Compondo com dança e espaço: artes do movimento entre os povos originários das Terras Baixas da América do Sul
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Tipo de documento: | Tese |
| Tipo de acesso: | Acesso aberto |
| Idioma: | por |
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| Programa de Pós-Graduação: |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/18008 |
Resumo: | A tese estuda o diálogo entre os movimentos de dança e as configurações de espaço nas experiências cotidianas e rituais dos povos originários das Terras Baixas da América do Sul. Para isso, conjuga os conhecimentos teóricos e metodológicos da arquitetura, da antropologia, da dança e do teatro, buscando integrá-los nas descrições e compreensões dos fenômenos. O trabalho percorre cinco caminhos. O primeiro apresenta as perguntas de pesquisa, mostrando como foram formuladas por uma imensidão de encontros com o mundo e com seus seres humanos e não humanos, personagens da vida acadêmica e outros, muitas vezes invisibilizados. O segundo procura mostrar a constituição de uma transdisciplinaridade necessária para pensar a conversa entre dança e espaço; narro ali meu percurso em diferentes áreas de conhecimento que contribuíram para formar a ancestralidade fundamental para que eu me aproximasse das epistemologias originárias; encontra-se aqui a preocupação com a forma com que as especialidades disciplinares ocidentais buscaram seguir e compreender os fenômenos, muitas vezes enfraquecendo a plenitude e a inteireza das existências e práticas dos povos que o ocidente desconhecia. O terceiro caminho, que chamei de baixorama, inventaria uma pequena parte do repertório de composição espacial e de movimento dos povos originários das Terras Baixas, descritos por estudos já realizados. A narrativa que desenvolvi para apresentar as contribuições desses trabalhos parte das imagens registradas ou elaboradas (como sínteses iconográficas de descrição de espaço e movimento) nas pesquisas que esses autores realizaram com os seus colaboradores indígenas. A cadência desse texto é formulada pelo modo que ele movimenta um corpo de imagens junto a um corpo de palavras. O quarto caminho é um ensaio de estudo de movimento e espaço a partir de um arquivo audiovisual de um ritual Apinajé, chamado M?ôkréporundi. O ensaio é realizado com base na interlocução e pesquisa com e sobre o arquivo audiovisual do pesquisador Odair Giraldin (que pesquisa com os Apinajés desde a década de 1990). Na escuta dessas experiências e de todos esses materiais, reflito sobre a construção social do corpo e sobre sua relação com o movimento, identificando o espaço-tempo das composições coreográficas e cenográficas. Os temas que brotam desse contexto apontam para uma conexão profunda e para uma conversa profícua entre espaços, movimentos (e danças), músicas, mitos e tempos. Por fim, o quinto caminho apresenta experiências e vivências dançadas de pensamento e escritura do texto da tese, buscando também refletir como o corpo que estuda e pensa a dança dança-pensa e pensa-dança a escrita. A tese visa contribuir metodologicamente para o estudo da dança e do espaço, abrindo caminhos de forma a tomá-los como mutuamente constitutivos para pensar dinâmicas e diálogos com o tempo, bem como para explicitar a complexidade, a riqueza e a diversidade que transbordam dos saberes indígenas das Terras Baixas da América do Sul sobre os temas aqui tratados. Assim, procuro evidenciar, seguindo autores e pesquisadores indígenas e não indígenas, a centralidade da artisticidade na composição das vidas desses povos e sua atuação no mundo |
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