Avaliação da atividade antineoplásica in vivo da goiaba-serrana (acca sellowiana).
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22688 |
Resumo: | A quimioterapia é uma das principais formas de tratamento do câncer. No entanto, as drogas utilizadas em protocolos quimioterápicos apresentam baixo índice terapêutico e alta citotoxicidade, exercendo seus efeitos tanto sobre células mutadas quanto sobre células normais, levando a inúmeros efeitos adversos. Assim, se faz necessária a constante pesquisa de compostos com atividade antitumoral que apresentem maior seletividade e menor citotoxicidade, e nesse aspecto produtos naturais ganham muita notoriedade. Acca sellowiana (Myrtaceae), conhecida popularmente como “goiaba serrana”, ou “feijoa”, é uma planta comum na região serrana catarinense, reconhecida por suas propriedades medicinais e que vem sendo investigada devido ao seu potencial terapêutico. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antitumoral de extratos hidroetanólicos 70:30 (v/v) de Acca sellowiana (EHEAs), no modelo de carcinoma sólido de Ehrlich em camundongos. Células de Ehrlich foram inoculadas no membro pélvico direito (2x106 células, s.c.) em camundongos Swiss fêmeas. Os animais foram tratados com veículo (10 mg/kg, v.o.), EHEAs da casca do fruto e folhas da planta (300 mg/kg, v.o.), ou metotrexato (2,5 mg/kg, i.p. a cada 3 dias) por 7 dias de pré-tratamento, seguido de 14 dias de tratamento após a inoculação do tumor, totalizando 21 dias. Após este período, os animais foram eutanásiados, e realizada a coleta de materiais biológicos: sangue, tumor, fígado, coração e rins. EHEAs foram capazes de inibir o crescimento tumoral, em ambos tratamentos testados principalmente o extrato da casca do fruto, quando comparados ao grupo veículo. Apesar de apresentarem atividade antitumoral significativa, o EHEAs das folhas provocou diminuição do peso corporal dos animais, efeito indesejado no tratamento de neoplasias. Foram realizadas análises dos parâmetros de estresse oxidativo: CAT, SOD, GSH, GST e TBARS, entretanto, não foram observadas diferenças significativas nos grupos tratados com EHEAs quando comparados com o grupo veículo. Foi determinado níveis de citocinas inflamatórias no tecido tumoral e hepático, através da dosagem dos níveis de TNF-α e IL-6, e evidenciada a redução na produção da IL-6 no tecido tumoral nos grupos tratados com EHEAs, indicando que a modulação de IL- 6 esta envolvida com angiogênese e desenvolvimento do microambiente tumoral. Análises dos parâmetros de bioquímica plasmática também apresentaram algumas alterações entre os grupos, porém permanecendo dentro dos limites para a espécie estudada. Avaliação histopatológica revelou intrínseco à neoplasia, necrose multifocal a coalescente de intensidade discreta a acentuada acompanhada por infiltrado de neutrófilos, e menor número de linfócitos, plasmócitos e macrófagos, possibilitando observar que os grupos tratados com EHEAs apresentava menor predominância de necrose e infiltrado em comparação ao grupo controle. A caracterização química dos EHEAs das folhas e da casca do fruto, revelaram a presença de saponinas, taninos condensados e fenóis totais em ambos extratos, além de identificar alguns dos principais componentes majoritários da planta, como a flavona na casca do fruto e a quercetrina nas folhas, por meio de cromatografia líquida de ultra-alta eficiência acoplada a um detector de arranjo de diodos (UPLC-PDA). Esses resultados demonstram que os EHEAs possuem um efeito antitumoral significativo, não resultando em alterações no sistema antioxidante. São necessários mais estudos para elucidar o mecanismo de ação que os componentes majoritários identificados na planta utilizam para provocar atenuação do desenvolvimento tumoral, com a finalidade de tornar essa espécie benéfica para o tratamento contra o câncer. |
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O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antitumoral de extratos hidroetanólicos 70:30 (v/v) de Acca sellowiana (EHEAs), no modelo de carcinoma sólido de Ehrlich em camundongos. Células de Ehrlich foram inoculadas no membro pélvico direito (2x106 células, s.c.) em camundongos Swiss fêmeas. Os animais foram tratados com veículo (10 mg/kg, v.o.), EHEAs da casca do fruto e folhas da planta (300 mg/kg, v.o.), ou metotrexato (2,5 mg/kg, i.p. a cada 3 dias) por 7 dias de pré-tratamento, seguido de 14 dias de tratamento após a inoculação do tumor, totalizando 21 dias. Após este período, os animais foram eutanásiados, e realizada a coleta de materiais biológicos: sangue, tumor, fígado, coração e rins. EHEAs foram capazes de inibir o crescimento tumoral, em ambos tratamentos testados principalmente o extrato da casca do fruto, quando comparados ao grupo veículo. Apesar de apresentarem atividade antitumoral significativa, o EHEAs das folhas provocou diminuição do peso corporal dos animais, efeito indesejado no tratamento de neoplasias. Foram realizadas análises dos parâmetros de estresse oxidativo: CAT, SOD, GSH, GST e TBARS, entretanto, não foram observadas diferenças significativas nos grupos tratados com EHEAs quando comparados com o grupo veículo. Foi determinado níveis de citocinas inflamatórias no tecido tumoral e hepático, através da dosagem dos níveis de TNF-α e IL-6, e evidenciada a redução na produção da IL-6 no tecido tumoral nos grupos tratados com EHEAs, indicando que a modulação de IL- 6 esta envolvida com angiogênese e desenvolvimento do microambiente tumoral. Análises dos parâmetros de bioquímica plasmática também apresentaram algumas alterações entre os grupos, porém permanecendo dentro dos limites para a espécie estudada. Avaliação histopatológica revelou intrínseco à neoplasia, necrose multifocal a coalescente de intensidade discreta a acentuada acompanhada por infiltrado de neutrófilos, e menor número de linfócitos, plasmócitos e macrófagos, possibilitando observar que os grupos tratados com EHEAs apresentava menor predominância de necrose e infiltrado em comparação ao grupo controle. A caracterização química dos EHEAs das folhas e da casca do fruto, revelaram a presença de saponinas, taninos condensados e fenóis totais em ambos extratos, além de identificar alguns dos principais componentes majoritários da planta, como a flavona na casca do fruto e a quercetrina nas folhas, por meio de cromatografia líquida de ultra-alta eficiência acoplada a um detector de arranjo de diodos (UPLC-PDA). Esses resultados demonstram que os EHEAs possuem um efeito antitumoral significativo, não resultando em alterações no sistema antioxidante. São necessários mais estudos para elucidar o mecanismo de ação que os componentes majoritários identificados na planta utilizam para provocar atenuação do desenvolvimento tumoral, com a finalidade de tornar essa espécie benéfica para o tratamento contra o câncer.Pereira, Amanda Leite BastosSiqueira, Roberta Dich2025-08-18T16:24:07Z2023info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis87application/pdfSIQUEIRA, Roberta Dich. <b>Avaliação da atividade antineoplásica in vivo da goiaba-serrana (acca sellowiana).</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação Multicêntrico em Bioquímica e Biologia Molecular) - Udesc, Lages SC, 2023. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22688. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22688ark:/33523/001300000fr54Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-08-20T06:03:41Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/22688Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-08-20T06:03:41Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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A quimioterapia é uma das principais formas de tratamento do câncer. No entanto, as drogas utilizadas em protocolos quimioterápicos apresentam baixo índice terapêutico e alta citotoxicidade, exercendo seus efeitos tanto sobre células mutadas quanto sobre células normais, levando a inúmeros efeitos adversos. Assim, se faz necessária a constante pesquisa de compostos com atividade antitumoral que apresentem maior seletividade e menor citotoxicidade, e nesse aspecto produtos naturais ganham muita notoriedade. Acca sellowiana (Myrtaceae), conhecida popularmente como “goiaba serrana”, ou “feijoa”, é uma planta comum na região serrana catarinense, reconhecida por suas propriedades medicinais e que vem sendo investigada devido ao seu potencial terapêutico. O objetivo deste estudo foi avaliar a atividade antitumoral de extratos hidroetanólicos 70:30 (v/v) de Acca sellowiana (EHEAs), no modelo de carcinoma sólido de Ehrlich em camundongos. Células de Ehrlich foram inoculadas no membro pélvico direito (2x106 células, s.c.) em camundongos Swiss fêmeas. Os animais foram tratados com veículo (10 mg/kg, v.o.), EHEAs da casca do fruto e folhas da planta (300 mg/kg, v.o.), ou metotrexato (2,5 mg/kg, i.p. a cada 3 dias) por 7 dias de pré-tratamento, seguido de 14 dias de tratamento após a inoculação do tumor, totalizando 21 dias. Após este período, os animais foram eutanásiados, e realizada a coleta de materiais biológicos: sangue, tumor, fígado, coração e rins. EHEAs foram capazes de inibir o crescimento tumoral, em ambos tratamentos testados principalmente o extrato da casca do fruto, quando comparados ao grupo veículo. Apesar de apresentarem atividade antitumoral significativa, o EHEAs das folhas provocou diminuição do peso corporal dos animais, efeito indesejado no tratamento de neoplasias. Foram realizadas análises dos parâmetros de estresse oxidativo: CAT, SOD, GSH, GST e TBARS, entretanto, não foram observadas diferenças significativas nos grupos tratados com EHEAs quando comparados com o grupo veículo. Foi determinado níveis de citocinas inflamatórias no tecido tumoral e hepático, através da dosagem dos níveis de TNF-α e IL-6, e evidenciada a redução na produção da IL-6 no tecido tumoral nos grupos tratados com EHEAs, indicando que a modulação de IL- 6 esta envolvida com angiogênese e desenvolvimento do microambiente tumoral. Análises dos parâmetros de bioquímica plasmática também apresentaram algumas alterações entre os grupos, porém permanecendo dentro dos limites para a espécie estudada. Avaliação histopatológica revelou intrínseco à neoplasia, necrose multifocal a coalescente de intensidade discreta a acentuada acompanhada por infiltrado de neutrófilos, e menor número de linfócitos, plasmócitos e macrófagos, possibilitando observar que os grupos tratados com EHEAs apresentava menor predominância de necrose e infiltrado em comparação ao grupo controle. A caracterização química dos EHEAs das folhas e da casca do fruto, revelaram a presença de saponinas, taninos condensados e fenóis totais em ambos extratos, além de identificar alguns dos principais componentes majoritários da planta, como a flavona na casca do fruto e a quercetrina nas folhas, por meio de cromatografia líquida de ultra-alta eficiência acoplada a um detector de arranjo de diodos (UPLC-PDA). Esses resultados demonstram que os EHEAs possuem um efeito antitumoral significativo, não resultando em alterações no sistema antioxidante. São necessários mais estudos para elucidar o mecanismo de ação que os componentes majoritários identificados na planta utilizam para provocar atenuação do desenvolvimento tumoral, com a finalidade de tornar essa espécie benéfica para o tratamento contra o câncer. |
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