A relação entre família e fisioterapeuta no atendimento de bebês de risco: impacto na intervenção fisioterapêutica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2022
Autor(a) principal: Melo, Camila de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000d2nj
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/21557
Resumo: O período de zero a vinte e quatro meses é sensível e fundamental para o desenvolvimento do bebê, visto que é período de maior possibilidade de neuroplasticidade. Dessa forma, as intervenções devem ser iniciadas precocemente em conjunto com a família, que é fundamental nesse processo. Nesse contexto, este estudo busca investigar se a interação entre família e fisioterapeuta tem relação com o resultado da intervenção fisioterapêutica em bebês de risco. Este é um estudo de série de casos, exploratório e descritivo. Os participantes deste estudo foram seis bebês de risco, os familiares responsáveis que estavam presentes nos atendimentos e os fisioterapeutas que realizaram os atendimentos. As avaliações foram realizadas no Projeto Observatório de Bebês de Risco, que é um projeto de extensão do curso de Fisioterapia da Universidade Regional de Blumenau (FURB), em dois momentos: a) antes de iniciar a intervenção; b) reavaliações ao final do período de intervenção. Os instrumentos utilizados foram a Escala Motora Infantil de Alberta para avaliação do desenvolvimento motor; ficha de avaliação fisioterapêutica; questionários para avaliação da percepção da família e fisioterapeuta quanto à comunicação e conhecimento entre ambos. Os dados foram analisados de forma descritiva. Foi identificado que houve comunicação e conhecimento entre a família e o fisioterapeuta ao analisarmos as respostas dos questionários de percepção do cuidador e fisioterapeuta, assim como que esses atores podem ter influenciado no desenvolvimento dos bebês participantes deste estudo, visto que quatro bebês apresentaram mudanças em escore e pontuação na EMIA saindo do percentil considerado atraso, um dos bebês apresentou mudança em escore e não apresentou no percentil e um dos bebês não apresentou mudanças de escore e percentil. A tarefa troca de roupa do bebê pode ser uma forma de orientar a família dentro de sua rotina com o bebê, visto que é rica em estímulos motores e realizadas várias vezes ao dia. É importante considerar que todo o contexto em que o bebê está inserido assim como os fatores biológicos podem impactar no desenvolvimento motor de bebês de risco.
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