Nitrogênio na cultura do lúpulo: efeitos de fontes e doses na produção e qualidade dos cones.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2025
Autor(a) principal: Kuneski, Ana Carla
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
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Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23207
Resumo: O lúpulo (Humulus lupulus L.) é insumo indispensável na indústria e anualmente o Brasil importa diferentes produtos de lúpulo para suprir a demanda interna. Nos últimos anos o cultivo de lúpulo tem ganhado relevância no país, e com a falta de informações os produtores brasileiros utilizam referências estrangeiras de manejo de adubação, o que pode acarretar em orientações imprecisas por não considerar as particularidades edafoclimáticas locais. O objetivo deste trabaho foi avaliar o efeito da adubação nitrogenada na produção de cones frescos, acúmulo de α e β-ácidos, teores de nutrientes dos tecidos e perfil aromático. Para tanto, três estudos foram conduzidos. O primeiro experimento foi conduzido em estufa e analisou o efeito as doses de 0, 50, 100 e 150 mg kg-1 de N em plantas da cultivar Cascade cultivadas em três solos. A dose 100 mg kg-1 de N foi suficiente para atingir a maior produção de cones na primeira e segunda safra, enquanto os teores de α- e β-ácidos foram maiores na dose de 150 mg kg-1 de na primeira safra, e de 50 mg kg-1 para α-ácidos na segunda safra. O maior teor de N nos cones foi obtido na dose de 150 mg kg-1 para os três solos avaliados. Os teores de K, P, Ca e Mg variaram de acordo com o solo avaliado e a dose utilizada. O maior número de compostos voláteis ocorreu no solo com maior teor de MOS, e a detecção das substâncias foi dependente da dose e do solo. O segundo experimento, realizado entre 2022 e 2023, avaliou a resposta às doses de 0, 90, 180 e 270 kg ha-1 de N na cultivar Hallertau Magnum. A aplicação de N aumentou a produção de cones, especialmente na primeira safra e alterou os valores de α e β-ácidos na segunda safra. Os compostos voláteis variaram de acordo com o tratamento. O terceiro experimento avaliou a reposta às mesmas doses de N, aplicadas na forma de ureia, e sistema convencional e adubo orgânico, para o sistema de produção orgânico, nas cultivares Chinook e Cascade na safra 2022/2023. A cultivar Cascade em sistema convencional não apresentou efeito significativo em relação às doses aplicadas, enquanto a cultivar Chinook aumentou a produção de cones e o acúmulo de ácidos com o aumento da dose de N. No sistema orgânico ambas cultivares aumentaram a produção de cones com o aumento da dose de N, porém o acúmulo de ácidos foi reduzido para a Cascade e crescente para a Chinook. Em ambos os sistemas, o aumento da dose de N aumentou o teor de N foliar e reduziu o teor de P foliar, nesse caso somente na cultivar Cascade. O perfil dos compostos voláteis foi variável de acordo com cultivar avaliada e dose de N adicionada. A cultivar Chinook apresentou maior produção e teor de ácidos nos dois sistemas de produção. Para obter maior rendimentos o agricultor pode utilizar doses de 270 kg ha-1 de N para cultivar Hallertau Magnum, sem reduzir a qualidade dos cones. Para as cultivares Cascade e Chinook, a aplicação de 90 kg ha-1 de nitrogênio no sistema convencional e 270 kg ha-1 no sistema orgânico podem ser utilizadas para obter maior rendimento e acúmulo de ácidos. O lúpulo demostra ser promissor em condições climáticas de Santa Catarina, porém um acompanhamento contínuo é necessário para ajustar o manejo de adubação.
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