Associação entre exposição a fatores de risco ambientais e psoríase

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Bonatto, Mayara Reis de Oliveira
Orientador(a): Silva, Emerson Rodrigues da
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Palavras-chave em Inglês:
Link de acesso: https://repositorio.ucs.br/11338/11458
Resumo: Introdução e justificativa: A psoríase é uma doença inflamatória crônica da pele que afeta 0,91 a 8,5% dos adultos. A predisposição genética desempenha um importante papel na doença, associada a fatores ambientais e comportamentais. Dos fatores ambientais, não existem estudos relacionados a poluentes, o que é importante saber para que medidas de saúde pública possam ser tomadas para o controle desses. Objetivos: Avaliar as exposições ambientais mais frequentes associadas à psoríase em indivíduos afetados pela doença em ambulatório de dermatologia de referência na serra gaúcha localizado no Centro Clínico da Universidade de Caxias do Sul (UCS) Metodologia: Estudo de caso-controle, avaliando dois grupos de indivíduos adultos por meio de anamnese focada em aspectos ambientais, baseada em documento proposto pela Organização Mundial de Saúde (OMS), atualizado em 2008. O diagnóstico de psoríase será feito por dermatologista, baseado em critérios da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Resultados: Foram avaliados 144 indivíduos, 48 do grupo com psoríase e 96 do grupo controle. Os dois grupos foram semelhantes nas principais características avaliadas, mas a escolaridade foi maior no grupo de casos (p<0,01) além de haver um maior número de pessoas habitando o mesmo domicílio (p=0,02). Outros fatores também estiveram presentes nos indivíduos com psoríase, como tabagismo (p=0,04), menor prática de atividade física (p=0,05), irmãos com doença de pele (p<0,01) e estresse (p=0,04). Houve associação de fatores de risco ambientais, relacionados à urbanização, com o grupo de casos: tráfego pesado em casa (p<0,01) e no trabalho (p=0,02), além de cheiro de fumaça no trabalho (p=0,05). Já no grupo controle, a associação foi maior com o ambiente rural: plantação em casa (p<0,01) e no trabalho (p=0,01). Não houve diferença estatisticamente significativa quanto às demais variáveis avaliadas. Conclusão: Os resultados desse estudo mostraram que pacientes com psoríase apresentaram um perfil mais urbano, estando mais próximos de tráfego pesado de carros e cheiro de fumaça no trabalho. Além disso, apresentaram menor contato com plantações. [resumo fornecido pelo autor]
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