Regência orquestral em Santa Catarina, percursos profissionais e a formação acadêmica
| Ano de defesa: | 2025 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
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| Idioma: | por |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22896 |
Resumo: | Esta dissertação investiga as trajetórias formativas e os espaços de atuação de regentes de orquestra em Santa Catarina, com o objetivo de compreender como se constrói o ofício do regente, bem como o caminho de formação universitária, analisando possibilidades e limitações desses espaços. A pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando revisão e análise bibliográfica, documental e entrevistas com regentes atuantes no Estado de Santa Catarina, discentes e egressos de cursos de Música de três universidades do Sul do Brasil: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O percurso investigativo revela que a formação do regente é marcada por um processo híbrido, no qual licenciaturas, bacharelados em instrumento e experiências extracurriculares se combinam no processo formativo. O estudo evidenciou a escassez de práticas regenciais nos currículos formais, mesmo nos bacharelados em regência das universidades investigadas, compelindo os estudantes a buscarem vivências externas — como festivais e masterclasses — para desenvolver o tempo de pódio, os mesmos espaços frequentados por licenciandos e bacharelandos em instrumento musical que desejam desenvolvimento técnico e gestual. Além disso, destaca-se a emergência de competências gestoras como demanda cotidiana, não contemplada na formação acadêmica. A análise das histórias de vida de regentes catarinenses foi organizada em três fases — iniciação instrumental, transição regencial e maturidade profissional —, demonstrando que a graduação em Música constitui um ponto de inflexão comum, mas não representa o início nem o fim da construção dos saberes necessários ao ofício. A pesquisa propõe contribuições práticas como a institucionalização de orquestras-laboratório, a inserção de estágios em regência, trilhas formativas em gestão cultural e políticas públicas que fortaleçam a musicalização de base. Conclui-se que tornar-se regente não é uma condição técnica isolada, mas uma travessia que articula a artesania musical, engenho pedagógico, responsabilidade coletiva e tessitura política. |
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Regência orquestral em Santa Catarina, percursos profissionais e a formação acadêmicaOrchestral conducting in Santa Catarina state. professional pathways and academic trainingregência de orquestramaestrotempo de pódioformação acadêmicaEsta dissertação investiga as trajetórias formativas e os espaços de atuação de regentes de orquestra em Santa Catarina, com o objetivo de compreender como se constrói o ofício do regente, bem como o caminho de formação universitária, analisando possibilidades e limitações desses espaços. A pesquisa adota abordagem qualitativa, articulando revisão e análise bibliográfica, documental e entrevistas com regentes atuantes no Estado de Santa Catarina, discentes e egressos de cursos de Música de três universidades do Sul do Brasil: Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Universidade Estadual do Paraná (UNESPAR) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O percurso investigativo revela que a formação do regente é marcada por um processo híbrido, no qual licenciaturas, bacharelados em instrumento e experiências extracurriculares se combinam no processo formativo. O estudo evidenciou a escassez de práticas regenciais nos currículos formais, mesmo nos bacharelados em regência das universidades investigadas, compelindo os estudantes a buscarem vivências externas — como festivais e masterclasses — para desenvolver o tempo de pódio, os mesmos espaços frequentados por licenciandos e bacharelandos em instrumento musical que desejam desenvolvimento técnico e gestual. Além disso, destaca-se a emergência de competências gestoras como demanda cotidiana, não contemplada na formação acadêmica. A análise das histórias de vida de regentes catarinenses foi organizada em três fases — iniciação instrumental, transição regencial e maturidade profissional —, demonstrando que a graduação em Música constitui um ponto de inflexão comum, mas não representa o início nem o fim da construção dos saberes necessários ao ofício. A pesquisa propõe contribuições práticas como a institucionalização de orquestras-laboratório, a inserção de estágios em regência, trilhas formativas em gestão cultural e políticas públicas que fortaleçam a musicalização de base. Conclui-se que tornar-se regente não é uma condição técnica isolada, mas uma travessia que articula a artesania musical, engenho pedagógico, responsabilidade coletiva e tessitura política.Dra. Cristina M. Emboaba da Costa J. de CamargoLincoln Thiego Espíndola2025-09-03T19:04:35Z2025info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis190application/pdfLincoln Thiego Espíndola. <b>REGÊNCIA ORQUESTRAL EM SANTA CATARINA, PERCURSOS PROFISSIONAIS E A FORMAÇÃO ACADÊMICA</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Música) - Udesc, Florianópolis, 2025. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22896. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22896ark:/33523/001300000vj6vAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-09-25T19:06:00Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/22896Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-09-25T19:06Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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