Avaliação da fauna parasitária de animais silvestres da região do planalto serrano catarinense.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2023
Autor(a) principal: Rippel, Luisa Barreto
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000jrtk
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22826
Resumo: O bioma Mata Atlântica possui grande biodiversidade e sofre muito com a fragmentação e descaracterização de habitat. Os efeitos da interferência antrópica podem causar disseminação de doenças que afetam a saúde animal e humana, incluindo doenças de origem parasitária e de caráter zoonótico. O conhecimento sobre a parasitofauna de animais silvestres de vida livre na região serrana ainda é escasso, o que impossibilita a antecipação da ocorrência e dispersão de parasitos que podem impactar na saúde dos animais silvestres, domésticos e na saúde pública. O objetivo do projeto foi investigar a fauna parasitária de animais silvestres da região do Planalto Serrano Catarinense, recebidos pelo Setor de Atendimento e Reabilitação de Animais Silvestres do Hospital de Clínicas Veterinárias (SARAS-HCV-CAV-UDESC), de agosto de 2019 a julho de 2023. Os animais foram contidos e inspecionados para avaliação clínica, e foi realizada a busca por ectoparasitos. Amostras de fezes/excretas foram coletadas para avaliação da presença de parasitas por meio de técnicas laboratoriais parasitológicas, por flutuação em solução saturada de NaCl e sedimentação espontânea. Os exames e identificação de parasitos foram realizados no Laboratório de Parasitologia e Doenças Parasitárias (LAPAR-CAV-UDESC). Dos 87 animais examinados, 34,5% (30/87) estavam parasitados por helmintos e/ou protozoários. Destes, 56,7% (17/30) eram mamíferos e 43,3% (13/30) eram aves. Ectoparasitos foram encontrados em 16,1% (14/87) destes, sendo 40% (6/15) mamíferos e 60% (8/15) aves. Os parasitos gastrintestinais mais frequentes foram do gênero Capillaria (18,60%, 8/43), subclasse Coccidia (13,95%, 6/43), subordem Strongylida (13,95%, 6/43), gênero Tripanoxyuris (11,62%, 5/43). A ordem mais observada no estudo de endoparasitas foi Strongylida (20,93%, 9/43). Os ectoparasitos mais frequentemente encontrados pertenciam às famílias Hippoboscidae e Ixodidae. Dentre estes, foram identificadas as espécies Amblyomma aureolatum, Ixodes fuscipes, Haemaphysalis juxtakochi, Rhipicephalus microplus, Columbicola columbae, Menacanthus stramineus, Menopon gallinae. Animais silvestres atuam como hospedeiros de diferentes espécies de parasitos e o conhecimento da riqueza da fauna parasitária é importante para o controle e prevenção de doenças parasitárias e zoonoses e também para programas de manejo e recuperação populacional de animais silvestres, principalmente para espécies ameaçadas de extinção.
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