Atividade biológica da Biflorina, uma e-naftoquinona isolada das raízes da Capraria biflora L., em células tumorais e não tumorais
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.ucs.br/handle/11338/681 |
Resumo: | A biflorina é uma o-naftoquinona que apresenta uma variedade de atividades biológicas, entre as quais pode-se destacar a atividade antitumoral. Esta molécula é obtida a partir das raízes da planta Capraria biflora L.(Schrophulariaceae) originária das Antilhas e América do Sul e habita zonas temperada e tropical. No continente europeu é muito usada como ornamento. No Brasil, pode ser encontrada nos Estados de Goiás, Minas Gerais e na faixa litorânea entre o Piauí até o Espírito Santo. O presente trabalho traz informações referentes aos primeiros estudos de caracterização estrutural até os mais recentes relatos sobre a atividade biológica desta molécula. Neste trabalho avaliamos os efeitos citotóxicos e detecção de apoptose tardia por análise in situ de células tratadas com a biflorina. Para isso utilizamos a linhagem tumoral HeLa e a não tumoral HEK-293 tratadas com biflorina nas concentrações de 5 - 50 μg/mL por 24h, 48h e 72h. A citotoxicidade foi avaliada exclusivamente para o tratamento de 48h em seis linhagens celulares diferentes sendo elas: Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293. Os resultados mostraram citotoxicidade seletiva da biflorina contra a linhagem não tumoral HEK-293 (IC50 = 56,01 ± 1,17 μg/mL) comparada com todas as linhagens de células tumorais analisadas, com IC50 variando de 29,44 ± 1,32 μg/mL até 47,37 ± 3,21 μg/mL. Modificações morfológicas em células HeLa foram observadas após o tratamento de 48 horas com biflorina de acordo com o aumento da concentração (5-50 μg/mL). Além disso, na maior parte dos casos, observou-se um incremento do estágio de apoptose tardia, na análise in situ da imunocoloração de anexina V de todas as linhagens (Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293) após tratamento com a biflorina. A apoptose tardia para HEK-293 (77,69 ± 6,68%) foi mais evidente em concentrações mais elevadas de biflorina em comparação com as linhagens tumorais testadas. Os resultados indicam que a biflorina mostrou uma importante citotoxicidade contra linhagens de células tumorais. No entanto, mais estudos são necessários para entender melhor os mecanismos envolvidos na citotoxicidade e morte celular programada. |
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Wisintainer, Gabrielle Gianna Nunes De SouzaDillon, Aldo José PinheiroPrá, DanielSpada, Patrícia Kelly Wilmsen Dalla SantaEly, Mariana RoeschHenriques, João Antonio Pêgas2014-06-16T12:51:14Z2014-06-16T12:51:14Z2014-06-162013-10-28https://repositorio.ucs.br/handle/11338/681A biflorina é uma o-naftoquinona que apresenta uma variedade de atividades biológicas, entre as quais pode-se destacar a atividade antitumoral. Esta molécula é obtida a partir das raízes da planta Capraria biflora L.(Schrophulariaceae) originária das Antilhas e América do Sul e habita zonas temperada e tropical. No continente europeu é muito usada como ornamento. No Brasil, pode ser encontrada nos Estados de Goiás, Minas Gerais e na faixa litorânea entre o Piauí até o Espírito Santo. O presente trabalho traz informações referentes aos primeiros estudos de caracterização estrutural até os mais recentes relatos sobre a atividade biológica desta molécula. Neste trabalho avaliamos os efeitos citotóxicos e detecção de apoptose tardia por análise in situ de células tratadas com a biflorina. Para isso utilizamos a linhagem tumoral HeLa e a não tumoral HEK-293 tratadas com biflorina nas concentrações de 5 - 50 μg/mL por 24h, 48h e 72h. A citotoxicidade foi avaliada exclusivamente para o tratamento de 48h em seis linhagens celulares diferentes sendo elas: Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293. Os resultados mostraram citotoxicidade seletiva da biflorina contra a linhagem não tumoral HEK-293 (IC50 = 56,01 ± 1,17 μg/mL) comparada com todas as linhagens de células tumorais analisadas, com IC50 variando de 29,44 ± 1,32 μg/mL até 47,37 ± 3,21 μg/mL. Modificações morfológicas em células HeLa foram observadas após o tratamento de 48 horas com biflorina de acordo com o aumento da concentração (5-50 μg/mL). Além disso, na maior parte dos casos, observou-se um incremento do estágio de apoptose tardia, na análise in situ da imunocoloração de anexina V de todas as linhagens (Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293) após tratamento com a biflorina. A apoptose tardia para HEK-293 (77,69 ± 6,68%) foi mais evidente em concentrações mais elevadas de biflorina em comparação com as linhagens tumorais testadas. Os resultados indicam que a biflorina mostrou uma importante citotoxicidade contra linhagens de células tumorais. No entanto, mais estudos são necessários para entender melhor os mecanismos envolvidos na citotoxicidade e morte celular programada.Biflorin is an o-naphthoquinone with proven cytotoxic effects on tumor cells with antimicrobial, antitumor and antimutagenic activities. Biflorin is an isolated compound taken from the roots of the plant Capraria biflora L. (Schrophulariaceae), indigenous of the West Indies and South America, that inhabits temperate and tropical areas. In the European continent, this plant is used as an ornament. In Brazil, it can be found in the states of Goiás, Minas Gerais and the coastal strip between Piauí in the Northeast, and it extends to the states of Ceará, Pernambuco, Pará and Espírito Santo. In this work, we report the information related to the first structural characterization studies, as well as the latest reports concerning the biological activity of this molecule. It was work verified the cytotoxic effects of biflorin and detection of late apoptosis by in situ analysis. Initially, tumor HeLa and non-tumor HEK-293 cells were treated with biflorin for 24h, 48h and 72h at a range of 5-50 μg/mL. The cytotoxicity was further evaluated exclusively for 48h treatment on six different cell lines Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 and HEK-293. The results indicate that biflorin showed selective cytotoxicity against non-tumor line HEK-293 (IC50 = 56,01 ± 1,17 μg/mL) compared to all tumor cells analyzed in a concentration dependent manner, with IC50 ranging from 29.44 ± 1.32 μg/mL to 47,37 ± 3,21 μg/mL. Substantial morphological changes in HeLa cells were observed after 48h treatment with biflorin with increased concentrations (5- 50 μg/mL) of extract. In addition, in situ immunostaining of annexin V showed that all lines were majority seen at late apoptotic stages in a dose-dependent manner. Late apoptosis for HEK-293 was more evident (77.69 ± 6.68%) at higher extract concentrations compared to all tumor lines tested. The data here presented indicate that biflorin showed an important cytotoxicity against tumor cell lines. However, more studies are needed to better understand the pathways involved in programmed cell death.CitologiaScrophulariaceaeNaftoquinonaAtividade biológica da Biflorina, uma e-naftoquinona isolada das raízes da Capraria biflora L., em células tumorais e não tumoraisinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesisporreponame:Repositório Institucional da UCSinstname:Universidade de Caxias do Sul (UCS)instacron:UCSinfo:eu-repo/semantics/openAccessUniversidade de Caxias do Sulhttp://lattes.cnpq.br/3239404252049106SOUZA, Gabrielle Gianna Nunes dePrograma de Pós-Graduação em BiotecnologiaTEXTDissertacao Gabrielle Gianna N. S. Wisintainer.pdf.txtDissertacao Gabrielle Gianna N. S. Wisintainer.pdf.txtExtracted texttext/plain103772https://repositorio.ucs.br/xmlui/bitstream/11338/681/3/Dissertacao%20Gabrielle%20Gianna%20N.%20S.%20Wisintainer.pdf.txt01ccb01d02de76a7cd3db1c05556042aMD53THUMBNAILDissertacao Gabrielle Gianna N. S. 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A biflorina é uma o-naftoquinona que apresenta uma variedade de atividades biológicas, entre as quais pode-se destacar a atividade antitumoral. Esta molécula é obtida a partir das raízes da planta Capraria biflora L.(Schrophulariaceae) originária das Antilhas e América do Sul e habita zonas temperada e tropical. No continente europeu é muito usada como ornamento. No Brasil, pode ser encontrada nos Estados de Goiás, Minas Gerais e na faixa litorânea entre o Piauí até o Espírito Santo. O presente trabalho traz informações referentes aos primeiros estudos de caracterização estrutural até os mais recentes relatos sobre a atividade biológica desta molécula. Neste trabalho avaliamos os efeitos citotóxicos e detecção de apoptose tardia por análise in situ de células tratadas com a biflorina. Para isso utilizamos a linhagem tumoral HeLa e a não tumoral HEK-293 tratadas com biflorina nas concentrações de 5 - 50 μg/mL por 24h, 48h e 72h. A citotoxicidade foi avaliada exclusivamente para o tratamento de 48h em seis linhagens celulares diferentes sendo elas: Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293. Os resultados mostraram citotoxicidade seletiva da biflorina contra a linhagem não tumoral HEK-293 (IC50 = 56,01 ± 1,17 μg/mL) comparada com todas as linhagens de células tumorais analisadas, com IC50 variando de 29,44 ± 1,32 μg/mL até 47,37 ± 3,21 μg/mL. Modificações morfológicas em células HeLa foram observadas após o tratamento de 48 horas com biflorina de acordo com o aumento da concentração (5-50 μg/mL). Além disso, na maior parte dos casos, observou-se um incremento do estágio de apoptose tardia, na análise in situ da imunocoloração de anexina V de todas as linhagens (Hep-2, HeLa, HT-29, A-375, A-549 e HEK-293) após tratamento com a biflorina. A apoptose tardia para HEK-293 (77,69 ± 6,68%) foi mais evidente em concentrações mais elevadas de biflorina em comparação com as linhagens tumorais testadas. Os resultados indicam que a biflorina mostrou uma importante citotoxicidade contra linhagens de células tumorais. No entanto, mais estudos são necessários para entender melhor os mecanismos envolvidos na citotoxicidade e morte celular programada. |
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