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Produção e viabilidade econômica de cupressus lusitanica p. miller submetido a diferentes estratégias de manejo.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Oliveira, Huga Géssica Bento de
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
dARK ID: ark:/33523/001300000vzzj
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22906
Resumo: As florestas plantadas desempenham um papel crucial na redução da pressão sobre as florestas nativas, ao mesmo tempo em que fornecem matéria-prima essencial para vários setores industriais. Nesse contexto, é fundamental avaliar o potencial de espécies alternativas para garantir a sustentabilidade do setor florestal, que depende da produção contínua. Uma dessas potenciais espécies é o Cupressus lusitanica P. Miller, conhecido como cipreste, uma conífera nativa da América Central. A madeira do cipreste apresenta propriedades promissoras, mesmo sem um programa específico de melhoramento genético. Assim, este estudo teve como objetivo avaliar a produtividade de plantios experimentais de C. lusitanica com 16 anos de idade, sujeitos a diferentes intensidades de desbaste. O estudo foi conduzido em uma área de 3 hectares no município de Campo Belo do Sul, Santa Catarina, onde o C. lusitanica foi plantado em 2006, com um espaçamento de 2,5 x 2,5 metros. A área possui um clima subtropical úmido, com estações bem definidas e ocorrência de geadas, e o solo é classificado como Nitossolo Háplico. Em 2015, foi instalada a avaliação experimental e no mesmo ano houve poda no povoamento, realizada até 3 metros de altura em todos os indivíduos. O ensaio foi avaliado em delineamento de blocos ao acaso e três tratamentos de manejo: sem desbaste (Testemunha), desbaste com remoção de 2 concorrentes das árvores dominantes (Comercial) e desbaste mantendo apenas as dominantes (Extremo), distribuídos em 3 blocos, ou seja, 3 repetições. Os indivíduos foram então mensurados anualmente, desde o ano de 2015 a 2022. Os dados coletados foram processados e analisados, primeiramente com ajustes de modelos hipsométricos para predição de alturas faltantes, posteriormente com a determinação de variáveis individuais e de povoamento, além disso, realizou análise estatística incluindo teste de normalidade – Teste de Shapiro-Wilk, análise de variância (ANOVA) e teste de Tukey para comparação de médias dos tratamentos. O processamento e análise dos dados foram realizados no ambiente RStudio e Microsoft Excel. O estudo foi estruturado em três capítulos para abordar diferentes aspectos da pesquisa. O I Capítulo focou na caracterização biométrica dos diferentes cenários, detalhando o crescimento e a produtividade das árvores. O II Capítulo analisou a distribuição diamétrica em cada cenário, utilizando funções de densidade de probabilidade que melhor representem o povoamento ao longo dos anos. Por fim, o III capítulo abordou a avaliação econômica dos cenários. Os resultados revelaram que o crescimento da espécie é altamente influenciado pela qualidade do local de plantio, e apenas o desbaste mais intenso demonstrou impacto significativo e relevante no crescimento das árvores. A análise da distribuição diamétrica indicou que desbastes mais intensos resultaram em um crescimento mais expressivo em termos 9 de diâmetro e altura das árvores, sugerindo que a redução da competição entre elas, alcançada por meio dos desbastes, é crucial para estimular seu crescimento. Além disso, as funções de densidade de probabilidade foram eficazes na descrição da distribuição diamétrica das árvores, com a função Weibull-3p mostrando-se a mais apropriada na maioria dos cenários. A análise econômica, por sua vez, revelou valores positivos de Valor Anual Equivalente (VAE) e Valor Presente Líquido (VPL), acompanhados de Taxas Internas de Retorno (TIR) favoráveis. Isso indica que, sob as condições atuais de plantio, os investimentos são lucrativos. Os resultados ressaltam o potencial de investimento na espécie e, além disso, reforça a necessidade de avaliação dos métodos de manejo e qualidade genética das árvores para aumentar ainda mais a rentabilidade e a viabilidade econômica do cultivo da espécie. Recomenda-se, portanto, com base nos resultados apresentados, direcionar o cultivo de C. lusitanica para locais de maior capacidade produtiva, além de investir em melhoramento genético. Essas estratégias são eficazes para ampliar a produção e fortalecer o setor florestal brasileiro, posicionando a espécie como uma alternativa promissora para o desenvolvimento econômico sustentável.
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O estudo foi conduzido em uma área de 3 hectares no município de Campo Belo do Sul, Santa Catarina, onde o C. lusitanica foi plantado em 2006, com um espaçamento de 2,5 x 2,5 metros. A área possui um clima subtropical úmido, com estações bem definidas e ocorrência de geadas, e o solo é classificado como Nitossolo Háplico. Em 2015, foi instalada a avaliação experimental e no mesmo ano houve poda no povoamento, realizada até 3 metros de altura em todos os indivíduos. O ensaio foi avaliado em delineamento de blocos ao acaso e três tratamentos de manejo: sem desbaste (Testemunha), desbaste com remoção de 2 concorrentes das árvores dominantes (Comercial) e desbaste mantendo apenas as dominantes (Extremo), distribuídos em 3 blocos, ou seja, 3 repetições. Os indivíduos foram então mensurados anualmente, desde o ano de 2015 a 2022. 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Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Engenharia Florestal) - Udesc, Lages SC, 2024. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22906. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/22906ark:/33523/001300000vzzjAttribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-09-10T21:13:37Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/22906Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-09-10T21:13:37Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false
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