Caracterização das frações de carbono orgânico no solo em diferentes sistemas de pastagem em Santa Catarina.
| Ano de defesa: | 2024 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22957 |
Resumo: | Os solos armazenam mais carbono do que as quantidades totais combinadas que ocorrem na vegetação e na atmosfera, constituindo um importante reservatório. Em condições naturais, observa-se equilíbrio na quantidade emitida e a retida no solo, contudo, o estoque de carbono é modificado quando manipulado, como por exemplo na implantação de sistemas de pastagem. Santa Catarina apresenta grande diversidade de solos, climas, relevos e sistemas de manejos de pastagem, os quais possuem escassas informações sobre a capacidade de sequestro de C. O objetivo desta pesquisa foi caracterizar os sistemas de pastagens quanto ao carbono armazenado no solo, considerando as diferentes especificidades climáticas regionais. O estudo foi realizado em cinco regiões catarinenses, sendo elas: Planalto Serrano, Mesorregião Serrana, Oeste, Norte e Sul totalizando nove municípios diferentes, as coletas ocorreram de setembro de 2022 a setembro de 2023. Em cada ponto de amostragem foram abertas duas trincheiras de aproximadamente 100 cm de profundidade para coleta de amostras deformadas e indeformadas, nas quais foram estudadas as propriedades físicas, químicas e realizada a determinação dos teores de carbono orgânico total e de suas frações particulada e associada aos minerais. Os dados quantitativos foram avaliados através da análise de componentes principais. As relações entre os atributos de fertilidade e as frações de carbono foram verificadas por meio de correlações de Pearson. Os resultados de carbono e estoque foram analisados individualmente para cada local avaliado e para cada profundidade de solo. Os resultados obtidos demonstram o potencial dos sistemas de pastagens em estocar carbono no solo, sendo uma alternativa eficaz para a mitigação das mudanças climáticas. A contribuição positiva e a proximidade dos vetores dos componentes argila, silte, matéria orgânica, teores de bases trocáveis e pH evidenciam a importância da qualidade química e, principalmente, física do solo para o desenvolvimento dos sistemas de pastagens, demonstrando que o teor de carbono está associado, em especial, à fração argila do solo. Observou-se uma correlação inversa entre o teor de C no solo e a profundidade e proporção da fração areia: à medida que a profundidade e a porcentagem de areia aumentam, o teor de carbono diminui. A caracterização dos sistemas de pastagens permitiu identificar os manejos que favorecem o sequestro de carbono em cada região, sendo que os estoques de carbono nas diferentes profundidades analisadas foram semelhantes e, em algumas camadas, superiores nos sistemas de pastagens implantadas em comparação aos sistemas de vegetação nativa. As comparações entre os sistemas foram realizadas dentro de cada região, considerando as características edafoclimáticas e diferenças pedogenéticas locais. Os resultados mostraram que os estoques de carbono no solo em Santa Catarina são variáveis devido a essas diferenças, apresentando valores de 94,6 Mg ha⁻¹ em Neossolos Quartzarênicos no sul do estado até 552,25 Mg ha⁻¹ em Latossolos na mesorregião Serrana, influenciados pelo aporte de material orgânico dos sistemas de pastagem. A estabilidade do carbono no solo é determinada principalmente pelos teores de argila e óxidos de ferro, que promovem a retenção de carbono por atração eletrostática. Além disso, práticas de adubação e calagem melhoram a qualidade física e estrutural do solo, favorecendo o armazenamento de carbono na forma recalcitrante. |
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