Indicadores de longevidade de centenários da mesorregião grande Florianópolis, SC – Brasil: características sociodemográficas, condições de saúde, capacidade funcional, arranjo de vida, apoio social e atividade física

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Streit, Inês Amanda
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23898
Resumo: Este estudo tem como objetivo analisar os indicadores de longevidade de centenários da mesorregião Grande Florianópolis, SC, relacionados às características sociodemográficas, condições de saúde, capacidade funcional, arranjo de vida, apoio social e atividade física. Para confirmar a hipótese de que os centenários dessa mesorregião apresentam perfil homogêneo em relação aos indicadores de longevidade e, quando relacionados ao nível de atividade a funcionalidade familiar, rede de suporte social e capacidade funcional, haveria heterogeneidade entre os mesmos, foram elaborados dois artigos a partir do objetivo geral. O Artigo A tem como objetivo descrever o perfil sociodemográfico, condições de saúde, capacidade funcional, atividade física e arranjo de vida de centenários da mesorregião Grande Florianópolis, SC. Trata-se de um artigo descritivo para mostrar quem são e como vivem os centenários desta mesorregião. O Artigo B consiste em verificar os aspectos sociais e a capacidade funcional segundo o nível de atividade física de centenários. Para o artigo B foram selecionados os centenários com condições cognitivas preservadas, os quais responderam às questões relacionadas aos aspectos sociais. Para contemplar os objetivos propostos foi empregado o Protocolo de Avaliação do Idoso Centenário, o qual agrega 217 questões, divididas em 16 blocos identificados para que a aplicação seja direcionada ao centenário ou ao seu respectivo cuidador. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Para o artigo A foram selecionados 58 centenários com média de idade de 102 anos e os resultados encontrados demonstram que a maioria é do sexo feminino (n=41; 70,7%), viúvos (n=46; 80,7%), moram com a família (n=40; 69,0%), possuem cuidador (n=56; 96,5%) e residem em Florianópolis (n=33; 56,9%). Dos centenários, 22,6% (n=12) são cognitivamente preservados e a média de doenças foi de 4,7±2,6, prevalecendo incontinência urinária, hipertensão arterial, osteoporose e doenças cardiovasculares. O uso contínuo de medicamentos é baixo (média de 4,32±2,8) e refere-se ao controle das doenças prevalentes. A maioria dos centenários (n= 45; 77,5%) são independentes para alimentar-se, enquanto a função vestir-se é a tarefa que apresenta o maior número de centenários dependentes (n=41; 70,6%). O nível de atividade física entre os centenários avaliados (n=26) apresentou média de 1103,69 passos/dia, com ampla variação entre o valor mínimo (71,86) e máximo (8255,57), sendo que sete centenários apresentaram média superior de 1000 passos/dia. Para o artigo B foram selecionados 10 centenários com cognição preservada e observa-se que os idosos independentes apresentaram maior nível de atividade física (média de 3124,89 passos/dia) quando comparado aos dependentes (602,19). Quatro centenários apresentaram média de passos superior a 1000 e destes, três apresentaram rede de suporte social restrita à família. Os centenários com maior nível de atividade física são os que se envolvem em atividades sociais fora do ambiente domiciliar. Em relação à funcionalidade familiar os centenários que estão sempre satisfeitos em relação aos domínios companheirismo, adaptação e afetividade apresentaram menor nível de atividade física. Conclui-se que os centenários deste estudo são homogêneos em relação aos indicadores de longevidade quanto a ser do sexo feminino, ter baixa escolaridade e viuvez (características sociodemográficas); ter estado cognitivo comprometido, ter doenças e consumir medicamentos (condições de saúde); dependentes para realização das atividades da vida diária, dependentes para vestir-se e independentes para alimentar-se (capacidade funcional); viver na comunidade, morar com a família e ter cuidador (arranjo de vida); e não praticar atividade física regularmente (atividade física). Conclui-se, também que, de acordo com o nível de atividade física os centenários são heterogêneos em relação aos indicadores de longevidade - funcionalidade familiar, rede de suporte social e capacidade funcional, fatores estes que podem explicar a longevidade.
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O Artigo A tem como objetivo descrever o perfil sociodemográfico, condições de saúde, capacidade funcional, atividade física e arranjo de vida de centenários da mesorregião Grande Florianópolis, SC. Trata-se de um artigo descritivo para mostrar quem são e como vivem os centenários desta mesorregião. O Artigo B consiste em verificar os aspectos sociais e a capacidade funcional segundo o nível de atividade física de centenários. Para o artigo B foram selecionados os centenários com condições cognitivas preservadas, os quais responderam às questões relacionadas aos aspectos sociais. Para contemplar os objetivos propostos foi empregado o Protocolo de Avaliação do Idoso Centenário, o qual agrega 217 questões, divididas em 16 blocos identificados para que a aplicação seja direcionada ao centenário ou ao seu respectivo cuidador. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Para o artigo A foram selecionados 58 centenários com média de idade de 102 anos e os resultados encontrados demonstram que a maioria é do sexo feminino (n=41; 70,7%), viúvos (n=46; 80,7%), moram com a família (n=40; 69,0%), possuem cuidador (n=56; 96,5%) e residem em Florianópolis (n=33; 56,9%). Dos centenários, 22,6% (n=12) são cognitivamente preservados e a média de doenças foi de 4,7±2,6, prevalecendo incontinência urinária, hipertensão arterial, osteoporose e doenças cardiovasculares. O uso contínuo de medicamentos é baixo (média de 4,32±2,8) e refere-se ao controle das doenças prevalentes. A maioria dos centenários (n= 45; 77,5%) são independentes para alimentar-se, enquanto a função vestir-se é a tarefa que apresenta o maior número de centenários dependentes (n=41; 70,6%). O nível de atividade física entre os centenários avaliados (n=26) apresentou média de 1103,69 passos/dia, com ampla variação entre o valor mínimo (71,86) e máximo (8255,57), sendo que sete centenários apresentaram média superior de 1000 passos/dia. Para o artigo B foram selecionados 10 centenários com cognição preservada e observa-se que os idosos independentes apresentaram maior nível de atividade física (média de 3124,89 passos/dia) quando comparado aos dependentes (602,19). Quatro centenários apresentaram média de passos superior a 1000 e destes, três apresentaram rede de suporte social restrita à família. Os centenários com maior nível de atividade física são os que se envolvem em atividades sociais fora do ambiente domiciliar. Em relação à funcionalidade familiar os centenários que estão sempre satisfeitos em relação aos domínios companheirismo, adaptação e afetividade apresentaram menor nível de atividade física. Conclui-se que os centenários deste estudo são homogêneos em relação aos indicadores de longevidade quanto a ser do sexo feminino, ter baixa escolaridade e viuvez (características sociodemográficas); ter estado cognitivo comprometido, ter doenças e consumir medicamentos (condições de saúde); dependentes para realização das atividades da vida diária, dependentes para vestir-se e independentes para alimentar-se (capacidade funcional); viver na comunidade, morar com a família e ter cuidador (arranjo de vida); e não praticar atividade física regularmente (atividade física). Conclui-se, também que, de acordo com o nível de atividade física os centenários são heterogêneos em relação aos indicadores de longevidade - funcionalidade familiar, rede de suporte social e capacidade funcional, fatores estes que podem explicar a longevidade.Mazo, Giovana ZarpellonStreit, Inês Amanda2025-11-14T19:29:42Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/doctoralThesis139 f.application/octet-streamhttps://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23898Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-11-14T19:29:42Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/23898Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-11-14T19:29:42Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
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