Perfor.mãe.ce ou investigação de relações possíveis entre maternagem e performance
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
| Instituição de defesa: |
Não Informado pela instituição
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/18101 |
Resumo: | Esta dissertação propõe registrar memórias e efervescer os questionamentos acerca dos cenários de produção artística e suas formas de legitimação diante da precarização e marginalização da performance materna. Desafia-se a ocupar um lugar na universidade indagando se a mesma quer ouvir o que mães artistas têm a dizer, considerando o debate sobre mulheres-artistas-mães-pesquisadoras e os tópicos “maternidade” e “maternagem” que cada vez mais integram o universo acadêmico. A perfor.mãe.ce como pesquisa nomeia e evidencia o trânsito da exaustão à criatividade e visa investigar esse corpo tecido de fissuras, que recalcula rotas, renova-se para (re)existir, alimenta-se dos vestígios que constroem, marcam, e gritam por seu lugar de fala. Compartilho minhas produções como artista, semeada pelo estado de curiosidade e do não saber sendo elas: criações performáticas, imagéticas, audiovisuais, ou ainda, conduzindo processos criativos. E abro essa ciranda para receber as produções de outras mães, artistas e solidificar esse trabalho com múltiplas mãos, enquanto me ponho a perguntar: como subverter o esgotamento da experiência contemporânea de maternagem em criação performática? E para tal, tomo como postura epistemológica, a prática da cartografia servindo-me do me´todo que vai se fazendo no acompanhar dos movimentos, das subjetividades e dos territo´rios, e da auto-etnografia que flexibiliza meu ir e vir entre a experiência pessoal e as dimensões culturais. Atravessada dos estudos feministas, dialogarei com autoras como b. hooks, S. Federici, J. Butler e E. Badinter. Abordarei o conceito de performance a partir de, Leda Maria Martins e Eleonora Fabião. Nas concepções metodológicas, bebo de Virgínia Kastrup, com o método da cartografia e Sylvie Fortin, especializada na pesquisa da auto-etnografia. E na poética trago comigo A. Lorde, C. Evaristo, E. Brum e G. Anzaldua. Este memorial a/r/tográfico colocou em perspectiva meu olhar, minha ação, meus pensamentos e sentimentos que tenho mastigado, me alimentado, me entupido e vomitado durante estes oito anos de maternagem possível assegurada pela linguagem das artes. |
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