Suplementação de luz led e diferentes ambientes de cultivo na miniestaquia de eucalyptus dunnii maiden.
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23096 |
Resumo: | O cultivo de espécies do gênero Eucalyptus é amplamente praticado no Brasil e este sucesso deve-se a programas avançados de melhoramento genético e propagação clonal, especialmente pela técnica de miniestaquia, que maximiza o enraizamento e a qualidade das mudas. Na região sul do país as condições climáticas, como baixas temperaturas e menor luminosidade no inverno, afetam negativamente a produção de mudas. Por isso, a suplementação com luz artificial, especialmente LEDs, é uma alternativa para garantir a produção de miniestacas durante períodos críticos. Este estudo teve por objetivo investigar o efeito da suplementação por luz artificial fornecido por lâmpadas LEDs em diferentes ambientes de cultivo de minijardim na propagação clonal de Eucalyptus dunnii Maiden. O experimento foi realizado no Viveiro de Pesquisa da empresa Klabin SA, em Otacílio Costa, SC-Brasil, região com clima temperado úmido (Cfb), com ocorrência recorrente de dias nublados, principalmente no outono e inverno. Utilizou-se blocos ao acaso em esquema bifatorial 4X4 (fator A luzes; fator B ambientes de cultivos). Testou se quatro tipos de iluminação: LED azul, LED vermelho, combinação de ambas e ausência de luz artificial (controle/luz natural). Diferentes condições de ambiente de cultivo foram avaliadas: com ou sem estufim e com ou sem aquecimento no leito de areia. Realizou-se coletas de dados quinzenalmente. Em cada coleta foram preparadas 27 miniestacas por tratamento, utilizadas no experimento de enraizamento. Também foram feitas podas de manejo e contagem das miniestacas com potencial de enraizamento para avaliação da produtividade de brotos por minicepa, além da contagem das minicepas vivas. Avaliou se o grau de severidade do fungo Oidium eucalypti, e contagem de minicepas improdutivas. Também foram avaliadas variáveis fotossintéticas: taxa de assimilação líquida (A), condutância estomática (gs), transpiração (E), relação entre a concentração intercelular e atmosférica de CO2 (Ci/Ca) e eficiência no uso da água (WUE). Quanto aos resultados, no inverno, o ambiente tradiconal apresentou a melhor média de sobrevivência (50%), enquanto o estufim combinado com aquecimento interferiu negativamente (27,40%). O ambiente estufim combinado com aquecimento apresentou a menor média de sobrevivência de minicepas em todas as estações. Para produtividade de brotos por metro quadrado, não houve interação entre os tratamentos de suplementação por luz LED e ambientes de cultivo. Isoladamente, o fator correspondente aos ambientes de cultivo apresentou diferença entre si. O estufim destacou-se por obter bons resultados em todas as estações estudadas. Observou-se uma oscilação de produtividade de brotos por micepa ao longo do estudo. Para a variável enraizamento de miniestacas, justamente na estação mais crítica para a produção de mudas (inverno) houve interação entre a suplmentação por luz LED e o ambiente de cultivo com aquecimento, miniestacas oriundas do ambiente aquecimento suplementadas com luz azul apresentaram maior porcentagem de enraizamento (34,38%), no entanto, não diferiram significativamente daquelas suplementadas com luz azul combinada com vermelha (16,82%) e com apenas luz natural (28,64%). A relação entre a sazonalidade da região sul e o potencial de enraizamento é evindenciado no estudo, tendo em vista os contrastantes valores obtidos em estaçõs quentes (verão) com aproximadamente 60% de enraizamento e estações frias (inverno) que apresentou uma média geral de menor do que 30% de enraizamento.Quanto aos rersultados para as varáiveis fotossintéticas, direcionando para a estação mais crítica, observa-se a diminuição da taxa de assimilação líquida e sua relação com as demais variáveis. Conclui-se que a produtividade de brotos por minicepa é influenciada principalmente pelo ambiente de cultivo, sendo o estufim a opção mais eficaz, especialmente nas estações mais frias. A luz LED não teve impacto significativo na produção de brotos e demais varáiveis. |
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O experimento foi realizado no Viveiro de Pesquisa da empresa Klabin SA, em Otacílio Costa, SC-Brasil, região com clima temperado úmido (Cfb), com ocorrência recorrente de dias nublados, principalmente no outono e inverno. Utilizou-se blocos ao acaso em esquema bifatorial 4X4 (fator A luzes; fator B ambientes de cultivos). Testou se quatro tipos de iluminação: LED azul, LED vermelho, combinação de ambas e ausência de luz artificial (controle/luz natural). Diferentes condições de ambiente de cultivo foram avaliadas: com ou sem estufim e com ou sem aquecimento no leito de areia. Realizou-se coletas de dados quinzenalmente. Em cada coleta foram preparadas 27 miniestacas por tratamento, utilizadas no experimento de enraizamento. Também foram feitas podas de manejo e contagem das miniestacas com potencial de enraizamento para avaliação da produtividade de brotos por minicepa, além da contagem das minicepas vivas. 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Observou-se uma oscilação de produtividade de brotos por micepa ao longo do estudo. Para a variável enraizamento de miniestacas, justamente na estação mais crítica para a produção de mudas (inverno) houve interação entre a suplmentação por luz LED e o ambiente de cultivo com aquecimento, miniestacas oriundas do ambiente aquecimento suplementadas com luz azul apresentaram maior porcentagem de enraizamento (34,38%), no entanto, não diferiram significativamente daquelas suplementadas com luz azul combinada com vermelha (16,82%) e com apenas luz natural (28,64%). 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