Efetividade da reabilitação cardiopulmonar e metabólica baseada em domicílio

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2017
Autor(a) principal: Fontes, Yolanda Gonçalves da Silva
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Dissertação
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24519
Resumo: Introdução: Os elevados gastos públicos com a Doença Arterial Coronária (DAC), a principal causa de morte no Brasil e no mundo, exigem a adoção de novas estratégias, que em relação ao modelo convencional sejam de menor custo e maior aplicabilidade, visando uma abordagem populacional que aumente a adesão ao tratamento. Neste contexto, tem se destacada a Reabilitação Baseada em Domicílio. Objetivo: Comparar a adesão, percepção de barreiras para reabilitação, qualidade de vida e capacidade funcional em pacientes submetidos à Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM) baseada em domicílio e convencional. Métodos: Ensaio clínico com os pacientes sendo aleatoriamente distribuídos em dois grupos de Reabilitação Cardiopulmonar e Metabólica (RCPM): baseada em domicílio (RCPM-D) e convencional (RCPM-C). Critérios de inclusão: pacientes adultos de ambos os sexos, com DAC (pós-infarto do miocárdio e/ou submetidos a tratamento intervencionista), clinicamente estáveis, elegíveis para a fase extra hospitalar da RCPM. As duas estratégias foram desenvolvidas durante 3 meses: o grupo RCPM-C com totalidade de 36 sessões supervisionadas e o grupo RCPM-D com apenas 3 sessões supervisionadas e 33 baseadas em domicílio (uma sessão mensal supervisionada e 11 sessões a domicílio). A adesão foi avaliada por meio do número de sessões de exercício previstas e efetivamente realizadas, as barreiras à reabilitação por meio da Escala de Barreiras para Reabilitação (EBRC), a qualidade de vida foi avaliada através do instrumento SF-36 (Short Form-36) e a capacidade funcional através do VO2 pico, determinado através do Teste Cardiopulmonar. Resultados: No estudo 1, um total de 76 pacientes foram convidados a participar do estudo, dos quais 24 (31,5%) recusaram-se a ingressar devido à randomização, destes, 15 pacientes tinham receio de serem sorteados para o grupo RCPM-D. Participaram do estudo 21 pacientes, divididos em: grupo RCPM-C (N=11) e RCPM-D (N=10). O RCPM-D apresentou adesão significativamente superior no número de sessões prescritas concluídas (p<0,001) e quando inclusas sessões extras (p=0,001). Em relação à qualidade de vida, no grupo RCPM-D, as pontuações médias foram significativamente maiores nos períodos pré e pós-intervenção nos domínios capacidade funcional (p=0,04), limitações por aspectos físicos (p=0,04) e aspectos emocionais (p=0,04). Já no o grupo RCPM-C, houve diferença nos domínios capacidade funcional (p=0,01) e limitações por aspectos físicos (p=<0,01), sem diferenças entre grupos. No que se refere à capacidade funcional, não houve diferença significativa intra-grupos e entre grupos pré e pós-intervenção. No estudo 2, participaram 13 indivíduos, sendo 5 alocados no RCPM-C e 7 no RCPM-D. Nos grupos RCPM-D e RCPM-C houve, respectivamente, participação em 87,48% e 62,39% das sessões. Em relação à percepção das barreiras foi constatada pontuação média de 30,06±6,06 para o grupo RCPM-C e 28,00±4,04 para o RCPM-D, representando, respectivamente, 28,95% e 25,84% da pontuação total da escala. Sobre os problemas de saúde que influenciou a adesão dos participantes, 42,85% do grupo RCPM-D apontou para outros problemas de saúde, como depressão, lombociatalgia e fascite plantar. O item 3 - “Por causa de problemas com transporte” apresentou maior escore médio (3,40±1,34) no grupo RCPM-C, enquanto no grupo RCPM-D os itens 8 - “Por causa do mau tempo” e 14 - “Outros problemas relacionados à saúde”, apresentaram o maior escore (2,28±1,60). Conclusão geral: A adesão a RCPM-D foi superior ao RCPM-C, com menor percepção de barreiras para reabilitação, mas não houve diferenças entre grupos nos desfechos clínicos, com exceção do melhor resultado no aspecto emocional da QV no RCPM-D.
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Critérios de inclusão: pacientes adultos de ambos os sexos, com DAC (pós-infarto do miocárdio e/ou submetidos a tratamento intervencionista), clinicamente estáveis, elegíveis para a fase extra hospitalar da RCPM. As duas estratégias foram desenvolvidas durante 3 meses: o grupo RCPM-C com totalidade de 36 sessões supervisionadas e o grupo RCPM-D com apenas 3 sessões supervisionadas e 33 baseadas em domicílio (uma sessão mensal supervisionada e 11 sessões a domicílio). A adesão foi avaliada por meio do número de sessões de exercício previstas e efetivamente realizadas, as barreiras à reabilitação por meio da Escala de Barreiras para Reabilitação (EBRC), a qualidade de vida foi avaliada através do instrumento SF-36 (Short Form-36) e a capacidade funcional através do VO2 pico, determinado através do Teste Cardiopulmonar. 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No que se refere à capacidade funcional, não houve diferença significativa intra-grupos e entre grupos pré e pós-intervenção. No estudo 2, participaram 13 indivíduos, sendo 5 alocados no RCPM-C e 7 no RCPM-D. Nos grupos RCPM-D e RCPM-C houve, respectivamente, participação em 87,48% e 62,39% das sessões. Em relação à percepção das barreiras foi constatada pontuação média de 30,06±6,06 para o grupo RCPM-C e 28,00±4,04 para o RCPM-D, representando, respectivamente, 28,95% e 25,84% da pontuação total da escala. Sobre os problemas de saúde que influenciou a adesão dos participantes, 42,85% do grupo RCPM-D apontou para outros problemas de saúde, como depressão, lombociatalgia e fascite plantar. O item 3 - “Por causa de problemas com transporte” apresentou maior escore médio (3,40±1,34) no grupo RCPM-C, enquanto no grupo RCPM-D os itens 8 - “Por causa do mau tempo” e 14 - “Outros problemas relacionados à saúde”, apresentaram o maior escore (2,28±1,60). Conclusão geral: A adesão a RCPM-D foi superior ao RCPM-C, com menor percepção de barreiras para reabilitação, mas não houve diferenças entre grupos nos desfechos clínicos, com exceção do melhor resultado no aspecto emocional da QV no RCPM-D.Carvalho, Tales deFontes, Yolanda Gonçalves da Silva2025-12-05T22:07:22Z2017info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis71 f.application/pdfFONTES, Yolanda Gonçalves da Silva. <b>Efetividade da reabilitação cardiopulmonar e metabólica baseada em domicílio</b>. 2025. Dissertação (Programa de Pós-Graduação em Ciências do Movimento Humano) - Udesc, Florianópolis, 2017. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/24519. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. 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