQKdGhhdCB5b3VyIHN1Ym1pc3Npb24gZG9lcyBub3QsIHRvIHRoZSBiZXN0IG9mIHlvdXIga25vd2xlZGdlLCBpbmZyaW5nZSB1cG9uCmFueW9uZSdzIGNvcHlyaWdodC4KCklmIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uIGNvbnRhaW5zIG1hdGVyaWFsIGZvciB3aGljaCB5b3UgZG8gbm90IGhvbGQgY29weXJpZ2h0LAp5b3UgcmVwcmVzZW50IHRoYXQgeW91IGhhdmUgb2J0YWluZWQgdGhlIHVucmVzdHJpY3RlZCBwZXJtaXNzaW9uIG9mIHRoZQpjb3B5cmlnaHQgb3duZXIgdG8gZ3JhbnQgRFNVIHRoZSByaWdodHMgcmVxdWlyZWQgYnkgdGhpcyBsaWNlbnNlLCBhbmQgdGhhdApzdWNoIHRoaXJkLXBhcnR5IG93bmVkIG1hdGVyaWFsIGlzIGNsZWFybHkgaWRlbnRpZmllZCBhbmQgYWNrbm93bGVkZ2VkCndpdGhpbiB0aGUgdGV4dCBvciBjb250ZW50IG9mIHRoZSBzdWJtaXNzaW9uLgoKSUYgVEhFIFNVQk1JU1NJT04gSVMgQkFTRUQgVVBPTiBXT1JLIFRIQVQgSEFTIEJFRU4gU1BPTlNPUkVEIE9SIFNVUFBPUlRFRApCWSBBTiBBR0VOQ1kgT1IgT1JHQU5JWkFUSU9OIE9USEVSIFRIQU4gRFNVLCBZT1UgUkVQUkVTRU5UIFRIQVQgWU9VIEhBVkUKRlVMRklMTEVEIEFOWSBSSUdIVCBPRiBSRVZJRVcgT1IgT1RIRVIgT0JMSUdBVElPTlMgUkVRVUlSRUQgQlkgU1VDSApDT05UUkFDVCBPUiBBR1JFRU1FTlQuCgpEU1Ugd2lsbCBjbGVhcmx5IGlkZW50aWZ5IHlvdXIgbmFtZShzKSBhcyB0aGUgYXV0aG9yKHMpIG9yIG93bmVyKHMpIG9mIHRoZQpzdWJtaXNzaW9uLCBhbmQgd2lsbCBub3QgbWFrZSBhbnkgYWx0ZXJhdGlvbiwgb3RoZXIgdGhhbiBhcyBhbGxvd2VkIGJ5IHRoaXMKbGljZW5zZSwgdG8geW91ciBzdWJtaXNzaW9uLgo=Repositório de Publicaçõeshttp://repositorio.ucs.br/oai/requestopendoar:2018-08-17T07:40:30Repositório Institucional da UCS - Universidade de Caxias do Sul (UCS)false
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