Reprodutibilidade e validade do Functional Threshold Power em ciclistas

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2018
Autor(a) principal: Borszcz, Fernando Klitzke
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vxtg
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23194
Resumo: Contextualização: O Functional Threshold Power (FTP) consiste na maior potência sustentada por um ciclista durante 60 minutos. Na tentativa de tornar mais prática a determinação do FTP tem sido sugerido um teste de contrarrelógio de 20 minutos, no qual o FTP corresponde a 95% da potência média (FTP20). O FTP é sugerido como um teste prático para predizer a máxima fase estável de lactato sanguíneo (MFEL), além disso é utilizado para determinar zonas de esforço e é a métrica fundamental para uma série de cálculos de carga de treinamento. Deste modo, esta dissertação tem como objetivo determinar a reprodutibilidade e validade do FTP20 em ciclistas. Primeiro estudo experimental: Os objetivos do estudo foram determinar a reprodutibilidade do aquecimento, da estratégia de pacing e da determinação do FTP. Para tal, 25 ciclistas treinados realizaram uma familiarização e 2 testes separados por 7 dias. Calculou-se o erro típico da medida em unidades brutas (ETM) e na forma de coeficiente de variação (CV %), o coeficiente de correlação intraclasse (ICC) e a mudança da média entre teste e reteste. Os resultados mostram que o teste de contrarrelógio de 20 minutos foi reprodutível (ETM = 6,8 W; CV = 2,9%; ICC = 0,97), apesar do aquecimento menos reprodutível (ETM = 7,0 W; CV = 5,5%, ICC = 0,84). As mudanças na média entre o teste e reteste foram triviais para todas as medidas, e a estratégia de pacing foi consistente entre os testes. Estes resultados sugerem que a determinação de FTP com protocolo de 20 min é reprodutível em ciclistas treinados. Segundo estudo experimental: O objetivo do estudo foi determinar a validade do FTP em predizer a MFEL. Para tal, 15 ciclistas treinados e bem treinados, realizaram um teste incremental até a exaustão, um teste de FTP e vários testes de carga constante para determinar a MFEL. O FTP apresentou diferença trivial (1,4%), erro típico de estimativa (ETE) moderado, limites de concordância (LdC) de 9,2% e correlação quase perfeita (r = 0,91) em relação a MFEL, considerando todos os ciclistas. Quando divididos pelo nível de treinamento o ETE e LdC foram maiores no grupo treinado (6,4; 11,8%, respectivamente) comparado ao grupo bem treinado (3,0; 7,4%, respectivamente). Deste modo, ciclistas treinados e bem treinados podem utilizar o FTP como uma alternativa não invasiva e prática estimar a MFEL. Conclusão: O protocolo do FTP20 demonstrou ser reprodutível e valido em predizer a MFEL. Assim ciclistas competitivos podem utilizar o FTP20 para monitorar mudanças no desempenho, bem como para monitorar a carga de treinamento.
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