Efeitos da eletroestimulação neuromuscular durante a hemodiálise na força muscular periférica e capacidade de exercício: ensaio clínico randomizado

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Bruggemann, Ana Karla Vieira
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23991
Resumo: A doença renal crônica (DRC) é um problema de saúde pública mundial associada com inflamação crônica e perda progressiva de massa e força muscular periférica, prejudicando a capacidade de exercício desses pacientes. Contudo, poucos estudos foram realizados visando investigar repercussões da reabilitação na atividade funcional dessa população. Objetivo: Avaliar os efeitos da eletroestimulação neuromuscular de alta e baixa frequência e intensidade na força muscular periférica, na capacidade de exercício e nos marcadores bioquímicos de alteração muscular e inflamação em pacientes que fazem hemodiálise. Metodologia: Ensaio clínico randomizado, duplo cego, com 40 pacientes com doença renal crônica que foram igualmente alocados aleatoriamente para o grupo de alta frequência e intensidade (GA), que realizou eletroestimulação com 50Hz e intensidade média de 72,90mA, e grupo de baixa frequência e intensidade (GB) que utilizou 5Hz e 13,85mA. As intervenções foram realizadas com uma frequência de 3 vezes na semana durante uma hora, por 12 sessões. Foram realizadas as seguintes avaliações antes e após o treinamento: avaliação antropométrica e de sinais vitais, força muscular periférica, prova de função pulmonar, capacidade submáxima de exercício, além do indicador de trofismo muscular (fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 - IGF-1) e níveis de citocinas pró (fator de necrose tumoral alfa - TNF-alfa) e anti-inflamatória (Interleucina 10 - IL-10) no plasma. Resultados: O GA demonstrou aumento significante da força muscular periférica direita (155,35±65,32 versus 161,60±68,73; p=0,01) e esquerda (156,60±66,51 versus 164,10±69,76; p=0,02) após o treinamento, o que não ocorreu com o GB (direita 109,40±32,08 versus 112,65±38,44, p=0,50; esquerda 113,65±37,79 versus 116,15±43,01; p=0,61). A distância do teste de caminhada de 6 minutos aumentou em ambos os grupos, GA (435,55±95,81 versus 457,25±90,64; p=0,02) e GB (403,80±90,56 versus 428,90±87,42; p=0,007). Os grupos não diferiram na força muscular periférica e também na distância do teste de caminhada de 6 minutos após o protocolo. Somente o GB aumentou o IGF-1 (252,38±156,35 versus 336,97±207,34; p=0,03) e apenas o GA diminuiu a IL-10 (7,26±1,81 versus 6,32±1,54; p=0,03). Nenhum grupo apresentou diferenças nas concentrações de TNF-alfa. Conclusão: Pacientes com DRC em hemodiálise melhoram a capacidade de exercício após a eletroestimulação neuromuscular periférica de alta e baixa frequência e intensidade. Contudo, os benefícios em desfechos musculares e inflamatórios parecem ser específicos para o tipo de estratégia de eletroestimulação selecionada.
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