Criação e avaliação de genótipos de morangueiro para os estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
| Ano de defesa: | 2023 |
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| Link de acesso: | https://repositorio.udesc.br/handle/UDESC/23414 |
Resumo: | Um dos obstáculos para produção de morango (Fragaria x ananassa Duchesne) no Brasil é a falta de cultivares adaptadas. Novos genótipos, provindos da Itália vem ganhando espaço no mercado, pois atendem as características de produtividade e qualidade de fruta, tornando-se alternativa de cultivo para os produtores brasileiros. Considerando a importância dos estudos de melhoramento genético e adaptabilidade, objetivou-se neste estudo criar, selecionar e avaliar genótipos de morangueiro que sejam aptos ao cultivo nos Estados de Santa Catarina (SC) e Rio Grande do Sul (RS). O presente estudo, foi desenvolvido nas safras 2019-2020, 2020-2021, 2021-2022 e 2022-2023 e está dividido em três capítulos: I) Cruzamentos e banco germoplasma, onde foram realizados cruzamentos pelo método de hibridação, que deram origem a novas seleções, submetidas a no mínimo, três anos de avaliações, em seguida os “seedlings” foram levados ao primeiro ano de avaliação em campo, os mesmos foram dispostos de acordo com seus parentais, sendo realizadas avaliações visuais de desenvolvimento e produção para seleção dos melhores materiais; II) Genótipos em segundo ano de avaliação, também no CAV/UDESC, foram avaliados genótipos provenientes de cruzamentos anteriores, materiais selecionado foram para o segundo ano de avaliação em campo, replantados em blocos com 10 plantas, realizando as avaliações quantitativas: produção total e comercial (g planta-1 ), massa fresca das frutas comerciais (g fruta-1 ) e produção de frutas descartes (% descartes), e qualitativas: coloração da epiderme (Luminosidade, Croma e °hue), firmeza de polpa, sólidos solúveis (°Brix), acidez titulável (% ácido cítrico) e relação sólidos solúveis/acidez titulável (SS/AT); e III) Adaptabilidade de novas cultivares e genótipos avançados, foram realizados ensaios nos municípios de Lages (59 genótipos) e Rancho Queimado (27 genótipos), em SC e Farroupilha (16 genótipos), no RS. Para tanto utilizou-se delineamento de blocos casualizados, com 4 repetições e parcela com 10 plantas, foram avaliadas as variáveis quantitativas e qualitativas. Em todas as etapas, foram utilizados materiais genéticos provenientes da parceria entre o CAV/UDESC e o programa de melhoramento da Itália (CREA-OFA-FRF). Os resultados foram submetidos a análise de variância, e as médias comparadas pelo teste Scott-Knott, a 5% de probabilidade de erro, além disso, foi feita análise multivariada, atravé do método da Análise de Componentes Principais (PCA). Os acessos, CAV 006.1 na safra 2019-2020 e CAV 9.1 na safra 2020-2021, são materiais promissores para produtividade e qualidade. Os genótipos PA 103.27 e CAV 006.1 foram os mais produtivos e com frutas comerciais. Para as condições locais foi possível observar a cultivar Pircinque e Randoce com altos teores de sólidos solúveis. Em Lages/SC, a cultivar Alpipna10 e o genótipo CAV 21.1 demonstraram potencial altíssimo para produção. Portanto, com esses resultados já é possível indicar alguns genótipos promissores para o cultivo em SC e RS. |
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