Construção de um modelo biopsicossocial para avaliação dos fatores mediadores da relação entre competência motora e problemas internalizantes: baseado na Hpótese do Estresse Ambiental

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Medeiros, Pâmella de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000w6nm
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23067
Resumo: A Hipótese do Estresse Ambiental se caracteriza por uma estrutura flexível para compreender os fatores que medeiam a relação entre competência motora e saúde mental, especificamente problemas internalizantes, e propõe que estressores interpessoais, recursos sociais e pessoais exercem um papel fundamental na compreensão dessa relação, como potenciais mediadores. Assim, o objetivo deste estudo foi investigar a relação entre competência motora e fatores psicossociais de crianças de 7 a 10 anos com por meio da Hipótese do Estresse Ambiental. Este é um estudo descritivo de corte transversal. Participaram deste estudo transversal 439 crianças com idades entre 7 e 10 anos (̄=8,94; DP=1,03), sendo 197 meninos e 242 meninas de uma escola Estadual de Florianópolis, Santa Catarina. Os instrumento utilizados neste estudo foram a Movement Assessment Battery for Children 2°edição, o Questionário de capacidades e dificuldades, o Questionário Critério Brasil para classificação socioeconômica – ABEP/BRASIL, a Escala Subjetiva de Status Social em Sala de Aula, segundo o método sociométrico, a Escala MacArthur de Status Social Subjetivo, o Roteiro de Avaliação do Senso da Autoeficácia – RASAE, o Inventário Pediátrico de Qualidade de Vida e o Questionário de Atividade Física para crianças. Os resultados do presente estudo trazem indícios de que crianças com baixa competência motora apresentam menor status social auto percebido, menor senso de autoeficácia, menor funcionamento social, escolar e menor qualidade de vida relacionada à saúde. Tiveram mais chances de serem rejeitadas, controversas e negligenciadas pelos pares, bem como tiveram mais chances de apresentarem problemas internalizantes e externalizantes. Foi possível identificar que a autoeficácia, problemas externalizantes, qualidade de vida psicossocial e comportamento pró-social, são vias de mediação entre competência motora e problemas internalizantes. A partir disso, cabe ao professor de Educação Física criar estratégias e ter um olhar atento para as crianças com baixa competência motora, desenvolvendo junto à comunidade – pais, professores e profissionais da saúde - uma rede de apoio para tentar controlar e minimizar os efeitos negativos desse problema, proporcionando assim, o máximo desenvolvimento do bem-estar, da saúde e da qualidade de vida.
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