Avaliação da oxigenação muscular periférica, dor e índice de incapacidade em indivíduos com e sem cervicalgia inespecífica antes e após reorganização miofascial: ensaio clínico randomizado controlado duplo cego

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2019
Autor(a) principal: Amorim, Mayane dos Santos
Orientador(a): Santos, Gilmar Moraes
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23004
Resumo: A cervicalgia inespecífica (CI) é uma desordem idiopática comum na população geral, que compromete o músculo trapézio e seu revestimento iscoelástico chamado fáscia. A diminuição do aporte sanguíneo tecidual pode limitar ou impedir o deslizamento dos tecidos miofasciais. A Reorganização Miofascial (RMF) é uma técnica fisioterapêutica que pode influenciar os mecanorreceptores dentro da fáscia, contribuindo com mudanças na dinâmica de fluídos locais. Acredita-se que a RMF pode liberar a restrição mecânica tecidual com consequente aumento na oxigenação muscular no trapézio. O propósito deste estudo foi investigar se a RMF melhora a oxigenação muscular periférica, a tolerância à dor e diminui o índice de incapacidade relacionada ao pescoço de indivíduos com e sem CI. O estudo trata-se de um ensaio clínico, paralelo, randomizado, controlado duplo cego com três grupos que foram divididos em: Experimental (GE), Sham (GS) e Controle (GC). Os instrumentos utilizados na pesquisa foram: Algômetro de pressão, Questionário Neck Disability Index, escala visual analógica (EVA) e espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). O GE foi submetido a um protocolo de RMF por 10 minutos, uma vez por semana, durante seis semanas. O GS foi submetido a uma técnica de Massagem Clássica (MC) pelo mesmo tempo e frequência; já o GC sem dor foi avaliado e reavaliado após 10 minutos. Participaram do estudo 75 sujeitos com e sem CI, 56 do sexo feminino e 19 do sexo masculino, sendo 25 em cada grupo. Os resultados mostraram que seis semanas de tratamento reduziram significativamente o índice de incapacidade relacionada ao pescoço tanto do GE (p=0,0001) quanto do GS (p=0,0001) em relação ao GC. Houve aumento da tolerância a dor (f1:172=18,083; p=0,0001) da primeira para a sexta semana (p=0,0001) e da quarta para a sexta semana (p=0,001). Além disso, houve também, diferença entre os grupos (f1:172=10,553; p=0,0001), pois, independente da semana avaliada, o GC sempre mostrou maior tolerância a dor quando comparado ao GE (p=0,019) e GS (p=0,0001). O GC mostrou menor índice de saturação tecidual em relação ao GE (p=0,001) e GS (p=0,02). Os achados mostraram que a aplicação de RMF por seis semanas aumentou o índice de saturação tecidual, tolerância a dor e diminuiu o índice de incapacidade relacionada ao pescoço quando comparada a uma técnica de MC e a um grupo com sujeitos sem CI.
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A Reorganização Miofascial (RMF) é uma técnica fisioterapêutica que pode influenciar os mecanorreceptores dentro da fáscia, contribuindo com mudanças na dinâmica de fluídos locais. Acredita-se que a RMF pode liberar a restrição mecânica tecidual com consequente aumento na oxigenação muscular no trapézio. O propósito deste estudo foi investigar se a RMF melhora a oxigenação muscular periférica, a tolerância à dor e diminui o índice de incapacidade relacionada ao pescoço de indivíduos com e sem CI. O estudo trata-se de um ensaio clínico, paralelo, randomizado, controlado duplo cego com três grupos que foram divididos em: Experimental (GE), Sham (GS) e Controle (GC). Os instrumentos utilizados na pesquisa foram: Algômetro de pressão, Questionário Neck Disability Index, escala visual analógica (EVA) e espectroscopia no infravermelho próximo (NIRS). O GE foi submetido a um protocolo de RMF por 10 minutos, uma vez por semana, durante seis semanas. O GS foi submetido a uma técnica de Massagem Clássica (MC) pelo mesmo tempo e frequência; já o GC sem dor foi avaliado e reavaliado após 10 minutos. Participaram do estudo 75 sujeitos com e sem CI, 56 do sexo feminino e 19 do sexo masculino, sendo 25 em cada grupo. Os resultados mostraram que seis semanas de tratamento reduziram significativamente o índice de incapacidade relacionada ao pescoço tanto do GE (p=0,0001) quanto do GS (p=0,0001) em relação ao GC. Houve aumento da tolerância a dor (f1:172=18,083; p=0,0001) da primeira para a sexta semana (p=0,0001) e da quarta para a sexta semana (p=0,001). Além disso, houve também, diferença entre os grupos (f1:172=10,553; p=0,0001), pois, independente da semana avaliada, o GC sempre mostrou maior tolerância a dor quando comparado ao GE (p=0,019) e GS (p=0,0001). O GC mostrou menor índice de saturação tecidual em relação ao GE (p=0,001) e GS (p=0,02). Os achados mostraram que a aplicação de RMF por seis semanas aumentou o índice de saturação tecidual, tolerância a dor e diminuiu o índice de incapacidade relacionada ao pescoço quando comparada a uma técnica de MC e a um grupo com sujeitos sem CI.80 f.Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessCervicalgiaFasciaFisioterapiaOxigenaçãoAvaliação da oxigenação muscular periférica, dor e índice de incapacidade em indivíduos com e sem cervicalgia inespecífica antes e após reorganização miofascial: ensaio clínico randomizado controlado duplo cegoinfo:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis-1porreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESCFlorianópolisSonza, Anelisevirtual::18395-1Programa de Pós-Graduação em FisioterapiaCEFIDPrograma de Pós-Graduação em FisioterapiaAcesso restritoCiências da SaúdeNonspecific neck pain (NP) is a common idiopathic disease in the general population, which compromises the trapezius muscle and its viscoelastic lining called fascia. Decreased tissue blood supply may limit or prevent slippage of myofascial tissues. The Myofascial Reorganization (RMF) is a physiotherapeutic technique that may influence the mechanical receptors within the fascia, contributing to changes in local fluid circulation. It is believed that the RMF can release a mechanical tissue restriction with a consequent increase in trapezoid muscle oxygenation. The aim of this study was to investigate whether RMF improves peripheral muscle oxygenation, pain tolerance and decreases the possible neck disability index of children with and without IC. The study is a randomized, parallelized, double-blind controlled clinical trial with three groups that were divided into Experimental (GE), Sham (GS) and Control (GC). The instruments used in the research were: Pressure Algometer, Neck Disability Index Questionnaire, Visual Analog Scale (VAS) and Near-Infrared Spectroscopy (NIRS). The GE was subjected to an RMF protocol for 10 minutes once a week for six weeks. The GS was submitted to a classical massage technique (MC) for the same time and frequency; GC was evaluated and evaluated after 10 minutes. The study included 75 subjects with and without CI, 56 females and 19 males, 25 in each group. Results obtained at six weeks of treatment reduce the useful disability index in the neck of both GS (p = 0.0001) and GS (p = 0.0001) compared to GC. Pain tolerance increased (f1: 172 = 18,083; p = 0.0001) from the first to the sixth week (p = 0.0001) and from the fourth to the sixth week (p = 0.001). In addition, there was also a difference between the groups (f1: 172 = 10,553; p = 0.0001), regardless of the week evaluated, the GC always showed higher tolerance or pain when attending the GE (p = 0.019) and GS (p = 0, 0001). The GC presented lower tissue saturation index in relation to GS (p = 0.001) and GS (p = 0.02). The findings showed that the application of RMF for six weeks increased tissue saturation index, pain tolerance, and decreased useful neck disability index when compared to a MC technique and a group without NP.4220aa78-60d2-4fa1-8d15-c1eaaef053dfvirtual::18394-14220aa78-60d2-4fa1-8d15-c1eaaef053dfvirtual::18394-14d1a7984-3bfb-4619-95ac-6b81259042f2virtual::18395-14d1a7984-3bfb-4619-95ac-6b81259042f2virtual::18395-1ORIGINALDissertação Mayane dos Santos Amorim.pdfDissertação Mayane dos Santos Amorim.pdfapplication/pdf1664938https://acad.repositorio-institucional-prod9.server.udesc.br/bitstreams/6316c58a-c504-4182-9259-7bedab52cf98/download0decdc9b76accb20070dd81f4c7d8e68MD51trueAdministratorREADLICENSElicense.txtWritten by org.dspace.content.LicenseUtilstext/plain; charset=utf-81601https://acad.repositorio-institucional-prod9.server.udesc.br/bitstreams/8346f5eb-d049-42e4-97e5-cd3e68916218/download7e7f8753bca4ca4a71293e48cccc5abfMD52falseAnonymousREADTEXTDissertação Mayane dos Santos Amorim.pdf.txtWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.TikaTextExtractionFilter on 2025-09-13T06:03:04Z (GMT).Extracted texttext/plain102702https://acad.repositorio-institucional-prod9.server.udesc.br/bitstreams/67f1e938-a16f-4125-aa59-fcf613b4f81a/downloadbc69bdda338d30a2e39010367e4e4bc4MD53falseAdministratorREADTHUMBNAILDissertação Mayane dos Santos Amorim.pdf.jpgWritten by FormatFilter org.dspace.app.mediafilter.PDFBoxThumbnail on 2025-09-13T06:03:04Z (GMT).Generated Thumbnailimage/jpeg3306https://acad.repositorio-institucional-prod9.server.udesc.br/bitstreams/fc53694b-7f58-487e-99e9-d3ce515c5d91/downloadd5f7295f3356ca293751d825dd22c47dMD54falseAdministratorREADUDESC/230042025-11-10T17:39:54.547Zhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilrestrictedoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23004https://acad.repositorio-institucional-prod9.server.udesc.brBiblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-11-10T17:39:54Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
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