Treinamento intervalado no limite inferior e superior do domínio severo: efeitos sobre variáveis fisiológicas e desempenho no ciclismo
| Ano de defesa: | 2013 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24756 |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi observar os efeitos do treinamento intervalado realizado no limite inferior e superior do domínio severo sobre variáveis fisiológicas e desempenho no ciclismo. Após teste incremental, determinação da potência crítica (PC) e da maior intensidade em que o VO2max é alcançado (ISUP), teste de Wingate e Contra-relógio de 250kJ, os sujeitos foram divididos em dois grupos de treinamento, que foi realizado três vezes por semana, em um período de quatro semanas. Um grupo treinou em intensidade 5% acima da PC (Grupo 105%PC, n = 8) e outro na intensidade de ISUP (Grupo ISUP, n = 8). A sessão de treinamento na ISUP provocou maiores concentrações de lactato sanguíneo, frequência cardíaca e tempo próximo ao VO2max comparado ao grupo 105%PC (p ≤ 0,05), sem diferenças no trabalho total realizado nas sessões de treinamento entre os grupos. Os grupos ISUP e 105%PC obtiveram similar adaptação (p < 0,05) na potência pico do teste incremental (ISUP: 266 ± 40; 294 ± 38W vs. 105%PC: 254 ± 36; 283 ± 32W), limiar anaeróbio (ISUP: 154 ± 42; 184 ± 36W vs. 105%PC: 145 ± 44; 170 ± 31W), PC (ISUP: 209 ± 47; 233 ± 35W vs. 105%PC: 198 ± 26 vs. 222 ± 28W), ISUP (ISUP 338 ± 51; 357 ± 51W vs. 105%PC: 319 ± 33; 340 ± 33W), VO2max relativo (ISUP: 47,5 ± 5,7; 50,7 ± 6,9ml/kg/min-1 vs. 105%PC: 47,2 ± 3,9; 48,8 ± 3,7ml/kg/min-1) e tempo de prova de contra-relógio de 250kJ (ISUP: 1137 ± 217; 1019 ± 182s vs. 105%PC: 1188 ± 180; 1072 ± 171s). Ambos os grupos não provocaram adaptações na capacidade de trabalho acima da PC, menor tempo em que o VO2max é alcançado e índice de fadiga do teste de Wingate (p > 0,05). Apenas o grupo ISUP provocou melhoras significantes no VO2max absoluto (ISUP: 3558 ± 446; 3790 ± 496 ml/min-1 vs. 105%PC: 3638 ± 388; 3708 ± 390ml/min- 1), limiar de lactato (ISUP: 66 ± 27; 98 ± 28W vs. 105%PC: 69 ± 18; 100 ± 20W) e potência pico (ISUP: 894 ± 111; 951 ± 124W vs. 105%PC: 918 ± 119; 924 ± 122W) e média (ISUP: 705 ± 65; 743 ± 79W vs. 105%PC: 729 ± 79; 736 ± 81W) do teste de Wingate (p < 0,05). Em conclusão, a maior e menor intensidade do domínio severo foram de igual eficiência para melhora nos principais índices fisiológicos aeróbios como no desempenho aeróbio de média duração (~18min). Entretanto, apenas o grupo de treinamento no limite superior do domínio severo provocou melhoras nos parâmetros anaeróbios no teste de Wingate. Dessa forma, o treinamento na ISUP parece ser vantajoso em relação a 105%PC quando o objetivo do treinamento é melhorar também o desempenho anaeróbio no ciclismo. |
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O objetivo deste estudo foi observar os efeitos do treinamento intervalado realizado no limite inferior e superior do domínio severo sobre variáveis fisiológicas e desempenho no ciclismo. Após teste incremental, determinação da potência crítica (PC) e da maior intensidade em que o VO2max é alcançado (ISUP), teste de Wingate e Contra-relógio de 250kJ, os sujeitos foram divididos em dois grupos de treinamento, que foi realizado três vezes por semana, em um período de quatro semanas. Um grupo treinou em intensidade 5% acima da PC (Grupo 105%PC, n = 8) e outro na intensidade de ISUP (Grupo ISUP, n = 8). A sessão de treinamento na ISUP provocou maiores concentrações de lactato sanguíneo, frequência cardíaca e tempo próximo ao VO2max comparado ao grupo 105%PC (p ≤ 0,05), sem diferenças no trabalho total realizado nas sessões de treinamento entre os grupos. Os grupos ISUP e 105%PC obtiveram similar adaptação (p < 0,05) na potência pico do teste incremental (ISUP: 266 ± 40; 294 ± 38W vs. 105%PC: 254 ± 36; 283 ± 32W), limiar anaeróbio (ISUP: 154 ± 42; 184 ± 36W vs. 105%PC: 145 ± 44; 170 ± 31W), PC (ISUP: 209 ± 47; 233 ± 35W vs. 105%PC: 198 ± 26 vs. 222 ± 28W), ISUP (ISUP 338 ± 51; 357 ± 51W vs. 105%PC: 319 ± 33; 340 ± 33W), VO2max relativo (ISUP: 47,5 ± 5,7; 50,7 ± 6,9ml/kg/min-1 vs. 105%PC: 47,2 ± 3,9; 48,8 ± 3,7ml/kg/min-1) e tempo de prova de contra-relógio de 250kJ (ISUP: 1137 ± 217; 1019 ± 182s vs. 105%PC: 1188 ± 180; 1072 ± 171s). Ambos os grupos não provocaram adaptações na capacidade de trabalho acima da PC, menor tempo em que o VO2max é alcançado e índice de fadiga do teste de Wingate (p > 0,05). Apenas o grupo ISUP provocou melhoras significantes no VO2max absoluto (ISUP: 3558 ± 446; 3790 ± 496 ml/min-1 vs. 105%PC: 3638 ± 388; 3708 ± 390ml/min- 1), limiar de lactato (ISUP: 66 ± 27; 98 ± 28W vs. 105%PC: 69 ± 18; 100 ± 20W) e potência pico (ISUP: 894 ± 111; 951 ± 124W vs. 105%PC: 918 ± 119; 924 ± 122W) e média (ISUP: 705 ± 65; 743 ± 79W vs. 105%PC: 729 ± 79; 736 ± 81W) do teste de Wingate (p < 0,05). Em conclusão, a maior e menor intensidade do domínio severo foram de igual eficiência para melhora nos principais índices fisiológicos aeróbios como no desempenho aeróbio de média duração (~18min). Entretanto, apenas o grupo de treinamento no limite superior do domínio severo provocou melhoras nos parâmetros anaeróbios no teste de Wingate. Dessa forma, o treinamento na ISUP parece ser vantajoso em relação a 105%PC quando o objetivo do treinamento é melhorar também o desempenho anaeróbio no ciclismo. |
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