Genética e gradiente climático como determinantes de variações estomáticas em clones de Eucalyptus

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2020
Autor(a) principal: Pech, Tatiani Maria
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000678b
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14850
Resumo: As espécies do gênero Eucalyptus são amplamente utilizadas em plantios florestais no Brasil. Endente-se como os processos fisiológicos que controlam seu crescimento, porém, não como esses processos são regulados por fatores genéticos e climáticos. Os estômatos são essenciais no controle dos fluxos de carbono e água entre as florestas e a atmosfera. Estudos sobre sua distribuição pelas folhas e dimensões auxilia no entendimento de como as árvores absorvem carbono, usam água, e toleram períodos de seca. Portanto, o objetivo do trabalho foi caracterizar densidade e dimensões dos estômatos de dois diferentes clones do gênero Eucalyptus, e avaliar a plasticidade dessas variáveis ao longo de um forte gradiente climático no Brasil. As áreas experimentais fazem parte do Programa Coorporativo TECHS-IPEF, localizado em SC, PR, SP, MG. Os clones avaliados foram E. urophylla e E.grandis x E.camaldulensis. Lâminas histológicas das superfícies foliares abaxial e adaxial foram preparadas a partir de folhas de três árvores de cada clone em cada local e as imagens analisadas em microscópio óptico, com sistema digital de captura de imagem e mensuração Cell Sens Standard®. Para a análise estatística utilizou-se Análise de Variância (ANOVA) seguida do teste de Tukey (p<0,05) e Teste t, comparando-se os valores obtidos por espécies entre os sítios estudados. Regimes hídricos e térmicos contrastantes foram observados entre os locais de estudo, com déficit anuais de inexistentes para locais mais frio a mais de 500 mm ano-1 para o local mais quente. Declínio na produtividade foi observado com o aumento do déficit hídrico. Entre os dois clones, o E. grandis x E. camaldulensis apresentou estômatos em ambos os lados das folhas e o E. urophylla apenas no lado abaxial, independentemente da variabilidade climática, classificando-os como anfistomáticos e hipoestomáticos. A densidade estomática foi diferente entre os clones em cada local, variando de aproximadamente 260 a 1200 estômatos por mm2, havendo também diferença estatística para o mesmo clone entre os sítios. Sendo a densidade superior na face abaxial em comparação a face adaxial para clones anfistomáticos. Diferenças significativas também foram observadas para as características morfométricas, sendo a densidade correlacionada negativamente com as demais características, ou seja, uma maior densidade resultou em menores valores para comprimento e largura do estômato e do poro estomático. Nosso estudo apoia evidências de que os gradientes climáticos afetam significativamente os atributos morfoanatômicos de clones de eucaliptos no Brasil, principalmente naqueles com características climáticas contrastantes. Entretanto, características genéticas especificas também foram observadas, como exemplo a alocação dos estômatos na face das folhas. Nossos resultados reforçam a importância da avaliação na escolha de clones para cada região, principalmente em locais com características climáticas extremas.
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