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Eficácia do treinamento intervalado em alta intensidade individualizado pelo pico de velocidade no teste de Carminatti (T-CAR) em atletas de handebol masculino

Detalhes bibliográficos
Ano de defesa: 2026
Autor(a) principal: Silva, Diogo Cardoso da
Orientador(a): Não Informado pela instituição
Banca de defesa: Não Informado pela instituição
Tipo de documento: Tese
Tipo de acesso: Acesso aberto
Idioma: por
Instituição de defesa: Não Informado pela instituição
Programa de Pós-Graduação: Não Informado pela instituição
Departamento: Não Informado pela instituição
País: Não Informado pela instituição
Palavras-chave em Português:
Link de acesso: https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/25397
Resumo: O handebol é uma modalidade intermitente de alta exigência fisiológica, caracterizada por sucessivas acelerações, desacelerações, mudanças de direção e ações de sprint repetido, o que torna a prescrição do treinamento intervalado de alta intensidade (TIAI) um componente estratégico da preparação física. Nesse contexto, o pico de velocidade obtido no Teste de Carminatti (PVT-CAR) tem sido proposto como parâmetro de campo para individualizar intensidades em esportes coletivos; entretanto, evidências específicas em atletas de handebol ainda são limitadas. Assim, esta tese teve como objetivo avaliar os efeitos de um bloco de seis semanas de TIAI prescrito a partir do PVT-CAR sobre a aptidão aeróbia, a potência de membros inferiores e a capacidade de sprints repetidos, além de explorar associações entre mudanças no PVT-CAR, desempenho específico e indicadores de carga interna. Participaram 24 atletas masculinos de handebol, alocados em grupo experimental (n=12) e grupo controle (n=12), com delineamento pré–pós. O grupo experimental, além do treino técnico-tático habitual, realizou 12 sessões de TIAI (duas por semana), estruturadas em corridas de vaivém, com quatro séries de 10 esforços de 12 s a 104% do PVT-CAR, 12 s de recuperação passiva entre esforços e 3 min entre séries. O grupo controle manteve apenas o treinamento habitual no mesmo período. Foram avaliados: PVT-CAR por meio do T-CAR; potência de membros inferiores pelo salto com contramovimento (CMJ); capacidade de sprints repetidos (CSR) pelo 40 m maximal shuttle run test (Baker; Ramsbottom; Hazeldine, 1993); e carga interna por frequência cardíaca e medidas derivadas (TRIMP) e percepção subjetiva de esforço da sessão (sPSE). As comparações intra e intergrupos foram realizadas por modelos para medidas repetidas (efeitos de tempo, grupo e interação), com estimativa de tamanhos de efeito. O grupo experimental apresentou aumento significativo de aproximadamente 9,7% no PVT-CAR (de 14,88 ± 1,09 para 16,33 ± 1,12 km·h⁻¹; d=1,31), enquanto o grupo controle permaneceu praticamente estável (0,7%; d=0,10), com interação grupo×tempo indicativa de superioridade do TIAI. No CMJ, observou-se melhora modesta, porém consistente, no grupo experimental (5,1%; 2 cm; d=0,39), ao passo que o grupo controle não apresentou alteração relevante. Na CSR, ambos os grupos reduziram a soma dos tempos, sugerindo influência do contexto global de treinamento; contudo, o grupo experimental apresentou tendência a maior melhora no melhor sprint e redução do índice de fadiga, ainda que sem interação estatisticamente significativa para todos os desfechos. As correlações entre ΔPVT-CAR e deltas de desempenho foram de baixa a moderada magnitude e não significativas, indicando variabilidade interindividual e múltiplos determinantes do desempenho específico. Em termos aplicados, os achados sustentam que o TIAI ancorado no PVT-CAR é uma estratégia eficaz para elevar a aptidão aeróbia em atletas de handebol e pode contribuir para ajustes neuromusculares e de sprint repetido, reforçando o PVT-CAR como parâmetro sensível para prescrição e monitoramento em esportes intermitentes.
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