Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Vander de Liz
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934
Resumo: Nos últimos 50 anos as cultivares de soja passaram por modificações morfológicas, fisiológicas e fenológicas que podem ter alterado sua tolerância à estiagem. Este trabalho objetivou avaliar as respostas de cultivares obtidas em diferentes décadas à deficiência hídrica em três estádios fenológicos e solos com texturas contrastantes. O estudo foi constituído por três experimentos por solo, conduzidos em casa de vegetação, utilizando o delineamento experimental de blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 x 5. Foram testados três níveis de disponibilidade hídrica: sem estresse hídrico (80% de umidade gravimétrica do solo), deficiência hídrica moderada (60% de umidade gravimétrica do solo) e deficiência hídrica severa (40% de umidade gravimétrica do solo). Para cada teor de umidade no solo cinco cultivares de soja foram avaliadas: Davis, Paraná, Br 16, FT Abyara e Bmx Zeus Ipro, liberadas comercialmente para cultivo em 1968, 1974, 1985, 1991 e 2017, respectivamente. No primeiro experimento os níveis de disponibilidade hídrica foram mantidos por sete dias no estádio V6 (seis nós do caule principal com folha expandida). No segundo experimento eles foram impostos em R3 (início de formação das vagens) e no terceiro experimento no estádio R5 (início do enchimento de grãos). O trabalho foi conduzido em dois solos com texturas contrastantes. Em 2021/2022 ele foi implantado num Nitossolo Vermelho de textura argilosa. Em 2022/2023 ele foi repetido num Neossolo Quartzarênico de textura arenosa. Foram avaliadas as seguintes características: comprimento da haste principal, área foliar, número de ramos produtivos, altura de inserção da primeira vagem, diâmetro da haste principal, rendimento de grãos e componentes do rendimento. Os dados foram avaliados estatisticamente pela análise de variância utilizando o teste F. As médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de significância de 5%. No solo argiloso a restrição hídrica imposta no estádio V6 não afetou o rendimento de grãos por planta da soja, independentemente da década de cultivo da cultivar. No solo arenoso houve decréscimo no rendimento de grãos das cultivares nos tratamentos com estresse moderado e severo em V6. A cultivar moderna Bmx Zeus Ipro foi mais produtiva do que as cultivares antigas, independentemente da umidade gravimétrica e da textura do solo, quando o estresse hídrico foi aplicado em V6. A cultivar Bmx Zeus Ipro teve maior rendimento de grãos por planta do que as cultivares antigas nos tratamentos com 40% e 60% de umidade gravimétrica em R3, tanto no solo arenoso quanto no argiloso. A imposição do estresse hídrico severo em R5 reduziu o rendimento de grãos por planta de todas as cultivares, em relação ao tratamento com 80% de umidade gravimétrica, independentemente da textura do solo. A cultivar Bmx Zeus Ipro não foi mais sensível à deficiência hídrica do que as cultivares antigas, independentemente do estádio fenológico de imposição do estresse e da textura do solo.
id UDESC-2_6712a94e035698c262b45d9e4de017fc
oai_identifier_str oai:repositorio.udesc.br:UDESC/23934
network_acronym_str UDESC-2
network_name_str Repositório Institucional da UDESC
repository_id_str
spelling Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.Glycine maxRestrição hídricaFenologiaRendimento de grãosNos últimos 50 anos as cultivares de soja passaram por modificações morfológicas, fisiológicas e fenológicas que podem ter alterado sua tolerância à estiagem. Este trabalho objetivou avaliar as respostas de cultivares obtidas em diferentes décadas à deficiência hídrica em três estádios fenológicos e solos com texturas contrastantes. O estudo foi constituído por três experimentos por solo, conduzidos em casa de vegetação, utilizando o delineamento experimental de blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 x 5. Foram testados três níveis de disponibilidade hídrica: sem estresse hídrico (80% de umidade gravimétrica do solo), deficiência hídrica moderada (60% de umidade gravimétrica do solo) e deficiência hídrica severa (40% de umidade gravimétrica do solo). Para cada teor de umidade no solo cinco cultivares de soja foram avaliadas: Davis, Paraná, Br 16, FT Abyara e Bmx Zeus Ipro, liberadas comercialmente para cultivo em 1968, 1974, 1985, 1991 e 2017, respectivamente. No primeiro experimento os níveis de disponibilidade hídrica foram mantidos por sete dias no estádio V6 (seis nós do caule principal com folha expandida). No segundo experimento eles foram impostos em R3 (início de formação das vagens) e no terceiro experimento no estádio R5 (início do enchimento de grãos). O trabalho foi conduzido em dois solos com texturas contrastantes. Em 2021/2022 ele foi implantado num Nitossolo Vermelho de textura argilosa. Em 2022/2023 ele foi repetido num Neossolo Quartzarênico de textura arenosa. Foram avaliadas as seguintes características: comprimento da haste principal, área foliar, número de ramos produtivos, altura de inserção da primeira vagem, diâmetro da haste principal, rendimento de grãos e componentes do rendimento. Os dados foram avaliados estatisticamente pela análise de variância utilizando o teste F. As médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de significância de 5%. No solo argiloso a restrição hídrica imposta no estádio V6 não afetou o rendimento de grãos por planta da soja, independentemente da década de cultivo da cultivar. No solo arenoso houve decréscimo no rendimento de grãos das cultivares nos tratamentos com estresse moderado e severo em V6. A cultivar moderna Bmx Zeus Ipro foi mais produtiva do que as cultivares antigas, independentemente da umidade gravimétrica e da textura do solo, quando o estresse hídrico foi aplicado em V6. A cultivar Bmx Zeus Ipro teve maior rendimento de grãos por planta do que as cultivares antigas nos tratamentos com 40% e 60% de umidade gravimétrica em R3, tanto no solo arenoso quanto no argiloso. A imposição do estresse hídrico severo em R5 reduziu o rendimento de grãos por planta de todas as cultivares, em relação ao tratamento com 80% de umidade gravimétrica, independentemente da textura do solo. A cultivar Bmx Zeus Ipro não foi mais sensível à deficiência hídrica do que as cultivares antigas, independentemente do estádio fenológico de imposição do estresse e da textura do solo.Sangoi, LuisOliveira, Vander de Liz2025-11-18T11:36:30Z2024info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis144application/pdfOLIVEIRA, Vander de Liz. <b>Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.</b>. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal) - Udesc, Lages SC, 2024. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-11-19T06:02:36Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23934Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-11-19T06:02:36Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
dc.title.none.fl_str_mv Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
title Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
spellingShingle Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
Oliveira, Vander de Liz
Glycine max
Restrição hídrica
Fenologia
Rendimento de grãos
title_short Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
title_full Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
title_fullStr Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
title_full_unstemmed Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
title_sort Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.
author Oliveira, Vander de Liz
author_facet Oliveira, Vander de Liz
author_role author
dc.contributor.none.fl_str_mv Sangoi, Luis
dc.contributor.author.fl_str_mv Oliveira, Vander de Liz
dc.subject.por.fl_str_mv Glycine max
Restrição hídrica
Fenologia
Rendimento de grãos
topic Glycine max
Restrição hídrica
Fenologia
Rendimento de grãos
description Nos últimos 50 anos as cultivares de soja passaram por modificações morfológicas, fisiológicas e fenológicas que podem ter alterado sua tolerância à estiagem. Este trabalho objetivou avaliar as respostas de cultivares obtidas em diferentes décadas à deficiência hídrica em três estádios fenológicos e solos com texturas contrastantes. O estudo foi constituído por três experimentos por solo, conduzidos em casa de vegetação, utilizando o delineamento experimental de blocos ao acaso, em esquema fatorial 3 x 5. Foram testados três níveis de disponibilidade hídrica: sem estresse hídrico (80% de umidade gravimétrica do solo), deficiência hídrica moderada (60% de umidade gravimétrica do solo) e deficiência hídrica severa (40% de umidade gravimétrica do solo). Para cada teor de umidade no solo cinco cultivares de soja foram avaliadas: Davis, Paraná, Br 16, FT Abyara e Bmx Zeus Ipro, liberadas comercialmente para cultivo em 1968, 1974, 1985, 1991 e 2017, respectivamente. No primeiro experimento os níveis de disponibilidade hídrica foram mantidos por sete dias no estádio V6 (seis nós do caule principal com folha expandida). No segundo experimento eles foram impostos em R3 (início de formação das vagens) e no terceiro experimento no estádio R5 (início do enchimento de grãos). O trabalho foi conduzido em dois solos com texturas contrastantes. Em 2021/2022 ele foi implantado num Nitossolo Vermelho de textura argilosa. Em 2022/2023 ele foi repetido num Neossolo Quartzarênico de textura arenosa. Foram avaliadas as seguintes características: comprimento da haste principal, área foliar, número de ramos produtivos, altura de inserção da primeira vagem, diâmetro da haste principal, rendimento de grãos e componentes do rendimento. Os dados foram avaliados estatisticamente pela análise de variância utilizando o teste F. As médias comparadas pelo teste de Tukey, ao nível de significância de 5%. No solo argiloso a restrição hídrica imposta no estádio V6 não afetou o rendimento de grãos por planta da soja, independentemente da década de cultivo da cultivar. No solo arenoso houve decréscimo no rendimento de grãos das cultivares nos tratamentos com estresse moderado e severo em V6. A cultivar moderna Bmx Zeus Ipro foi mais produtiva do que as cultivares antigas, independentemente da umidade gravimétrica e da textura do solo, quando o estresse hídrico foi aplicado em V6. A cultivar Bmx Zeus Ipro teve maior rendimento de grãos por planta do que as cultivares antigas nos tratamentos com 40% e 60% de umidade gravimétrica em R3, tanto no solo arenoso quanto no argiloso. A imposição do estresse hídrico severo em R5 reduziu o rendimento de grãos por planta de todas as cultivares, em relação ao tratamento com 80% de umidade gravimétrica, independentemente da textura do solo. A cultivar Bmx Zeus Ipro não foi mais sensível à deficiência hídrica do que as cultivares antigas, independentemente do estádio fenológico de imposição do estresse e da textura do solo.
publishDate 2024
dc.date.none.fl_str_mv 2024
2025-11-18T11:36:30Z
dc.type.status.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/publishedVersion
dc.type.driver.fl_str_mv info:eu-repo/semantics/doctoralThesis
format doctoralThesis
status_str publishedVersion
dc.identifier.uri.fl_str_mv OLIVEIRA, Vander de Liz. <b>Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.</b>. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal) - Udesc, Lages SC, 2024. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.
https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934
identifier_str_mv OLIVEIRA, Vander de Liz. <b>Tolerância de cultivares de soja de diferentes décadas de obtenção à deficiência hídrica em três estádio fenológicos cultivadas em solos de texturas contrastantes.</b>. 2025. Tese (Programa de Pós-Graduação em Produção Vegetal) - Udesc, Lages SC, 2024. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.
url https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23934
dc.language.iso.fl_str_mv por
language por
dc.rights.driver.fl_str_mv Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/
info:eu-repo/semantics/openAccess
rights_invalid_str_mv Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazil
http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/
eu_rights_str_mv openAccess
dc.format.none.fl_str_mv 144
application/pdf
dc.source.none.fl_str_mv reponame:Repositório Institucional da UDESC
instname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
instacron:UDESC
instname_str Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
instacron_str UDESC
institution UDESC
reponame_str Repositório Institucional da UDESC
collection Repositório Institucional da UDESC
repository.name.fl_str_mv Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)
repository.mail.fl_str_mv ri@udesc.br
_version_ 1860697671521533952