Regência orquestral em Santa Catarina, percursos profissionais e a formação acadêmica

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Lincoln Thiego Espíndola
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vj6v
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22896
Resumo: Esta dissertação investiga as trajetórias formativas e os espaços de atuação de regentes de orquestra em Santa Catarina, com o objetivo de compreender como se constrói o ofício do regente, bem como o caminho de formação universitária, analisando possibilidades e limitações desses espaços. A pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando revisão e análise bibliográfica, documental e entrevistas com regentes atuantes no Estado de Santa Catarina, discentes e egressos de cursos de Música de três universidades do Sul do Brasil: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O percurso investigativo revela que a formação do regente é marcada por um processo híbrido, no qual licenciaturas, bacharelados em instrumento e experiências extracurriculares se combinam no processo formativo. O estudo evidenciou a escassez de práticas regenciais nos currículos formais, mesmo nos bacharelados em regência das universidades investigadas, compelindo os estudantes a buscarem vivências externas — como festivais e masterclasses — para desenvolver o tempo de pódio, os mesmos espaços frequentados por licenciandos e bacharelandos em instrumento musical que desejam desenvolvimento técnico e gestual. Além disso, destaca-se a emergência de competências gestoras como demanda cotidiana, não contemplada na formação acadêmica. A análise das histórias de vida de regentes catarinenses foi organizada em três fases — iniciação instrumental, transição regencial e maturidade profissional —, demonstrando que a graduação em Música constitui um ponto de inflexão comum, mas não representa o início nem o fim da construção dos saberes necessários ao ofício. A pesquisa propõe contribuições práticas como a institucionalização de orquestras-laboratório, a inserção de estágios em regência, trilhas formativas em gestão cultural e políticas públicas que fortaleçam a musicalização de base. Conclui-se que tornar-se regente não é uma condição técnica isolada, mas uma travessia que articula a artesania musical, engenho pedagógico, responsabilidade coletiva e tessitura política.
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