Respostas metabólicas, cardiopulmonares e neuromusculares em diferentes protocolos de exercício aeróbio: influência da intensidade do exercício e do modo de restrição do fluxo sanguíneo

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2016
Autor(a) principal: Corvino, Rogério Bulhões
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23888
Resumo: Tem sido mostrado que o exercício aeróbio de baixa intensidade com restrição de fluxo sanguíneo (RFS) apresenta melhoras em diversos parâmetros aeróbios e neuromusculares em magnitude semelhante aos protocolos de exercícios executados em altas intensidades; porém, com menor sobrecarga articular, tornando-se interessante para indivíduos nos quais elevadas cargas de trabalho poderiam ser momentaneamente contra indicadas (e.g., atletas em recuperação de lesões, atletas portadores de deficiência, e indivíduos com alguma patologia). O objetivo deste estudo foi analisar as respostas metabólicas, cardiopulmonares e neuromusculares em diferentes protocolos de exercício aeróbio de baixa intensidade realizados com restrição parcial de fluxo sanguíneo realizado em bicicleta ergométrica. Doze indivíduos ativos, saudáveis do sexo masculino, com idades entre 18 a 30 realizaram os seguintes procedimentos. Mensuração da força máxima isométrica dos extensores do joelho (FMI), teste incremental até a exaustão voluntária para determinar o consumo máximo de oxigênio (V̇O2máx) e potência máxima (Pmáx). De forma randomizada realizaram cinco diferentes sessões de exercício, um exercício por uma semana. Três protocolos foram realizados com RFS (Restrição de fluxo sanguíneo intermitente [I-RFS30], Restrição de fluxo sanguíneo controle [I-RFS0] e Restrição de fluxo sanguíneo contínuo [C-RFS30]). Outros dois protocolos foram em alta intensidade (AI) e baixa intensidade (CON30) sem RFS. As sessões de I-RFS30, C-RFS30 e CON30 foram realizadas a 30% da Pmáx. I-RFS0 foi realizada sem nenhuma carga. A sessão de alta intensidade (AI) foi realizada em quatro intensidades realizadas de modo decrescente dentro de cada repetição (105, 100, 95, 90% da Pmáx); onde cada intensidade foi mantida por 30 s. Os exercícios foram compostos de 2 séries de 5 repetições de 2 min de exercício separadas por 1 min de recuperação passiva entre as repetições e de 5 min entre as séries. A pressão utilizada para restrição do fluxo foi individualizada para cada sujeito. Os parâmetros metabólicos (saturação tecidual – StO2, lactato [Lac], pH, estresse oxidativo), cardiorrespiratórios (consumo de oxigênio - V̇O2, ventilação - V̇E, frequência cardíaca - FC) e neuromusculares (força voluntária máxima isométrica - FMI, taxa de desenvolvimento de força – TDF - do quadríceps) foram realizados. Os maiores valores de V̇O2,V̇E, FC, [Lac] foram encontrados para a condição AI. A condição I-RFS30 mostrou igual StO2 para ambas as séries comparado a AI (59.4±4.1; 60.5±6.6% e 57.8±5.8; 58.1±7.2%, respectivamente p<0.05) e elevada concentração de [La] com baixos valores de V̇E comparada as outras condições. Maiores quedas na FMI foram encontradas para as condições AI (-36%) e C-RFS30 (-31%). Em suma, a condição I-RFS30 mostrou similar estresse metabólico (periférico) que AI, com uma menor demanda cardiorrespiratória (central), o que pode caracterizar similares adaptações periféricas com menor demanda física, o que seria de suma importância para atletas ou pessoas que buscam diferentes estímulos de treino e ou para pessoas onde altas cargas de trabalho são contraindicadas
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