Variação linguística na Língua Brasileira de Sinais : um estudo comparativo em escolas de surdos no Sul do Brasil

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Santos, Marisol Cristina dos
Orientador(a): Fadanelli, Sabrina Bonqueves
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: eng
por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.ucs.br/11338/11714
Resumo: Viver em sociedade, relacionando os diferentes espaços de convivio, como escola, casa, trabalho, é um desafio. A variedade linguistica ali encontrada representa a riqueza da língua e a interação, porém poderá apresentar preconceitos e ideias erronaeas sobre a utilização feita pelas pessoas e cultura . Esta pesquisa de mestrado, realizada no Programa de Pós Graduação em Letras da UCS, tem por objetivo identificar como as regras fonológicas da Língua Brasileira de Sinais de duas comunidades de fala escolares se caracterizam como variantes. Para tal, foram escolhidas a Escola de Surdos Helen Keller e a Associação da Grande Florianópolis, ambas instituições responsáveis pela mediação do conhecimento aos surdos. Metodologicamente a pesquisa se inscreveu em uma abordagem qualitativa. Inicialmente foram selecionados 60 sinais relacionados com o ambiente escolar, através de vídeos de alunos obtidos com as escolas. A pesquisadora então se fotografou reproduzindo um recorte de quinze sinais que apresentavam variação. As variações foram analisadas com base na teoria Sociolinguística sobre variações linguísticas. A pesquisa incluiu principalmente o trabalho da área da Sociolinguística de Labov (2008), bem como autores da área da surdez como Quadros (2004), Strobel (2009), Stokoe (1960), entre outros. Concluiu-se que os alunos surdos utilizam-se de variantes linguísticas em seus discursos e que essas variações são um processo natural que ocorre na Libras. Embora a utilização das variações nas comunidades seja natural, dentro da escola, há uma fragilidade linguística por conta do desconhecimento das variações trazidas pelo aluno, sendo que o corpo docente pode vir a sentir necessidade de padronização. [resumo fornecido pelo autor]
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Metodologicamente a pesquisa se inscreveu em uma abordagem qualitativa. Inicialmente foram selecionados 60 sinais relacionados com o ambiente escolar, através de vídeos de alunos obtidos com as escolas. A pesquisadora então se fotografou reproduzindo um recorte de quinze sinais que apresentavam variação. As variações foram analisadas com base na teoria Sociolinguística sobre variações linguísticas. A pesquisa incluiu principalmente o trabalho da área da Sociolinguística de Labov (2008), bem como autores da área da surdez como Quadros (2004), Strobel (2009), Stokoe (1960), entre outros. Concluiu-se que os alunos surdos utilizam-se de variantes linguísticas em seus discursos e que essas variações são um processo natural que ocorre na Libras. Embora a utilização das variações nas comunidades seja natural, dentro da escola, há uma fragilidade linguística por conta do desconhecimento das variações trazidas pelo aluno, sendo que o corpo docente pode vir a sentir necessidade de padronização. [resumo fornecido pelo autor]Living in society, connecting the different centers of coexistence: school, home, work, friendships, is a challenge. The linguistic variety found in each of these issues represents the richness of the interactions; however, can also show prejudices and wrong ideas about the use of these interactions. This research, carried out under the Master?s Degree Program in Languages at Universidade de Caxias do Sul, has the goal of identifying how the phonological rules of the Brazilian Sign Language (Libras) of two school communities' speeches characterize as variants. For such, the Helen Keller School for the Deaf and the Association of Great Florianópolis were chosen, both responsible for mediating knowledge to the deaf. Methodologically, the research was based on a qualitative approach. Initially, 60 signs related to the school environment were selected, through videos of students obtained from schools. The researcher then photographed herself reproducing a clipping of fifteen signals that presented variation. Linguistic variations in sign languages were analyzed under the Sociolinguistics perspective. The research included mainly the work of Sociolinguistics author Labov (2008), as well as authors of the area of deafness such as Quadros (2004), Strobel (2009), Stokoe (1960), among others. It was concluded that deaf students make use of linguistic variations in their discourses, and these variations are a natural process that occur in Libras. Despite the use of variations in communities being natural, inside the school there is a linguistic fragility caused by unfamiliarity of the variations held by students, since teachers feels the need for standardization. [resumo fornecido pelo autor]engporLíngua Brasileira de SinaisSurdos - EducaçãoBrazilian sign languageLanguage and languages - VariationDeaf - EducationVariação linguística na Língua Brasileira de Sinais : um estudo comparativo em escolas de surdos no Sul do Brasilinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttps://lattes.cnpq.br/8867407439572772SANTOS, M. 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