Indicadores ecológicos de restauração florestal em áreas pós-colheita de Pinus sp.
| Ano de defesa: | 2020 |
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| Tipo de documento: | Dissertação |
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| País: |
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| Palavras-chave em Português: | |
| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14965 |
Resumo: | objetivo deste estudo foi avaliar o processo de restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente anteriormente ocupadas por povoamentos de Pinus sp. localizadas em Ponte Alta do Norte, Santa Catarina, Brasil. Foram instaladas 19 parcelas (25 m x 4 m), onde avaliou-se os indicadores ecológicos de cobertura do solo com vegetação nativa arbóreo/arbustiva – CobA (%), densidade de indivíduos nativos regenerantes – DI (ind ha-¹), número de espécies nativas regenerantes – Nsp (n° spp.), cobertura de solo com vegetação nativa herbácea – CobH (%) e também os atributos físico-químicos do solo. Os valores obtidos para os indicadores foram comparados com valores de referência para atestar o nível de adequação das áreas. Foram calculados os Índices de Shannon (H’) e Pielou (J), e realizada análise de agrupamento estrutural para os indicadores ecológicos utilizando-se a distância euclidiana e análise de agrupamento florístico pelo método de Bray-Curtis. Os agrupamentos formados foram submetidos à PERMANOVA (p<0,05). A interpretação dos atributos físico-químicos do solo foi realizada por comparação com valores definidos na literatura. Posteriormente, realizou-se a ordenação dos dados de composição florístico-estrutural da regeneração natural e das parcelas por meio de análise NMDS (Nonmetric multidimensional scalling) e plotadas a posteriori as variáveis edáficas e indicadores ecológicos significativos (p<0,05). Os indicadores ecológicos DI (ind ha-¹), Nsp (n° spp.) e CobH (%) apresentaram níveis adequados e apenas o indicador CobA (%) apresentou valores mínimos, necessitando de ações corretivas. Os valores de H’ e J foram 3,58 e 0,77, respectivamente, indicando elevada diversidade de espécies e baixa dominância das espécies. As análises de agrupamento resultaram na formação de grupos distintos, tanto estruturais quanto florísticos, definidos por fatores relacionados à paisagem. As áreas avaliadas apresentam riqueza de grupos florísticos característicos da tipologia florestal e presença expressiva de espécies importantes para a evolução do processo de restauração. A interpretação dos atributos químicos do solo indicou a ocorrência de solos ácidos, pouco férteis, ricos em matéria orgânica e com elevada saturação por alumínio. A resistência do solo à penetração apresentou valor abaixo do limite considerados crítico para o desenvolvimento das raízes das plantas, com exceção de algumas parcelas. Na ordenação NMDS, as variáveis edáficas significativas foram a umidade, o pH e o teor de argila, condicionantes de um gradiente edáfico entre os ambientes avaliados. Entre os indicadores ecológicos, apenas a CobA (%) e Nsp (n° spp.) foram significativas, representando a variação fisionômica da vegetação ao longo de um gradiente sucessional. A presença deste gradiente evidencia a ocorrência de diferentes estágios sucessionais, associados às variações nas condições edáficas, que determinam a riqueza de espécies e o desenvolvimento da cobertura do solo entre os ambientes. Os indicadores ecológicos da vegetação mostram-se adequados para avaliação da restauração nestas áreas, contudo, são necessárias adaptações nos valores de referência e a consideração do componente herbáceo na cobertura do solo com vegetação nativa. Do mesmo modo, as variáveis edáficas são bons indicadores para o monitoramento do processo de restauração nestas áreas, pois sintetizam eficientemente variações ambientais que influenciam nos padrões da vegetação, viabilizando ações de restauração no contexto local. |
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Indicadores ecológicos de restauração florestal em áreas pós-colheita de Pinus sp.Restauração florestalSolos florestaisManejo florestalÁreas de conservação de recursos naturaisobjetivo deste estudo foi avaliar o processo de restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente anteriormente ocupadas por povoamentos de Pinus sp. localizadas em Ponte Alta do Norte, Santa Catarina, Brasil. Foram instaladas 19 parcelas (25 m x 4 m), onde avaliou-se os indicadores ecológicos de cobertura do solo com vegetação nativa arbóreo/arbustiva – CobA (%), densidade de indivíduos nativos regenerantes – DI (ind ha-¹), número de espécies nativas regenerantes – Nsp (n° spp.), cobertura de solo com vegetação nativa herbácea – CobH (%) e também os atributos físico-químicos do solo. Os valores obtidos para os indicadores foram comparados com valores de referência para atestar o nível de adequação das áreas. Foram calculados os Índices de Shannon (H’) e Pielou (J), e realizada análise de agrupamento estrutural para os indicadores ecológicos utilizando-se a distância euclidiana e análise de agrupamento florístico pelo método de Bray-Curtis. Os agrupamentos formados foram submetidos à PERMANOVA (p<0,05). A interpretação dos atributos físico-químicos do solo foi realizada por comparação com valores definidos na literatura. Posteriormente, realizou-se a ordenação dos dados de composição florístico-estrutural da regeneração natural e das parcelas por meio de análise NMDS (Nonmetric multidimensional scalling) e plotadas a posteriori as variáveis edáficas e indicadores ecológicos significativos (p<0,05). Os indicadores ecológicos DI (ind ha-¹), Nsp (n° spp.) e CobH (%) apresentaram níveis adequados e apenas o indicador CobA (%) apresentou valores mínimos, necessitando de ações corretivas. Os valores de H’ e J foram 3,58 e 0,77, respectivamente, indicando elevada diversidade de espécies e baixa dominância das espécies. As análises de agrupamento resultaram na formação de grupos distintos, tanto estruturais quanto florísticos, definidos por fatores relacionados à paisagem. As áreas avaliadas apresentam riqueza de grupos florísticos característicos da tipologia florestal e presença expressiva de espécies importantes para a evolução do processo de restauração. A interpretação dos atributos químicos do solo indicou a ocorrência de solos ácidos, pouco férteis, ricos em matéria orgânica e com elevada saturação por alumínio. A resistência do solo à penetração apresentou valor abaixo do limite considerados crítico para o desenvolvimento das raízes das plantas, com exceção de algumas parcelas. Na ordenação NMDS, as variáveis edáficas significativas foram a umidade, o pH e o teor de argila, condicionantes de um gradiente edáfico entre os ambientes avaliados. Entre os indicadores ecológicos, apenas a CobA (%) e Nsp (n° spp.) foram significativas, representando a variação fisionômica da vegetação ao longo de um gradiente sucessional. A presença deste gradiente evidencia a ocorrência de diferentes estágios sucessionais, associados às variações nas condições edáficas, que determinam a riqueza de espécies e o desenvolvimento da cobertura do solo entre os ambientes. Os indicadores ecológicos da vegetação mostram-se adequados para avaliação da restauração nestas áreas, contudo, são necessárias adaptações nos valores de referência e a consideração do componente herbáceo na cobertura do solo com vegetação nativa. Do mesmo modo, as variáveis edáficas são bons indicadores para o monitoramento do processo de restauração nestas áreas, pois sintetizam eficientemente variações ambientais que influenciam nos padrões da vegetação, viabilizando ações de restauração no contexto local.Kanieski, Maria RaquelFockink, Guilherme Diego2025-01-24T18:56:19Z2020info:eu-repo/semantics/publishedVersioninfo:eu-repo/semantics/masterThesis105 f.application/pdfFOCKINK, Guilherme Diego. <b>Indicadores ecológicos de restauração florestal em áreas pós-colheita de Pinus sp.</b>. 2025. Dissertação (Curso de Engenharia Florestal) - Udesc, 2020. Disponível em: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14965. Acesso em: insira aqui a data de acesso ao material. Ex: 18 fev. 2025.https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/14965ark:/33523/001300000rjr4Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 Brazilhttp://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/br/info:eu-repo/semantics/openAccessporreponame:Repositório Institucional da UDESCinstname:Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)instacron:UDESC2025-01-25T06:36:47Zoai:repositorio.udesc.br:UDESC/14965Biblioteca Digital de Teses e Dissertaçõeshttps://pergamumweb.udesc.br/biblioteca/index.phpPRIhttps://repositorio-api.udesc.br/server/oai/requestri@udesc.bropendoar:63912025-01-25T06:36:47Repositório Institucional da UDESC - Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)false |
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objetivo deste estudo foi avaliar o processo de restauração florestal em Áreas de Preservação Permanente anteriormente ocupadas por povoamentos de Pinus sp. localizadas em Ponte Alta do Norte, Santa Catarina, Brasil. Foram instaladas 19 parcelas (25 m x 4 m), onde avaliou-se os indicadores ecológicos de cobertura do solo com vegetação nativa arbóreo/arbustiva – CobA (%), densidade de indivíduos nativos regenerantes – DI (ind ha-¹), número de espécies nativas regenerantes – Nsp (n° spp.), cobertura de solo com vegetação nativa herbácea – CobH (%) e também os atributos físico-químicos do solo. Os valores obtidos para os indicadores foram comparados com valores de referência para atestar o nível de adequação das áreas. Foram calculados os Índices de Shannon (H’) e Pielou (J), e realizada análise de agrupamento estrutural para os indicadores ecológicos utilizando-se a distância euclidiana e análise de agrupamento florístico pelo método de Bray-Curtis. Os agrupamentos formados foram submetidos à PERMANOVA (p<0,05). A interpretação dos atributos físico-químicos do solo foi realizada por comparação com valores definidos na literatura. Posteriormente, realizou-se a ordenação dos dados de composição florístico-estrutural da regeneração natural e das parcelas por meio de análise NMDS (Nonmetric multidimensional scalling) e plotadas a posteriori as variáveis edáficas e indicadores ecológicos significativos (p<0,05). Os indicadores ecológicos DI (ind ha-¹), Nsp (n° spp.) e CobH (%) apresentaram níveis adequados e apenas o indicador CobA (%) apresentou valores mínimos, necessitando de ações corretivas. Os valores de H’ e J foram 3,58 e 0,77, respectivamente, indicando elevada diversidade de espécies e baixa dominância das espécies. As análises de agrupamento resultaram na formação de grupos distintos, tanto estruturais quanto florísticos, definidos por fatores relacionados à paisagem. As áreas avaliadas apresentam riqueza de grupos florísticos característicos da tipologia florestal e presença expressiva de espécies importantes para a evolução do processo de restauração. A interpretação dos atributos químicos do solo indicou a ocorrência de solos ácidos, pouco férteis, ricos em matéria orgânica e com elevada saturação por alumínio. A resistência do solo à penetração apresentou valor abaixo do limite considerados crítico para o desenvolvimento das raízes das plantas, com exceção de algumas parcelas. Na ordenação NMDS, as variáveis edáficas significativas foram a umidade, o pH e o teor de argila, condicionantes de um gradiente edáfico entre os ambientes avaliados. Entre os indicadores ecológicos, apenas a CobA (%) e Nsp (n° spp.) foram significativas, representando a variação fisionômica da vegetação ao longo de um gradiente sucessional. A presença deste gradiente evidencia a ocorrência de diferentes estágios sucessionais, associados às variações nas condições edáficas, que determinam a riqueza de espécies e o desenvolvimento da cobertura do solo entre os ambientes. Os indicadores ecológicos da vegetação mostram-se adequados para avaliação da restauração nestas áreas, contudo, são necessárias adaptações nos valores de referência e a consideração do componente herbáceo na cobertura do solo com vegetação nativa. Do mesmo modo, as variáveis edáficas são bons indicadores para o monitoramento do processo de restauração nestas áreas, pois sintetizam eficientemente variações ambientais que influenciam nos padrões da vegetação, viabilizando ações de restauração no contexto local. |
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