Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal
| Ano de defesa: | 2021 |
|---|---|
| Autor(a) principal: | |
| Orientador(a): | |
| Banca de defesa: | |
| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
|
| Programa de Pós-Graduação: |
Não Informado pela instituição
|
| Departamento: |
Não Informado pela instituição
|
| País: |
Não Informado pela instituição
|
| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187 |
Resumo: | O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento mecânico de um solo fino típico da região serrana de Santa Catarina, tratado com estabilizantes químicos tradicionais e comerciais. Foram testados aditivos em diferentes concentrações, princípios ativos e origem comercial, denominados de: produto “A” (óleos e resinas com sulfato de alumínio), “B” (açúcares e enzimas), “C” (açúcares e enzimas), “D” (sais e polímeros orgânicos), “E” (cal calcítica) e “F” (zeólito sintético com cimento CP III), além dos aditivos tradicionais cal (dolomítica) e cimento (CP II). O estudo foi dividido em três etapas: (1) testes dos aditivos em laboratório; (2) seleção e testes em laboratório de novas concentrações dos melhores estabilizantes; (3) aplicação e teste dos melhores estabilizantes em trecho experimental. Na etapa 1 e 2, foram realizadas as análises de granulometria, limites de consistência e atividade argila, classificação Transportation Research Board (TRB) e Unified Soil Classification (USCS) (somente do solo puro), Proctor (energia normal e intermediária) e CBR (CALIFORNIA BEARING RATIO). Na etapa 2, a seleção dos melhores aditivos foi baseada em critérios técnicos quanto à operacionalização para avaliação em trechos experimentais. Na etapa 3, foram construídas 10 parcelas para os seguintes aditivos: Cimento2, Cimento4, Cal4, Cal8, E2, E3, C10, C5, B e testemunha. Foi avaliado a resistência mecânica in situ através do ensaio Penetrômetro dinâmico de cone (DCP) após a construção do trecho. Área movimentada (AM) e Afundamento em trilha de roda (ATR) após ensaio de tráfego com veículos de transporte em condições de alta umidade do solo. O solo do estudo é classificado como fino, com plasticidade baixa e argila inativa. Pelo sistema TRB foi classificado como A5, siltoso, regular a mau para aplicação em subleito e, na USCS, como OL-ML. Na energia normal e intermediária de compactação, a umidade ótima (Uoc) foi de 19,8 e 22,0%, respectivamente, enquanto a densidade específica aparente seca máxima (?dmáx) de 1,42 e 1,45 g/cm3. O ensaio CBR demonstrou valor de 11%, e ExpansãoCBR de 2,2 %. Os parâmetros de compactação se mostraram superiores com o produto F em ambas as energias. Na intermediária, os produtos B, E2, Cal4 e Cimento4 demonstraram aumento na ?dmáx e redução da Uoc. Em geral, os estabilizantes comerciais em pó demonstraram maior efetividade na estabilização química desse solo em relação aos comerciais líquidos, anulando a plasticidade e obtendo maiores valores de resistência mecânica, tanto em laboratório como em campo. Em relação as variáveis de deformação do pavimento área movimentada (AM) e afundamento em trilha de rodas (ATR), o estabilizante comercial em pó (E2 e E3) e Cimento4 obtiveram valores estatisticamente iguais, sendo estes os melhores tratamentos. Baseado nos resultados obtidos tanto nas análises laboratoriais quanto nos testes realizados in situ, conclui-se que mesmo após a estabilização química este solo não atendeu aos critérios preconizados pelo DNIT (LL < 25%; IP < 6% e CBR > 60%), para utilização como camada de base de pavimento rodoviário flexível para tráfego leve de veículos. |
| id |
UDESC-2_1ff11a090f1016bc8ed1df4df0ddbd7a |
|---|---|
| oai_identifier_str |
oai:repositorio.udesc.br:UDESC/16187 |
| network_acronym_str |
UDESC-2 |
| network_name_str |
Repositório Institucional da Udesc |
| repository_id_str |
|
| spelling |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestalSolos - AnáliseCondicionadores de soloAgentes estabilizadoresConcreto - AditivosEstradas florestaisO objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento mecânico de um solo fino típico da região serrana de Santa Catarina, tratado com estabilizantes químicos tradicionais e comerciais. Foram testados aditivos em diferentes concentrações, princípios ativos e origem comercial, denominados de: produto “A” (óleos e resinas com sulfato de alumínio), “B” (açúcares e enzimas), “C” (açúcares e enzimas), “D” (sais e polímeros orgânicos), “E” (cal calcítica) e “F” (zeólito sintético com cimento CP III), além dos aditivos tradicionais cal (dolomítica) e cimento (CP II). O estudo foi dividido em três etapas: (1) testes dos aditivos em laboratório; (2) seleção e testes em laboratório de novas concentrações dos melhores estabilizantes; (3) aplicação e teste dos melhores estabilizantes em trecho experimental. Na etapa 1 e 2, foram realizadas as análises de granulometria, limites de consistência e atividade argila, classificação Transportation Research Board (TRB) e Unified Soil Classification (USCS) (somente do solo puro), Proctor (energia normal e intermediária) e CBR (CALIFORNIA BEARING RATIO). Na etapa 2, a seleção dos melhores aditivos foi baseada em critérios técnicos quanto à operacionalização para avaliação em trechos experimentais. Na etapa 3, foram construídas 10 parcelas para os seguintes aditivos: Cimento2, Cimento4, Cal4, Cal8, E2, E3, C10, C5, B e testemunha. Foi avaliado a resistência mecânica in situ através do ensaio Penetrômetro dinâmico de cone (DCP) após a construção do trecho. Área movimentada (AM) e Afundamento em trilha de roda (ATR) após ensaio de tráfego com veículos de transporte em condições de alta umidade do solo. O solo do estudo é classificado como fino, com plasticidade baixa e argila inativa. Pelo sistema TRB foi classificado como A5, siltoso, regular a mau para aplicação em subleito e, na USCS, como OL-ML. Na energia normal e intermediária de compactação, a umidade ótima (Uoc) foi de 19,8 e 22,0%, respectivamente, enquanto a densidade específica aparente seca máxima (?dmáx) de 1,42 e 1,45 g/cm3. O ensaio CBR demonstrou valor de 11%, e ExpansãoCBR de 2,2 %. Os parâmetros de compactação se mostraram superiores com o produto F em ambas as energias. Na intermediária, os produtos B, E2, Cal4 e Cimento4 demonstraram aumento na ?dmáx e redução da Uoc. Em geral, os estabilizantes comerciais em pó demonstraram maior efetividade na estabilização química desse solo em relação aos comerciais líquidos, anulando a plasticidade e obtendo maiores valores de resistência mecânica, tanto em laboratório como em campo. Em relação as variáveis de deformação do pavimento área movimentada (AM) e afundamento em trilha de rodas (ATR), o estabilizante comercial em pó (E2 e E3) e Cimento4 obtiveram valores estatisticamente iguais, sendo estes os melhores tratamentos. Baseado nos resultados obtidos tanto nas análises laboratoriais quanto nos testes realizados in situ, conclui-se que mesmo após a estabilização química este solo não atendeu aos critérios preconizados pelo DNIT (LL < 25%; IP < 6% e CBR > 60%), para utilização como camada de base de pavimento rodoviário flexível para tráfego leve de veículos.Sampietro, Jean AlbertoVargas, Daiane Alves de2025-01-24T19:05:09Z2021info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis91 p.application/pdfVARGAS, Daiane Alves de. <b>Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal</b>. 2025. Dissertação (Curso de Engenharia Florestal) - Udesc, 2021. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da Udescinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-01-25T06:06:59Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/16187Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-01-25T06:06:59Repositório Institucional da Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
| dc.title.none.fl_str_mv |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| title |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| spellingShingle |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal Vargas, Daiane Alves de Solos - Análise Condicionadores de solo Agentes estabilizadores Concreto - Aditivos Estradas florestais |
| title_short |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| title_full |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| title_fullStr |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| title_full_unstemmed |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| title_sort |
Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal |
| author |
Vargas, Daiane Alves de |
| author_facet |
Vargas, Daiane Alves de |
| author_role |
author |
| dc.contributor.none.fl_str_mv |
Sampietro, Jean Alberto |
| dc.contributor.author.fl_str_mv |
Vargas, Daiane Alves de |
| dc.subject.por.fl_str_mv |
Solos - Análise Condicionadores de solo Agentes estabilizadores Concreto - Aditivos Estradas florestais |
| topic |
Solos - Análise Condicionadores de solo Agentes estabilizadores Concreto - Aditivos Estradas florestais |
| description |
O objetivo deste estudo foi avaliar o comportamento mecânico de um solo fino típico da região serrana de Santa Catarina, tratado com estabilizantes químicos tradicionais e comerciais. Foram testados aditivos em diferentes concentrações, princípios ativos e origem comercial, denominados de: produto “A” (óleos e resinas com sulfato de alumínio), “B” (açúcares e enzimas), “C” (açúcares e enzimas), “D” (sais e polímeros orgânicos), “E” (cal calcítica) e “F” (zeólito sintético com cimento CP III), além dos aditivos tradicionais cal (dolomítica) e cimento (CP II). O estudo foi dividido em três etapas: (1) testes dos aditivos em laboratório; (2) seleção e testes em laboratório de novas concentrações dos melhores estabilizantes; (3) aplicação e teste dos melhores estabilizantes em trecho experimental. Na etapa 1 e 2, foram realizadas as análises de granulometria, limites de consistência e atividade argila, classificação Transportation Research Board (TRB) e Unified Soil Classification (USCS) (somente do solo puro), Proctor (energia normal e intermediária) e CBR (CALIFORNIA BEARING RATIO). Na etapa 2, a seleção dos melhores aditivos foi baseada em critérios técnicos quanto à operacionalização para avaliação em trechos experimentais. Na etapa 3, foram construídas 10 parcelas para os seguintes aditivos: Cimento2, Cimento4, Cal4, Cal8, E2, E3, C10, C5, B e testemunha. Foi avaliado a resistência mecânica in situ através do ensaio Penetrômetro dinâmico de cone (DCP) após a construção do trecho. Área movimentada (AM) e Afundamento em trilha de roda (ATR) após ensaio de tráfego com veículos de transporte em condições de alta umidade do solo. O solo do estudo é classificado como fino, com plasticidade baixa e argila inativa. Pelo sistema TRB foi classificado como A5, siltoso, regular a mau para aplicação em subleito e, na USCS, como OL-ML. Na energia normal e intermediária de compactação, a umidade ótima (Uoc) foi de 19,8 e 22,0%, respectivamente, enquanto a densidade específica aparente seca máxima (?dmáx) de 1,42 e 1,45 g/cm3. O ensaio CBR demonstrou valor de 11%, e ExpansãoCBR de 2,2 %. Os parâmetros de compactação se mostraram superiores com o produto F em ambas as energias. Na intermediária, os produtos B, E2, Cal4 e Cimento4 demonstraram aumento na ?dmáx e redução da Uoc. Em geral, os estabilizantes comerciais em pó demonstraram maior efetividade na estabilização química desse solo em relação aos comerciais líquidos, anulando a plasticidade e obtendo maiores valores de resistência mecânica, tanto em laboratório como em campo. Em relação as variáveis de deformação do pavimento área movimentada (AM) e afundamento em trilha de rodas (ATR), o estabilizante comercial em pó (E2 e E3) e Cimento4 obtiveram valores estatisticamente iguais, sendo estes os melhores tratamentos. Baseado nos resultados obtidos tanto nas análises laboratoriais quanto nos testes realizados in situ, conclui-se que mesmo após a estabilização química este solo não atendeu aos critérios preconizados pelo DNIT (LL < 25%; IP < 6% e CBR > 60%), para utilização como camada de base de pavimento rodoviário flexível para tráfego leve de veículos. |
| publishDate |
2021 |
| dc.date.none.fl_str_mv |
2021 2025-01-24T19:05:09Z |
| dc.type.status.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/publishedVersion |
| dc.type.driver.fl_str_mv |
info:eu-repo/semantics/masterThesis |
| format |
masterThesis |
| status_str |
publishedVersion |
| dc.identifier.uri.fl_str_mv |
VARGAS, Daiane Alves de. <b>Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal</b>. 2025. Dissertação (Curso de Engenharia Florestal) - Udesc, 2021. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025. https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187 |
| identifier_str_mv |
VARGAS, Daiane Alves de. <b>Comportamento mecânico de um solo tratado com estabilizantes químicos para pavimento de estrada florestal</b>. 2025. Dissertação (Curso de Engenharia Florestal) - Udesc, 2021. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025. |
| url |
https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/16187 |
| dc.language.iso.fl_str_mv |
por |
| language |
por |
| dc.rights.driver.fl_str_mv |
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/ info:eu-repo/semantics/openAccess |
| rights_invalid_str_mv |
Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/ |
| eu_rights_str_mv |
openAccess |
| dc.format.none.fl_str_mv |
91 p. application/pdf |
| dc.source.none.fl_str_mv |
reponame:Repositório Institucional da Udesc instname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) instacron:UDESC |
| instname_str |
Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| instacron_str |
UDESC |
| institution |
UDESC |
| reponame_str |
Repositório Institucional da Udesc |
| collection |
Repositório Institucional da Udesc |
| repository.name.fl_str_mv |
Repositório Institucional da Udesc - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC) |
| repository.mail.fl_str_mv |
ri@udesc.br |
| _version_ |
1854121232204562432 |