Uso de coleiras de monitoramento para identificação precoce de resistência insulínica em vacas leiteiras no período pós-parto
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/25166 |
Resumo: | A redução da sensibilidade à insulina periférica no período de transição das vacas leiteiras é uma adaptação que prioriza o fornecimento de energia a órgãos essenciais. Quando muito baixa, causa resistência à insulina periférica, que agrava o balanço energético negativo, causa estresse metabólico, compromete a função imunológica e acarreta perdas econômicas. Este estudo avaliou o comportamento de 21 vacas da raça Jersey no período pós-parto, classificadas em grupos de maior e menor sensibilidade à insulina por meio do índice quantitativo de verificação da sensibilidade à insulina corrigido para o β-hidroxibutirato (RQUICKI-BHBA), com análises bioquímicas realizadas aos 14 e 21 dias. As atividades comportamentais foram monitoradas por coleiras eletrônicas durante 28 dias e analisadas por modelos mistos e análise de variância. Vacas com menor sensibilidade à insulina apresentaram, no 21º dia pós-parto, concentrações significativamente mais elevadas de insulina (p < 0,05), ácidos graxos não esterificados (p < 0,05) e β-hidroxibutirato (p < 0,05), além de níveis aumentados das enzimas hepáticas aspartato aminotransferase e gama glutamil transferase (p < 0,05), sugerindo sobrecarga hepática. Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de glicose entre os grupos (p > 0,05). No aspecto comportamental, vacas com maior sensibilidade à insulina apresentaram maior tempo de ruminação nos dias 15 e 16 pós-parto (p < 0,05), sem diferença significativa na atividade física (p > 0,05). O principal achado deste estudo foi o comportamento de ócio: vacas com baixa sensibilidade à insulina permaneceram por mais tempo em ócio nas 24 horas entre o 13º e o 28º dias em lactação (p < 0,001), apresentando variação significativa ao longo dos dias em lactação (p < 0,0001), embora não tenha sido observada interação significativa entre grupo e dias em lactação (p > 0,05). |
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Uso de coleiras de monitoramento para identificação precoce de resistência insulínica em vacas leiteiras no período pós-parto Sensibilidade insulínicaVacas leiteirasComportamentoDistúrbios metabólicosPeríodo de transição.A redução da sensibilidade à insulina periférica no período de transição das vacas leiteiras é uma adaptação que prioriza o fornecimento de energia a órgãos essenciais. Quando muito baixa, causa resistência à insulina periférica, que agrava o balanço energético negativo, causa estresse metabólico, compromete a função imunológica e acarreta perdas econômicas. Este estudo avaliou o comportamento de 21 vacas da raça Jersey no período pós-parto, classificadas em grupos de maior e menor sensibilidade à insulina por meio do índice quantitativo de verificação da sensibilidade à insulina corrigido para o β-hidroxibutirato (RQUICKI-BHBA), com análises bioquímicas realizadas aos 14 e 21 dias. As atividades comportamentais foram monitoradas por coleiras eletrônicas durante 28 dias e analisadas por modelos mistos e análise de variância. Vacas com menor sensibilidade à insulina apresentaram, no 21º dia pós-parto, concentrações significativamente mais elevadas de insulina (p < 0,05), ácidos graxos não esterificados (p < 0,05) e β-hidroxibutirato (p < 0,05), além de níveis aumentados das enzimas hepáticas aspartato aminotransferase e gama glutamil transferase (p < 0,05), sugerindo sobrecarga hepática. Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de glicose entre os grupos (p > 0,05). No aspecto comportamental, vacas com maior sensibilidade à insulina apresentaram maior tempo de ruminação nos dias 15 e 16 pós-parto (p < 0,05), sem diferença significativa na atividade física (p > 0,05). O principal achado deste estudo foi o comportamento de ócio: vacas com baixa sensibilidade à insulina permaneceram por mais tempo em ócio nas 24 horas entre o 13º e o 28º dias em lactação (p < 0,001), apresentando variação significativa ao longo dos dias em lactação (p < 0,0001), embora não tenha sido observada interação significativa entre grupo e dias em lactação (p > 0,05). Ferreira, RogerioParise, Sabrina2026-02-18T20:14:47Z2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis44application/pdfSABRINA PARISE. <b>USO DE COLEIRAS DE MONITORAMENTO PARA IDENTIFICAÇÃO PRECOCE DE RESISTÊNCIA INSULÍNICA EM VACAS LEITEIRAS NO PERÍODO PÓS-PARTO</b>. 2026. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Zootecnia) - Udesc, chapecó, 2025. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/25166. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/25166Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2026-02-21T06:04:40Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/25166Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912026-02-21T06:04:40Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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A redução da sensibilidade à insulina periférica no período de transição das vacas leiteiras é uma adaptação que prioriza o fornecimento de energia a órgãos essenciais. Quando muito baixa, causa resistência à insulina periférica, que agrava o balanço energético negativo, causa estresse metabólico, compromete a função imunológica e acarreta perdas econômicas. Este estudo avaliou o comportamento de 21 vacas da raça Jersey no período pós-parto, classificadas em grupos de maior e menor sensibilidade à insulina por meio do índice quantitativo de verificação da sensibilidade à insulina corrigido para o β-hidroxibutirato (RQUICKI-BHBA), com análises bioquímicas realizadas aos 14 e 21 dias. As atividades comportamentais foram monitoradas por coleiras eletrônicas durante 28 dias e analisadas por modelos mistos e análise de variância. Vacas com menor sensibilidade à insulina apresentaram, no 21º dia pós-parto, concentrações significativamente mais elevadas de insulina (p < 0,05), ácidos graxos não esterificados (p < 0,05) e β-hidroxibutirato (p < 0,05), além de níveis aumentados das enzimas hepáticas aspartato aminotransferase e gama glutamil transferase (p < 0,05), sugerindo sobrecarga hepática. Não foram observadas diferenças significativas nas concentrações de glicose entre os grupos (p > 0,05). No aspecto comportamental, vacas com maior sensibilidade à insulina apresentaram maior tempo de ruminação nos dias 15 e 16 pós-parto (p < 0,05), sem diferença significativa na atividade física (p > 0,05). O principal achado deste estudo foi o comportamento de ócio: vacas com baixa sensibilidade à insulina permaneceram por mais tempo em ócio nas 24 horas entre o 13º e o 28º dias em lactação (p < 0,001), apresentando variação significativa ao longo dos dias em lactação (p < 0,0001), embora não tenha sido observada interação significativa entre grupo e dias em lactação (p > 0,05). |
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