Influência da reserva ventilatória na mobilidade diafragmática em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2015
Autor(a) principal: Oliveira, Flávia Roberta Rocha de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23971
Resumo: Pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) apresentam redução da mobilidade diafragmática (MD) e da reserva ventilatória (RV). A MD tem demonstrado relação com a função pulmonar, aprisionamento de ar, hiperinsuflação pulmonar, distância percorrida no teste da caminhada de seis minutos (TC6min), mortalidade e dispneia em pacientes com DPOC. Da mesma forma, a RV apresenta relação com a capacidade de exercício, gravidade da doença e dispneia. Contudo não há estudos que investiguem se a RV influencia a MD em pacientes com DPOC. Objetivo: Investigar a influência da RV na MD em pacientes com DPOC, bem como comparar as características antropométricas, função pulmonar, MD, dispneia e capacidade de exercício entre os grupos RV >11litros/minuto (l/min) e RV <11l/min. Métodos: Tratou-se de um estudo com delineamento transversal, no qual foram avaliados 42 pacientes com DPOC de ambos os sexos e idade média de 64±8 anos. No primeiro dia, os pacientes foram submetidos às seguintes avaliações: antropometria, sinais vitais, espirometria e dispneia. No segundo dia foram submetidos ao TC6min, e após uma semana foi avaliada a MD pelo método radiográfico da distância entre a inspiração e expiração máxima (MDdist). A amostra foi subdividida nos grupos RV >11l/min e RV <11l/min para comparação das características antropométricas, dados espirométricos, MD, dispneia e capacidade submáxima de exercício. Análise estatística: A normalidade dos dados foi testada pelo teste de Shapiro Wilk. Conforme a distribuição dos dados utilizou-se um teste paramétrico ou não paramétrico. O coeficiente de correlação linear de Pearson correlacionou a RV com a MD. O teste de regressão linear simples verificou a influência da RV na MD. O teste t de Student para amostras independentes ou o teste U de Mann Whitney foi usado para comparação dos grupos RV >11l/min e RV <11l/min. Adotou-se nível de significância de 5% (p < 0,05). Resultados: A RV influenciou em 25% a MD, sendo que para cada aumento de 1 l/min da RV, a MD aumentou em 0,38 mm (p=0,001, F=13,78). Ao comparar os grupos RV ˃ 11l/min e RV ˂ 11l/min, constatou-se que no grupo RV ˂11l/min os pacientes eram mais idosos (69±5 versus 61±8 anos) e apresentaram menores valores das variáveis: CI, volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF1), MD, pior capacidade submáxima de exercício e maior dispneia. Conclusões: A RV influencia a MD. Além disso, pacientes com DPOC que apresentaram RV <11l/min são mais comprometidos tanto na função pulmonar e MD quanto na capacidade submáxima de exercício e dispneia, em comparação a pacientes com DPOC que apresentam RV >11l/min.
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