Óleos essenciais de espécies nativas da mata atlântica e seu potencial de uso na pós-colheita de maçã “fuji”.

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2024
Autor(a) principal: Costa, André Rodrigues da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23917
Resumo: Este trabalho tem por objetivos estimar o teor de óleos essenciais (OEs) em folhas de Myrceugenia euosma (O.Berg) D.Legrand, Siphoneugena reitzii D.Legrand e Schinus lentiscifolia Marchand, caracterizar sua composição química, avaliar seu potencial antifúngico contra Penicillium sp. e verificar sua influência na qualidade de maçãs Fuji. Folhas de M. euosma e S. reitzii foram coletadas numa Reserva Particular do Patrimônio Natural, de propriedade da Klabin S.A., localizada no município de Urupema - SC, em maio, agosto e novembro de 2021 e fevereiro de 2022. Folhas de S. lentiscifolia foram coletadas numa propriedade particular em Lages - SC, em março, maio, setembro e novembro de 2022. Após a secagem das folhas, foi realizada extração de OEs por arraste a vapor. A composição química dos OEs foi determinada por cromatografia gasosa acoplada a espectrofotômetro de massas. A capacidade antifúngica contra Penicillium sp. dos OEs de M. euosma e S. lentiscifolia foi avaliada in vitro, utilizando-se as concentrações de 0, 30, 50, 100, 200, 300, 400, 500 e 1000 µL L-1, e determinando o índice de inibição do crescimento micelial. A avaliação in vivo do potencial antifúngico dos OEs foi realizada aplicando-se por borrifamento em maçãs inoculadas com Penicillium sp., solução de quitosana a 1%, solução de quitosana com OEs de M. euosma e S. lentiscifolia nas concentrações de 1000, 2000 e 4000 mg L-1. Frutos não inoculados receberam os mesmos tratamentos a fim de avaliar a possível influência dos OEs em sua qualidade. As maçãs foram, então, armazenadas em câmara fria (0±0,5ºC/UR de 90±5%) por 30 dias e, em seguida, em condição ambiente (23±0,5°C/UR de 80±2%) por 6 dias. As lesões provocadas pelo patógeno foram medidas ao longo do armazenamento e foram determinadas as áreas abaixo das curvas de progresso da doença (AACPD). Nos OEs de M. euosma, foram identificados 13 compostos, sendo os d-α-Pineno e β-Terpineno os majoritários; em S. reitzii, 16 compostos, sendo d-α-Pineno e L-β-Pineno os majoritários e em S. lentiscifolia 23 compostos, sendo α-pineno (17,49%) e β-pineno majoritários. Os maiores teores de OEs foram obtidos na primavera e no verão para M. euosma (0,35% e 0,26%), na primavera para S. reitzii (0,09%) e no verão e outono para S. lentiscifolia (0,38% e 0,4%). A aplicação de revestimento de quitosana a 1% com OE de S. lentiscifolia na concentração de 2000 mg L-1 reduziu em 88,1% a severidade de mofo azul em maçã Fuji durante o armazenamento refrigerado e em 69,2% no armazenamento em condição ambiente. Os tratamentos com quitosana e OEs de M. euosma nas concentrações de 2000 e 4000 mg L-1 e com S. lentiscifolia nas três concentrações testadas reduziram significativamente a taxa respiratória das maçãs durante o armazenamento refrigerado. A produção de etileno pelas maçãs também apresentou redução significativa quando tratadas com quitosana e OEs das duas espécies durante o armazenamento. Não houve influência dos tratamentos nos atributos de qualidade dos frutos. A aplicação de revestimentos de quitosana e OEs de M. euosma e S. lentiscifolia tem potencial de uso pós-colheita da maçã Fuji.
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