Atividade física, qualidade de vida e fatores associados em mulheres após o diagnóstico do câncer de mama
| Ano de defesa: | 2016 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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Não Informado pela instituição
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24197 |
Resumo: | Objetivo: Analisar a relação entre a atividade física, qualidade de vida, sintomas depressivos e fatores associados em mulheres diagnosticadas com câncer de mama em tratamento ou após o tratamento no Centro de Pesquisas Oncológicas – CEPON. Metodologia: Esta pesquisa teve dois desenhos: a) observacional analítico transversal, com uma amostra de 182 mulheres (56,9±9,4 anos) diagnosticadas com câncer de mama em tratamento clínico ou após a finalização do mesmo no CEPON; e b) ensaio clínico não randomizado, composto por 19 mulheres, divididas em grupo experimental (n=8) submetido à uma intervenção de 12 semanas com a dança do ventre, e um grupo controle (n=11) que continou com suas atividades de rotina. Para a coleta dos dados em ambos os desenhos metodológicos utilizou-se um questionário aplicado em formato de entrevista, dividido em sete partes: informações gerais (Caracterização das mulheres); atividade física (IPAQ - versão curta); qualidade de vida (C30 - EORTC QLQ-C30 e o EORTC QLQ-BR23); fadiga (Escala de Fadiga de Piper), sintomas depressivos (Inventário de BECK), autoestima (Escala de Autoestima de Rosenberg) e imagem corporal (Body Image after Breast Cancer - BIBCQ). A análise estatística foi realizada por meio dos testes: Qui quadrado, Teste Exato de Fisher, Teste T para amostras independentes, U de Mann Whitney, Regressão linear múltipla, Regressão de Poisson com variância robusta, Regressão logística binária, Anova Two way com medidas repetidas e Teste de comparação de Sydak, com nível de significância de 5%. Resultados: Quando observadas as mulheres após o diagnóstico do câncer de mama em relação aos sintomas depressivos, 49,2% se mostrou com presença destes sintomas. Evidenciando aquelas com ensino fundamental com maior prevalência dos sintomas depressivos (p=0,030), assim como aquelas com piores escores na imagem corporal, nas escalas de limitações (p=0,004), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,003). Ao investigar a influência do tipo de cirurgia na qualidade de vida e imagem corporal das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, percebeu-se que a cirurgia radical implicou em piores escores para as duas variáveis. Nomeadamente para a qualidade de vida nas subescalas de função física (p=0,012), dor (p=0,014), escala funcional (p=0,010), subescala de imagem corporal (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,011), e na imagem corporal, nas escalas de vulnerabilidade (p=0,038), estigma corporal (p<0,001), limitações (p=0,034), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,002). Dentre as mulheres que realizaram a cirurgia radical e não foram submetidas à reconstrução mamária, observou-se piores escores na função sexual (p=0,002) da qualidade de vida, e na escala do estigma corporal da imagem corporal (p<0,001) quando comparadas aquelas que haviam sido submetidas à reconstrução mamária. Em relação à investigação da prática de atividade física, 69,5% das mulheres que compuseram este estudo encontravam-se como insuficientemente ativas. Quando observada a diferença entre os grupos de mulheres durante e após o tratamento clínico para o câncer de mama, as mulheres que ainda encontravam-se em tratamento mostraram-se com maior destaque como insuficientemente ativas (75,6%; p=0,003). Sendo reveladas maiores médias de prática de atividade física naquelas que já haviam finalizado o tratamento, nos tempos de caminhada (36,3±32,2 min/d versus 16,0±24,5 min/d) (p<0,001); atividade física moderada (30,9±46,7 min/d versus 8,8±26,3 min/d) (p<0,001); moderada + vigorosa (39,8±64,2 min/d versus 10,3±30,9 min/d) (p<0,001) e total (76,0±83,0 min/d versus 26,3±45,5 min/d) (p<0,001). No quesito qualidade de vida, as mulheres que já haviam finalizado o tratamento clínico apresentaram melhores escores na escala funcional (p=0,017), desempenho de papéis (p=0,044), escala sintomática (p=0,026), fadiga (p=0,007), perda de apetite (p=0,019), náuseas e vômitos (p=0,050), dificuldades financeiras (p=0,031), efeitos adversos da terapia sistêmica (p=0,017), sintomas da mama (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,008). No que concerne a atividade física em relação à qualidade de vida, revelou-se que a cada bloco de 10 minutos a mais de caminhada por dia a probabilidade das mulheres apresentarem uma baixa capacidade funcional e uma elevada sintomatologia reduziu em 19% e 26%, respectivamente. Quando investigada a influência da dança do ventre na qualidade de vida, fadiga e sintomas depressivos das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, observou-se que as mulheres do grupo experimental apresentaram melhores escores após as 12 semanas de intervenção na escala funcional (p=0,002), imagem corporal (p=0,037), função sexual (p=0,027), escala sintomática (p=0,001), efeitos adversos da terapia sistêmica (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,001), assim como, melhores escores na fadiga (p=0,036) e nos sintomas depressivos (p=0,002). Conclusão: Por meio dos resultados deste estudo, observou-se que o fato das mulheres estarem em tratamento clínico pode implicar em uma menor prática de atividade física, bem como maiores consequências na qualidade de vida. Assim como, questões relacionadas à cirurgia radical, não realização da reconstrução mamária, menor escolaridade, baixa autoestima, e uma pior imagem corporal afetam a qualidade de vida e resultam em sintomas depressivos. Nesse sentido, faz-se necessário atenção à estas variáveis quando no atendimento às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama. E recomenda-se aos profissionais de saúde que atuam na área oncológica incentivos acerca da prática de atividade às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, com sugestões viáveis para a prática de caminhada e dança do ventre. |
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Para a coleta dos dados em ambos os desenhos metodológicos utilizou-se um questionário aplicado em formato de entrevista, dividido em sete partes: informações gerais (Caracterização das mulheres); atividade física (IPAQ - versão curta); qualidade de vida (C30 - EORTC QLQ-C30 e o EORTC QLQ-BR23); fadiga (Escala de Fadiga de Piper), sintomas depressivos (Inventário de BECK), autoestima (Escala de Autoestima de Rosenberg) e imagem corporal (Body Image after Breast Cancer - BIBCQ). A análise estatística foi realizada por meio dos testes: Qui quadrado, Teste Exato de Fisher, Teste T para amostras independentes, U de Mann Whitney, Regressão linear múltipla, Regressão de Poisson com variância robusta, Regressão logística binária, Anova Two way com medidas repetidas e Teste de comparação de Sydak, com nível de significância de 5%. Resultados: Quando observadas as mulheres após o diagnóstico do câncer de mama em relação aos sintomas depressivos, 49,2% se mostrou com presença destes sintomas. Evidenciando aquelas com ensino fundamental com maior prevalência dos sintomas depressivos (p=0,030), assim como aquelas com piores escores na imagem corporal, nas escalas de limitações (p=0,004), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,003). Ao investigar a influência do tipo de cirurgia na qualidade de vida e imagem corporal das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, percebeu-se que a cirurgia radical implicou em piores escores para as duas variáveis. Nomeadamente para a qualidade de vida nas subescalas de função física (p=0,012), dor (p=0,014), escala funcional (p=0,010), subescala de imagem corporal (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,011), e na imagem corporal, nas escalas de vulnerabilidade (p=0,038), estigma corporal (p<0,001), limitações (p=0,034), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,002). Dentre as mulheres que realizaram a cirurgia radical e não foram submetidas à reconstrução mamária, observou-se piores escores na função sexual (p=0,002) da qualidade de vida, e na escala do estigma corporal da imagem corporal (p<0,001) quando comparadas aquelas que haviam sido submetidas à reconstrução mamária. Em relação à investigação da prática de atividade física, 69,5% das mulheres que compuseram este estudo encontravam-se como insuficientemente ativas. Quando observada a diferença entre os grupos de mulheres durante e após o tratamento clínico para o câncer de mama, as mulheres que ainda encontravam-se em tratamento mostraram-se com maior destaque como insuficientemente ativas (75,6%; p=0,003). Sendo reveladas maiores médias de prática de atividade física naquelas que já haviam finalizado o tratamento, nos tempos de caminhada (36,3±32,2 min/d versus 16,0±24,5 min/d) (p<0,001); atividade física moderada (30,9±46,7 min/d versus 8,8±26,3 min/d) (p<0,001); moderada + vigorosa (39,8±64,2 min/d versus 10,3±30,9 min/d) (p<0,001) e total (76,0±83,0 min/d versus 26,3±45,5 min/d) (p<0,001). No quesito qualidade de vida, as mulheres que já haviam finalizado o tratamento clínico apresentaram melhores escores na escala funcional (p=0,017), desempenho de papéis (p=0,044), escala sintomática (p=0,026), fadiga (p=0,007), perda de apetite (p=0,019), náuseas e vômitos (p=0,050), dificuldades financeiras (p=0,031), efeitos adversos da terapia sistêmica (p=0,017), sintomas da mama (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,008). 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Conclusão: Por meio dos resultados deste estudo, observou-se que o fato das mulheres estarem em tratamento clínico pode implicar em uma menor prática de atividade física, bem como maiores consequências na qualidade de vida. Assim como, questões relacionadas à cirurgia radical, não realização da reconstrução mamária, menor escolaridade, baixa autoestima, e uma pior imagem corporal afetam a qualidade de vida e resultam em sintomas depressivos. Nesse sentido, faz-se necessário atenção à estas variáveis quando no atendimento às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama. E recomenda-se aos profissionais de saúde que atuam na área oncológica incentivos acerca da prática de atividade às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, com sugestões viáveis para a prática de caminhada e dança do ventre.Guimaraes, Adriana Coutinho De AzevedoBoing, Leonessa2025-11-27T21:59:40Z2016info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis317 f.application/pdfBOING, Leonessa. <b>Atividade física, qualidade de vida e fatores associados em mulheres após o diagnóstico do câncer de mama</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2016. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24197. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24197Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2026-03-10T17:27:53Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/24197Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912026-03-10T17:27:53Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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Evidenciando aquelas com ensino fundamental com maior prevalência dos sintomas depressivos (p=0,030), assim como aquelas com piores escores na imagem corporal, nas escalas de limitações (p=0,004), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,003). Ao investigar a influência do tipo de cirurgia na qualidade de vida e imagem corporal das mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, percebeu-se que a cirurgia radical implicou em piores escores para as duas variáveis. Nomeadamente para a qualidade de vida nas subescalas de função física (p=0,012), dor (p=0,014), escala funcional (p=0,010), subescala de imagem corporal (p=0,005) e sintomas do braço (p=0,011), e na imagem corporal, nas escalas de vulnerabilidade (p=0,038), estigma corporal (p<0,001), limitações (p=0,034), transparência (p<0,001) e preocupações com o braço (p=0,002). 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Conclusão: Por meio dos resultados deste estudo, observou-se que o fato das mulheres estarem em tratamento clínico pode implicar em uma menor prática de atividade física, bem como maiores consequências na qualidade de vida. Assim como, questões relacionadas à cirurgia radical, não realização da reconstrução mamária, menor escolaridade, baixa autoestima, e uma pior imagem corporal afetam a qualidade de vida e resultam em sintomas depressivos. Nesse sentido, faz-se necessário atenção à estas variáveis quando no atendimento às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama. E recomenda-se aos profissionais de saúde que atuam na área oncológica incentivos acerca da prática de atividade às mulheres após o diagnóstico do câncer de mama, com sugestões viáveis para a prática de caminhada e dança do ventre. |
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